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Vittia registra crescimento de receita e reverte prejuízo com lucro de R$ 45,8 milhões no 3º trimestre de 2024

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A Vittia S.A. (B3: VITT3), referência em biotecnologia e nutrição especial de plantas no Brasil, apresentou resultados positivos no terceiro trimestre de 2024 (3T24), revertendo prejuízos do trimestre anterior. A empresa alcançou um lucro líquido de R$ 45,8 milhões, mesmo diante de um cenário desafiador marcado pela estiagem e atrasos no plantio.

Crescimento em receita e estratégias eficientes

No 3T24, a receita líquida consolidada da Vittia atingiu R$ 309,4 milhões, representando um aumento de 6,2% em comparação ao mesmo período de 2023. No acumulado de 2024, o crescimento foi de 3,5%. A empresa atribui o desempenho à adoção crescente de suas soluções tecnológicas sustentáveis pelos produtores brasileiros, que se destacam em diversas culturas agrícolas.

Alexandre Frizzo, CFO da Vittia, destacou a relevância de uma estratégia financeira disciplinada, com redução de 8,9% nos custos de SG&A (despesas gerais, administrativas e de vendas) no trimestre. “Buscamos eficiência sem comprometer investimentos cruciais para nosso futuro, como a estrutura de acesso ao mercado e o desenvolvimento de inovação (P&DI). Isso nos proporciona solidez para superar períodos adversos”, afirmou Frizzo.

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Impactos climáticos e perspectivas para a safra

A prolongada estiagem no Brasil foi um dos grandes desafios enfrentados pela companhia no período, resultando em atrasos no plantio e impactos em culturas importantes como grãos e cana-de-açúcar. Apesar disso, a normalização das chuvas nos últimos meses aponta para a possibilidade de uma safra robusta.

Wilson Romanini, CEO da Vittia, destacou que a empresa mantém foco em criar valor com baixo índice de inadimplência entre os clientes e endividamento controlado. “Encerramos o trimestre com um índice de 0,9x o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, mesmo após o desembolso de R$ 42,5 milhões em proventos e R$ 37,7 milhões no programa de recompra de ações”, pontuou.

Desempenho por segmentos e avanços tecnológicos

A receita operacional líquida apresentou variações significativas nos diferentes segmentos:

  • Fertilizantes Foliares e Produtos Industriais: R$ 157,2 milhões (+26,5% vs. 3T23);
  • Micros de Solo: R$ 67,4 milhões (+21,1% vs. 3T23);
  • Produtos Biológicos: R$ 73,5 milhões (-23,1% vs. 3T23);
  • Condicionadores de Solo e Organominerais: R$ 11,2 milhões (-29,1% vs. 3T23).
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A empresa também avançou na área de pesquisa e desenvolvimento, com nove novas recomendações de uso e alvos biológicos registrados no trimestre, resultado do trabalho conjunto entre as equipes de P&DI, Desenvolvimento de Mercado e Assuntos Regulatórios.

Resultados financeiros positivos

Outro destaque foi o resultado financeiro líquido, que reverteu perdas de R$ 0,3 milhão no 3T23 para um resultado positivo de R$ 0,3 milhão no 3T24. No acumulado do ano, o resultado foi de R$ 2,4 milhões, frente ao prejuízo de R$ 2,3 milhões registrado nos primeiros nove meses de 2023.

Com estratégias sólidas e foco na sustentabilidade, a Vittia mantém perspectivas otimistas para consolidar sua posição no mercado de biotecnologia agrícola, mesmo em cenários de adversidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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