AGRONEGÓCIO

Sêmen Sexado na IATF Impulsiona Resultados na Pecuária de Corte

Publicado em

A utilização do sêmen sexado, que possibilita a escolha do sexo do animal antes da inseminação artificial, está transformando a pecuária brasileira, tanto no setor de leite quanto no de corte. O sêmen sexado Sexcel, lançado pela ABS em 2017, tem se mostrado altamente eficaz, com mais de 17 mil diagnósticos de gestação realizados em 120 fazendas do Brasil. A tecnologia atingiu uma taxa de concepção superior a 46% nos rebanhos de corte, um indicativo significativo de sua eficiência em campo. Esses dados são coletados por veterinários das fazendas e registrados no Sync, um software de gestão reprodutiva para IATF desenvolvido pela ABS.

De acordo com o Gerente Técnico e Ferramentas Genéticas Corte da ABS, Marcus Vinícius Costa, a média de taxa de concepção geral é de 51%, sendo que o sêmen Sexcel apresenta 46%, o que representa 90% da taxa de concepção obtida com o sêmen convencional. Vale destacar que esses resultados incluem diferentes categorias de fêmeas, como novilhas super precoces, primíparas, secundíparas, multíparas e vacas solteiras, além de abranger protocolos diversos de IATF e diferentes regiões do Brasil.

Leia Também:  Meliponicultura: uma paixão sustentável
Estratégia para Melhorar Resultados

Para maximizar os resultados da IATF, Costa recomenda que os pecuaristas usem o sêmen Sexcel nas fêmeas que manifestaram cio durante o protocolo de inseminação artificial, utilizando o sêmen convencional nas demais. “Essa estratégia permite que os resultados com o Sexcel sejam até superiores aos obtidos com o sêmen convencional”, afirma.

Enquanto o produtor de leite busca o maior nascimento possível de fêmeas, o pecuarista de corte tem interesse tanto na produção de machos, para venda de carne, quanto de fêmeas, para reposição do rebanho. Independentemente do objetivo, a tecnologia Sexcel é a mais indicada para acelerar a evolução dos rebanhos e aumentar a lucratividade dos produtores.

Uso Estratégico do Sexcel

A aplicação estratégica do Sexcel pode acelerar o ganho genético dos rebanhos. “Os produtores podem usar o Sexcel fêmea nas melhores fêmeas do rebanho, assegurando que a reposição futura venha das melhores vacas, o que intensifica o processo de seleção genética”, explica Costa. “Já o Sexcel macho pode ser direcionado para matrizes de performance mais baixa, permitindo que a produção de machos seja destinada à comercialização, uma vez que os machos apresentam maior ganho de peso e produção de carne, contribuindo para a maior produção de arrobas por hectare.”

Leia Também:  Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Sustentabilidade e Eficiência Transformam a Agropecuária Brasileira
Tecnologia de Ponta

O sêmen sexado Sexcel utiliza tecnologia de ponta para garantir sua superioridade. O processo de sexagem não submete as células espermáticas a altas pressões, correntes elétricas ou outras forças destrutivas usadas em métodos tradicionais. Isso resulta em um produto de alta qualidade genética, que oferece um desempenho superior na IATF. “É uma tecnologia menos agressiva às células, o que garante resultados muito próximos aos obtidos com o sêmen convencional, sem alterar o protocolo de manejo nem a quantidade de doses usadas”, conclui Marcus Vinícius Costa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Tecnologia e química industrial garantem padrão e qualidade do chocolate mesmo com volatilidade do cacau

Published

on

Mercado do cacau volta a registrar superávit após anos de instabilidade

Após dois anos de forte oscilação no mercado internacional, a cadeia do cacau começa a dar sinais de recuperação. Segundo dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO), o déficit registrado na safra 2023/24 foi revertido, com projeção de superávit de 48 mil toneladas na safra 2024/25.

A produção global deve alcançar cerca de cinco milhões de toneladas, indicando um cenário mais equilibrado, embora ainda sujeito a riscos climáticos e produtivos.

Produção segue em alta, mas setor ainda monitora riscos climáticos

Mesmo com a recuperação, o setor permanece atento a fatores estruturais que podem impactar a oferta global. De acordo com reportagem da Reuters, a Costa do Marfim — maior produtor mundial de cacau — projeta crescimento de 10,5% na safra 2025/26, com produção entre 2 e 2,1 milhões de toneladas.

Ainda assim, desafios como envelhecimento das lavouras, doenças e variações climáticas continuam no radar das principais regiões produtoras.

Preço do cacau atinge recorde histórico e reforça busca por eficiência

Nos últimos anos, o mercado também enfrentou forte pressão de preços. Dados da Trading Economics apontam que o cacau atingiu o recorde de US$ 12.906 por tonelada em dezembro de 2024.

Embora a cotação tenha recuado para cerca de US$ 3.800 por tonelada em junho deste ano, o histórico recente reforça a necessidade de maior eficiência industrial, redução de perdas e padronização de processos na cadeia de alimentos.

Leia Também:  Novo Marco Legal Impulsiona Produção de Biocombustíveis no Brasil
Indústria brasileira amplia produção de chocolates

No Brasil, o setor mantém crescimento moderado. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.

O avanço reforça a importância de tecnologias industriais capazes de garantir regularidade na qualidade do produto final, mesmo com variações na matéria-prima.

Processos químicos garantem padronização do chocolate na indústria

Dentro desse cenário, processos industriais pouco visíveis ao consumidor ganham relevância estratégica. Segundo especialistas do setor, a qualidade do chocolate não depende apenas do cacau, mas também da capacidade da indústria de controlar suas variações naturais.

De acordo com Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, o cacau é uma matéria-prima agrícola altamente variável.

“O cacau muda conforme região, clima, solo e safra. O consumidor espera o mesmo sabor e textura em qualquer marca. A tecnologia permite transformar essa variabilidade em um produto padronizado”, explica.

Alcalinização do cacau melhora sabor, cor e solubilidade

Estudos publicados na revista científica Food Science and Technology International indicam que o processo de alcalinização altera propriedades como pH, cor e características sensoriais do cacau, influenciando diretamente sua aplicação industrial.

Leia Também:  Simpósio Frangos de Corte: inscrições com desconto de primeiro lote encerram nesta quinta-feira 29/02

Na prática, esse processo permite:

  • Redução da acidez natural
  • Suavização de notas amargas
  • Intensificação da coloração marrom
  • Melhora na solubilidade em bebidas e misturas industriais

Um dos insumos utilizados é o carbonato de potássio, agente alcalinizante que auxilia no controle de pH durante o processamento.

Controle tecnológico se estende a diferentes produtos alimentícios

Segundo Coelho, a padronização do cacau não se limita ao chocolate em barra. O controle de pH e textura também é essencial em produtos como:

  • Achocolatados em pó
  • Sorvetes
  • Biscoitos
  • Coberturas e recheios
  • Sobremesas lácteas

Essas aplicações exigem estabilidade de cor, sabor e dissolução em produção em larga escala.

Química aplicada sustenta estabilidade da indústria de alimentos

Mesmo com a recuperação da oferta global de cacau, especialistas avaliam que a química aplicada segue essencial para a indústria.

“A função da química não é substituir a qualidade da matéria-prima, mas garantir estabilidade, previsibilidade e desempenho industrial”, afirma o executivo.

Segundo ele, grande parte da inovação do setor ocorre nos bastidores da produção, garantindo que o consumidor final receba um produto consistente, independentemente das oscilações do mercado agrícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA