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Brado Registra Crescimento de 36% no Transporte de Defensivos Agrícolas e Melhora em Eficiência Logística

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A Brado, empresa especializada em logística multimodal, alcançou um crescimento de 36% no transporte de defensivos agrícolas entre outubro de 2023 e setembro de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior (outubro de 2022 a setembro de 2023). Este aumento coincide com a implementação de uma operação dedicada ao setor, que resultou na redução do prazo de entrega desses produtos em aproximadamente cinco dias, além de otimizar a pontualidade tanto na coleta quanto na entrega.

A operação dedicada consiste na adoção de diversas medidas estratégicas para aprimorar o nível de serviço, sendo a principal delas a implementação de caminhões exclusivos para o transporte de defensivos nas pontas rodoviárias do sistema multimodal. Este modelo combina o transporte ferroviário para longas distâncias com o rodoviário para trechos mais curtos. O trajeto entre os terminais é realizado por trem, enquanto as frotas de caminhões dedicados transportam os defensivos desde a origem — seja no porto ou nas indústrias — até o terminal de Sumaré (SP), além de atender aos destinos, entre os terminais de Rondonópolis (MT), Anápolis (GO) e o destino final.

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Em 2022, o tempo médio para concluir a operação do transporte de defensivos na rota Sumaré (SP) a Rondonópolis (MT) variava entre 15 e 18 dias. Após a implementação da operação dedicada, esse prazo foi reduzido para uma média de 11 dias.

Além do transporte doméstico, a Brado também realiza o transporte de defensivos importados, principalmente da China e da Índia. Os produtos são desembarcados no Porto de Santos, seguidos pelo transporte ferroviário até os terminais de Rondonópolis e Anápolis, e depois distribuídos aos Centros de Distribuição utilizando os caminhões reservados para este setor.

Um dos principais indicadores de sucesso da operação é o OTD (On Time Delivery), que mede a eficiência no cumprimento dos prazos de coleta e entrega. Em 2024, a pontualidade na coleta aumentou de 70,7% em 2023 para 98,4%, refletindo uma melhora de 27,8%. Já a pontualidade na entrega atingiu 100% neste ano, contra 86,2% no ano anterior. “Esses índices demonstram o acerto da nossa estratégia e o impacto positivo da solução multimodal ferroviária na eficiência logística do setor, além de contribuir com maior segurança para as cargas e sustentabilidade no processo”, afirma Marcus Bruno Carvalho Nascimento, executivo de vendas da Brado, responsável pela carteira de defensivos.

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De julho de 2023 a setembro de 2024, a Brado evitou a emissão de aproximadamente 8,8 mil toneladas de CO2, o equivalente à emissão de mais de 1,9 mil veículos. Para absorver essa quantidade de CO2, seriam necessárias 63,7 mil árvores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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