A Secretaria de Planejamento e Gestão de MT (Seplag-MT) apresentou o Protocolo de Prevenção ao Risco de Suicídio do Poder Executivo Estadual para a Câmara Setorial Temática (CST) de Saúde Mental, na Assembleia Legislativa de MT (ALMT). O objetivo é que essa iniciativa da Seplag-MT seja adaptada a outros contextos e inspire ações semelhantes nas diferentes esferas mato-grossenses.
O Protocolo foi lançado há pouco mais de um ano e integra o Programa de Atenção à Saúde Mental, prestando atendimentos de psicoterapia online e telepsiquiatria. O convite para o encontro foi feito pelo deputado estadual e presidente da CST-ALMT, Carlos Avallone, durante a audiência pública sobre as Metas Físicas do primeiro semestre deste ano.
O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, destaca a importância da elaboração de estratégias e aplicação de mecanismos eficazes para a garantia do bem-estar físico e, sobretudo, mental dos servidores públicos estaduais. “Ampliamos o número de ofertas em atendimentos online, além do acompanhamento presencial. E, com base nas experiências deste primeiro ano, estamos aprimorando ainda mais esse protocolo numa versão que será lançada no início de 2025”, declara o secretário.
O primeiro ano de implantação do Protocolo contabilizou 1.250 sessões de psicoterapia e 312 sessões de telepsiquiatria.
A adjunta de Gestão de Pessoas, Lidiane Leite, ressalta a composição multiprofissional para um atendimento ágil e eficaz. “Nossas equipes, formadas por assistentes sociais e psicólogos, oferecem suporte aos servidores. Quando elas identificam sinais de risco de suicídio ou outros transtornos relacionados, os casos são direcionados para uma plataforma especializada, pela qual esses servidores recebem atendimento de psicólogos ou psiquiatras”, relata a secretária adjunta.
Segundo o coordenador de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho da Seplag, Flávio Peixoto, as equipes de atendimento psicossocial lançam mão do Protocolo na medida em que identificam fatores de risco. “Temos uma ferramenta de estratificação de risco baseada numa série de fatores, como sociais, ambientais e histórico de doenças mentais. Ao identificar esses fatores, chegamos numa métrica que demonstra se o risco é alto, médio e baixo”, finaliza o coordenador.
A previsão é que em janeiro de 2025 esse Protocolo integre novidades beneficiando ainda mais o atendimento do servidor. Foto: Gilberto Leite de Oliveira | ALMT
O Programa de Atenção à Saúde Mental para servidores do Poder Executivo de MT realizou somente no primeiro semestre de 2024 mais de 4 mil atendimentos, contemplando mais de 2 mil servidores, entre 25 órgãos. Além do Protocolo, esse Programa engloba outras iniciativas, como é o caso da ação Vida Saudável, que promove atividades também para a saúde física.
Neste segundo semestre também, em parceria com a Escola de Governo, o Programa ofertou o primeiro curso de capacitação voltado às questões de saúde mental na administração pública. Foram mais de 550 participantes. A adesão permitiu a abertura da segunda turma com a mesma temática que consta com mais de 350 inscritos.
Assista aqui o diálogo entre os representantes da Seplag e ALMT.
Durante o mês de junho, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio do Núcleo de Mediação Escolar, intensificará ações de sensibilização e conscientização voltadas à prevenção e erradicação do trabalho infantil e à proteção do adolescente trabalhador.
A iniciativa integra a Macropolítica de Promoção da Cultura de Paz e busca fortalecer a garantia dos direitos de crianças e adolescentes nas unidades da Rede Estadual de Ensino.
As atividades serão desenvolvidas com base no Orientativo nº 005/2025, que propõe a realização de ações educativas, rodas de conversa, campanhas de sensibilização e momentos de reflexão sobre os impactos do trabalho infantil na saúde, na aprendizagem, no desenvolvimento biopsicossocial e na qualidade de vida de crianças e adolescentes.
A proposta está fundamentada nos princípios dos Direitos Humanos e da proteção integral previstos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a escola exerce papel fundamental na promoção de direitos e na construção de ambientes protetivos.
“A educação tem a capacidade de transformar realidades. Quando fortalecemos os vínculos entre escola, família e comunidade, ampliamos a proteção das crianças e adolescentes e contribuímos para que tenham acesso a oportunidades de desenvolvimento pleno”, destacou.
Além de promover o debate sobre os prejuízos causados pela inserção precoce de crianças e adolescentes no trabalho, a campanha também busca ampliar o conhecimento da comunidade escolar sobre os mecanismos de denúncia e os serviços que compõem a rede de proteção social.
A iniciativa está alinhada às diretrizes do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, que reconhece a importância das ações educativas permanentes para o enfrentamento dessa violação de direitos.
Para a superintendente de Gestão Escolar, Rosangela Roquette, as ações desenvolvidas ao longo do mês reforçam o compromisso da Seduc com a construção de uma cultura baseada no respeito, na proteção integral e na valorização da infância e da adolescência.
“Falar sobre trabalho infantil é falar sobre garantia de direitos. É promover consciência coletiva, fortalecer redes de apoio e construir uma escola cada vez mais acolhedora, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento humano”, enfatizou.
A Macropolítica de Promoção da Cultura de Paz compreende a escola como um espaço privilegiado para a formação cidadã, o fortalecimento dos vínculos sociais e a prevenção das diversas formas de violência.
Nesse sentido, as ações propostas para o mês de junho buscam mobilizar toda a comunidade escolar em torno da proteção de crianças e adolescentes, reafirmando a educação como instrumento de emancipação, cidadania e transformação social.
Ao longo do mês, as escolas da Rede Estadual serão incentivadas a desenvolver atividades pedagógicas e intersetoriais que promovam a reflexão sobre os direitos da infância e da adolescência, contribuindo para a construção de ambientes seguros, acolhedores e comprometidos com a Cultura de Paz.
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