Lucas do Rio Verde

Saúde, Obras e Meio Ambiente reforçam os cuidados pra evitar a proliferação do Aedes Aegypti

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Representantes da Secretaria de Saúde, Infraestrutura e Obras e Meio Ambiente, reuniram a imprensa na manhã desta terça-feira (19), com o objetivo de alertar a comunidade para o aumento no número de casos de dengue.

Segundo dados da Vigilância em Saúde, somente em 2024, foram registradas 411 notificações, com 306 casos positivos, 102 descartados e um óbito, ocorrido em junho.

A secretária municipal de Saúde, Dra. Fernanda Heldt Ventura, ressaltou que, com o início do período chuvoso, a tendência é o aumento da proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.

“Todos os indicadores mostram que teremos números elevados de casos. É muito importante chamar a atenção da população, pedir mais uma vez que estejam atentos aos cuidados, porque a dengue é uma doença grave e que pode levar a morte”.

O mosquito se reproduz em qualquer lugar, desde que tenha água parada e locais comuns como, lixo urbano, pneus, calhas e pratos de plantas são os principais criadouros.

“Nós estamos fazendo um clamor a população. Nós temos como evitar a dengue, receba o agente de endemias, 10 minutos por semana, dedicados a cuidar do nosso quintal, pode salvar vidas”, ressaltou a secretária de Saúde.

Vacinação contra a dengue

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2023 e incluída no Sistema Nacional de Imunização em 2024, a vacina contra a dengue é uma alternativa para evitar a forma grave da doença.

A nova vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde de Lucas do Rio Verde, para crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos.

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No entanto, a procura está abaixo da meta estabelecida. A expectativa, inicial, é imunizar 1.521 crianças e adolescentes. Porém, até o momento, apenas 712 receberam a primeira dose e 92 concluíram o ciclo com a segunda dose.

A secretária municipal de Saúde, Dra. Fernanda Heldt Ventura, explicou que a escolha do público alvo, realizada pelo Ministério da Saúde, foi devido a maior incidência da doença nessa faixa etária.

“Está comprovado que é o grupo de pessoas com maior internação e óbitos. Se você tem um adolescente em casa, procure a unidade de saúde. A vacina está disponível gratuitamente. Não espere o pior acontecer”.

Limpeza dos terrenos baldios

Com o objetivo de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente já iniciou as notificações para a limpeza dos terrenos baldios.

No caso dos contribuintes com cadastro atualizado, as notificações são realizadas por meio do sistema 1Doc, WhatsApp ou correios e via edital, para os proprietários sem endereço atualizado.

De acordo com o secretário Felipe Palis, após o comunicado, os donos dos lotes têm dez dias para efetuar a limpeza, se não fizer, o município realiza e cobra pelo serviço.

Um terreno com 500 metros quadrados, por exemplo, o valor gira em torno de R$ 1.500,00. São 40 UFLs de multa, referente ao descumprimento da notificação e taxa de serviço de 5% da UFL por metro quadrado.

“A intenção do município não é limpar terreno. O poder público entra em ação, quando o responsável não cumpre com a sua obrigação. Com o período chuvoso, o crescimento do mato é acelerado, propiciando o descarte de entulhos, que servem de criadouro para o mosquito”, ressaltou o secretário.

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Recolhimento de entulhos

O serviço de recolhimento de entulhos é realizado diariamente pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde. São cinco equipes terceirizadas que percorrem todos os bairros, uma vez por semana, de acordo com o cronograma estabelecido.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Obras, Marcelo Bresolin, o desafio está na organização da população, que muitas vezes coloca o resíduo na rua, no dia errado, após a passagem da coleta.

“É fundamental que a população conheça o cronograma, se organize e coloque o resíduo na data certa, em frente à sua casa, para que fique o menor tempo possível exposto”.

O cronograma está disponível nas redes sociais da prefeitura (Facebook e Instagram) e afixado no mural das unidades básicas de saúde.

O caminhão coleta podas de árvore e grama, desde que em pequenos volumes e acondicionados em sacos de lixo, móveis velhos, desmontados no caso de grandes, restos de construção são de responsabilidade do construtor e pneus, do empresário.

Denúncias sobre focos do mosquito Aedes aegypti, limpeza de terrenos baldios e recolhimento de resíduos podem ser realizadas por meio da Ouvidoria 0800 646 4004 ou aplicativo Lucas Cidadão.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Agricultores luverdenses participam de oficina para elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar

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Agricultores familiares de diferentes comunidades, representantes do Sebrae, Empaer, Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), Sicredi e demais instituições participaram, na manhã desta sexta-feira (4), da Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar.

O encontro é uma das etapas para a construção do documento que irá estabelecer diretrizes e ações para o desenvolvimento da agricultura familiar em Lucas do Rio Verde. A elaboração do plano é precedida por um diagnóstico do setor no município e, nesta etapa, busca reunir produtores e demais atores para levantar demandas e propostas.

O prefeito Miguel Vaz participou da abertura da oficina e destacou a importância de ouvir os agricultores para definir os avanços que precisam ser colocados em prática.

“É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas. Os cinco eixos vão colher essas informações, que depois serão avaliadas e encaminhadas para aprovação”, explicou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

O prefeito também ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de geração de renda no campo, especialmente por meio da agregação de valor à produção.

“Como eu sempre costumo dizer, a agricultura familiar não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria. Isso agrega valor à produção e fortalece a agricultura familiar”, ressaltou.

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Cinco eixos

Durante a oficina, os participantes trabalharam cinco eixos que nortearão a elaboração do plano: Sustentabilidade; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; Regularização Ambiental e Fundiária; e Governança e Controle Social.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, a participação dos agricultores é fundamental para que o documento seja construído de forma democrática e alinhada à realidade do município.

“Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município”, destacou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Felipe também lembrou que a agricultura familiar vem ampliando sua participação na economia local. “O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo. Ele vende na merenda escolar, está no comércio atacadista e varejista, participa dos programas de aquisição de alimentos e está se organizando em associações e cooperativas”, observou.

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Entre os temas que serão contemplados pelo plano estão a regularização fundiária das propriedades, a assistência técnica e extensão rural, a agroindustrialização, além de ações voltadas à comercialização e ao fortalecimento da produção.

A oficina foi conduzida pelo consultor do Sebrae, Carlos Eduardo Carvalho. Segundo o consultor, a participação dos agricultores é essencial para que o plano reflita as necessidades reais de quem está no campo.

“O objetivo é atender o produtor da melhor maneira possível, considerando os recursos disponibilizados pelos órgãos públicos. Esse levantamento envolve infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos, agregação de valor e comercialização”, explicou.

Carlos avalia que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. “Tudo isso é feito para que essas famílias possam, de alguma maneira, ser sustentáveis no campo. A parte econômica também é um chamativo para a sucessão e a parte social é importante para que esses pequenos produtores possam permanecer no campo”, destacou.

A elaboração do plano também atende a uma exigência do Estado relacionada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e tem como principal objetivo estabelecer diretrizes que atendam às necessidades dos agricultores familiares do município.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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