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Mercado Brasileiro de Trigo Registra Poucos Negócios devido ao Feriado e Incertezas na Oferta

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A semana no mercado brasileiro de trigo foi marcada pela escassez de negócios, influenciada tanto pelo feriado de quarta-feira quanto pela falta de trigo de qualidade no cenário doméstico. A Argentina surge como uma opção de importação, mas a volatilidade cambial dificulta essa alternativa. Além disso, com a oferta global ajustada, é improvável que ocorram quedas nos preços do grão no país vizinho.

A demanda no Brasil permanece contida, com os moinhos comprando “da mão para a boca”, sem grandes movimentações. Por sua vez, os vendedores estão adotando uma postura cautelosa. A expectativa é de que esse cenário de demanda estável persista até o início de 2025.

Conab: Avanço da Colheita da Safra 2024

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 17 de novembro, a colheita da safra 2024 de trigo atingiu 88,6% da área estimada nos oito principais estados produtores do Brasil (Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul), que juntos representam 99,9% do total cultivado. Em comparação com a semana anterior, que registrou 79,4%, o avanço da colheita é evidente. No entanto, em relação ao mesmo período de 2023, o índice de 94,2% indica um atraso.

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Paraná: Colheita Completa, Mas Área Menor

No Paraná, a colheita da safra 2024 foi concluída, com 100% da área de 1,146 milhão de hectares colhida. A área cultivada foi 18% inferior aos 1,392 milhão de hectares de 2023. No dia 11 de novembro, 98% dos trabalhos estavam concluídos, com 54% das lavouras em boas condições, 35% em condições médias e 11% em situação ruim.

Rio Grande do Sul: Colheita Avança com Desafios Regionais

No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 92% da área até o final da semana passada, um avanço significativo em relação aos 83% registrados na semana anterior. A produtividade e a qualidade dos grãos variam entre as regiões, e nas áreas com menor desempenho, muitos produtores têm solicitado perícias para avaliar as lavouras. A área cultivada no estado é de 1.322.167 hectares, com uma estimativa de produtividade de 3.116 kg/ha.

Argentina: Colheita Avança com Expectativa de Produção de 18,6 Milhões de Toneladas

Na Argentina, a colheita de trigo atingiu 29,3% da área estimada, avançando 12,1 pontos percentuais em relação à semana anterior e 3,3 pontos em relação ao ano passado. A área plantada totaliza 6,3 milhões de hectares, dos quais 6,216 milhões estão aptos para a colheita. A previsão de produção permanece em 18,6 milhões de toneladas, com 3,516 milhões de toneladas já colhidas ao longo de 1,824 milhão de hectares.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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