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ABIEC lamenta declaração do CEO do Carrefour sobre carnes do Mercosul

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) manifestou seu pesar em relação à declaração de Alexandre Bompard, CEO do Carrefour, feita nesta quarta-feira (20) por meio da rede social X. A ABIEC considera o posicionamento contrário aos princípios do livre mercado, especialmente vindo de uma empresa com cerca de 1.200 lojas no Brasil, que depende predominantemente das carnes brasileiras, reconhecidas globalmente pela sua qualidade e segurança.

Ao adotar um discurso protecionista em favor dos produtores franceses, o Carrefour, segundo a ABIEC, fragiliza sua própria operação e coloca em risco o abastecimento do mercado europeu, já que a produção local não consegue atender à demanda interna. A associação destaca que o Brasil lidera globalmente na exportação de carne bovina, possuindo o maior rebanho comercial do mundo, com produção sustentável e rigorosos controles sanitários, garantindo qualidade para mais de 160 países.

Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, reduzindo a área de pastagem em 16%, um reflexo do compromisso com a eficiência e a sustentabilidade. A ABIEC ainda afirma que a visão protecionista de Bompard coloca em risco a estabilidade de um mercado global interdependente. Em 2023, o Brasil foi responsável por 27% das importações de carne bovina da União Europeia de fora do bloco, enquanto o Mercosul, somando seus membros, respondeu por mais de 55% dessas importações.

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A associação reforça que a parceria histórica entre os países do Mercosul e a União Europeia tem se mantido dentro dos padrões exigidos, o que reafirma o potencial de cooperação entre as nações. A ABIEC conclui alertando que decisões como essa não prejudicam apenas o Brasil, mas também a França, que depende de diversas commodities brasileiras, e que, em um cenário global desafiador, o diálogo e a cooperação se fazem mais necessários do que nunca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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