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FPA intensifica mobilização no Congresso contra barreiras francesas ao agronegócio brasileiro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reforçou sua atuação no Congresso Nacional para combater boicotes de empresas francesas ao agronegócio brasileiro. A movimentação ocorre em resposta às crescentes restrições comerciais impostas pela França, sob alegações ambientais e econômicas, e busca preservar a soberania nacional e promover a reciprocidade nas relações comerciais.

Uma das primeiras ações foi liderada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que apresentou um requerimento para convidar o embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, a participar de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. O encontro visa esclarecer a postura francesa sobre o Acordo Mercosul-União Europeia e a recente decisão do Carrefour de boicotar carnes originárias do bloco.

“Essas medidas refletem protecionismo disfarçado de preocupações ambientais. Não há justificativa real, além da intenção de proteger produtos franceses subsidiados. Precisamos responder à altura”, afirmou Tereza Cristina.

A decisão do Carrefour, oficializada em carta do CEO Alexandre Bompard à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França, destaca que carnes do Mercosul não atenderiam aos padrões franceses. O comunicado gerou tensões comerciais e reforçou o histórico de boicotes franceses ao acordo Mercosul-UE.

Projeto de reciprocidade e sustentabilidade

A senadora pretende acelerar a tramitação de um projeto de lei sobre reciprocidade ambiental, que propõe a aplicação de critérios semelhantes aos impostos pela União Europeia às exportações brasileiras. “Se nos impõem barreiras, devemos estabelecer critérios equivalentes para produtos europeus”, declarou.

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Tereza Cristina também defendeu a adoção de padrões ambientais rigorosos no Brasil, citando o Código Florestal e a liderança nacional em práticas sustentáveis. “Os produtores brasileiros já seguem padrões ambientais e sanitários de excelência, com rastreabilidade e respeito às normas internacionais”, reforçou.

O projeto, considerado prioritário pela bancada ruralista, será tema de uma audiência pública no início de dezembro. A proposta visa alinhar exigências ambientais para importações e exportações, especialmente em relação à redução de emissões de carbono.

Impacto comercial e reações parlamentares

O setor agropecuário brasileiro teme os efeitos da nova legislação ambiental europeia, que entrará em vigor em dezembro de 2025. Em 2023, o Brasil exportou US$ 21,6 bilhões em produtos agropecuários para a União Europeia, sendo US$ 15 bilhões em itens diretamente impactados pelas novas regras, como soja, carne bovina, cacau e café.

Na Câmara dos Deputados, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) solicitou a criação de uma comissão externa para investigar a conduta do Carrefour no Brasil. Ele argumenta que a decisão da varejista fere princípios de cooperação internacional e destacou episódios anteriores envolvendo a empresa, incluindo denúncias de violações raciais e ambientais.

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Além disso, a Comissão de Agricultura e Pecuária planeja convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para detalhar as ações do Itamaraty frente ao boicote francês e às negociações do acordo Mercosul-UE.

Entidades do setor agro reagem

A decisão do Carrefour gerou forte reação entre entidades do agronegócio. Associações como Abiec, ABPA, Abag, CNA, SRB e Fiesp divulgaram notas de repúdio, destacando os avanços da pecuária brasileira nos últimos 30 anos.

Em uma Carta Aberta, mais de 50 organizações apontaram que o Brasil preserva mais de 282,8 milhões de hectares de vegetação nativa, uma área superior a quatro vezes o território francês. O documento também criticou o impacto do boicote, ressaltando que ele restringe o acesso a produtos sustentáveis de alta qualidade e pode aumentar custos e emissões de carbono na Europa.

As negociações sobre o acordo Mercosul-UE seguem em um cenário de tensão, com a França mantendo uma postura contrária à sua aprovação. O Brasil, entretanto, reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e exige respeito à sua soberania comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feira de adoção da Bem Estar Animal encaminha pets para novos lares em Cuiabá

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A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal realizou, neste sábado (9), mais uma feira de adoção de pets em Cuiabá. A ação ocorreu na área externa do Aquário Municipal e disponibilizou cães e gatos para adoção responsável. A iniciativa integra as políticas públicas de proteção animal desenvolvidas pela Prefeitura e busca ampliar a conscientização sobre acolhimento e guarda responsável.

Além de aproximar os animais resgatados de possíveis tutores, a ação também apresentou à população o trabalho realizado no canil municipal, que atualmente abriga cerca de 110 cães vítimas de maus tratos, abandono ou negligência.

A secretária adjunta de Bem Estar Animal, Morgana Thereza Ens, explicou que a seleção dos animais varia conforme a demanda de resgates realizados pela equipe técnica. Segundo ela, os filhotes costumam ter prioridade nas feiras, mas os cães adultos também participam das ações.

“A gente prioriza os filhotes porque têm maior chance de adoção, mas sempre levamos adultos também. Muitos acabam conquistando famílias da mesma forma”, afirmou.

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Durante o evento, os interessados passaram por entrevista social e preenchimento de ficha cadastral. Após a adoção, a secretaria mantém acompanhamento dos tutores por meio de contatos periódicos, envio de fotos e suporte veterinário.

Ao destacar a importância da adoção responsável, Morgana ressaltou que cada adoção contribui para ampliar a capacidade de acolhimento do município.

“Quando um animal é adotado, dois acabam sendo beneficiados: o que ganha uma família e o próximo que poderá ser resgatado. O canil representa uma chance de recomeço para esses animais”, disse.

A secretaria reforça que não é necessário esperar pelas feiras para adotar. Os interessados podem procurar atendimento presencialmente ou solicitar informações pelo WhatsApp (65) 99207-4318. O Instagram oficial da pasta também divulga animais aptos para adoção e orientações sobre os procedimentos.

Entre as famílias que participaram da feira estava Camila Andrea de Morais Ferreira, que contou ter conhecido a ação por meio de notícias na internet. Ela adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

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“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

Outra participante da ação foi Elenil Lima Silva Rocha, que também soube da feira pela internet e decidiu ampliar a família com a adoção de uma filhote chamada Luna.

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo carinho até ela se adaptar”, afirmou.

A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal reforça que a adoção responsável é uma das principais ferramentas para reduzir o abandono e garantir melhores condições de vida aos animais resgatados no município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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