AGRONEGÓCIO

Escassez de mão de obra no setor de cana-de-açúcar preocupa produtores em Minas Gerais e no Brasil

Publicado em

A escassez de mão de obra no setor de cana-de-açúcar tem gerado preocupação entre os produtores de Minas Gerais e de outras regiões do Brasil. De acordo com relatos de produtores, há grande dificuldade em encontrar profissionais qualificados para funções essenciais, como tratoristas, colhedores e até mesmo para cargos administrativos.

José Guilherme Nogueira, diretor-executivo da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), compartilhou a preocupação durante audiência pública na Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na quarta-feira (13). A reunião foi convocada pelo deputado Antonio Carlos Arantes (PL) para discutir a importância da produção de cana-de-açúcar no Estado.

Nogueira destacou que o problema não parece estar restrito a questões regionais, mas reflete uma escolha de muitos trabalhadores em não atuar no setor. Segundo o dirigente, os produtores estão investigando as causas desse fenômeno. Ele reforçou que os salários oferecidos são compatíveis com o mercado — tratoristas, por exemplo, recebem entre R$ 4,3 mil e R$ 5 mil mensais para uma jornada de 44 horas semanais. No entanto, o alto índice de rotatividade tem sido um desafio, com trabalhadores deixando os cargos após poucos dias de serviço. O problema também se reflete nas funções administrativas, que enfrentam uma escassez de qualificação profissional.

Leia Também:  Moagem 2024/2025 é Concluída em Alagoas com Resultados Abaixo da Expectativa
Desafios adicionais para a canavicultura

Além da falta de mão de obra qualificada, Nogueira apontou outros desafios enfrentados pelo setor de cana-de-açúcar, que dificultam o crescimento da atividade. Um dos principais problemas é a remuneração da cana-de-açúcar aos produtores. O dirigente explicou que, embora existam políticas de desenvolvimento voltadas para o setor, elas não contemplam adequadamente os produtores, especialmente no que se refere ao Crédito de Descarbonização (CBIO). Algumas usinas de etanol em Minas Gerais ainda não repassam esse crédito aos produtores, embora o repasse tenha sido aprovado em um projeto de lei em outubro, garantindo participação nas receitas obtidas com a negociação de CBIOs.

Outra preocupação mencionada por Nogueira foi a distribuição dos créditos de ICMS, que deveriam beneficiar os produtores, mas têm sido repassados às usinas, sem retorno para os agricultores. Ele enfatizou que, apesar de não se opor às usinas, os produtores acreditam que devem receber sua parte nos lucros quando o setor é beneficiado.

Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)

A falta de investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento também foi destacada como um fator limitante para o aumento da produtividade no setor. Nogueira alertou que existem apenas três instituições dedicadas ao desenvolvimento da cana-de-açúcar no Brasil, e que é necessário ampliar esse número para garantir a competitividade e a redução de custos.

Leia Também:  Brasil Conquista Novo Mercado na Colômbia para Exportação de Grãos Secos de Destilaria
Minas Gerais e o potencial de expansão da produção

Minas Gerais, conforme Nogueira, tem potencial para aumentar significativamente sua produção de cana-de-açúcar, com a capacidade de gerar entre 150 milhões e 200 milhões de toneladas anuais. No entanto, ele ressalta que são necessários incentivos ao setor para que esse crescimento se concretize. O Estado, que já é o segundo maior produtor de cana no Brasil, atrás apenas de São Paulo, teve uma produção de 78,6 milhões de toneladas na safra 2023/2024. Para a safra 2024/2025, a estimativa é de um aumento para 83 milhões de toneladas, apesar das adversidades climáticas, como as queimadas deste ano, que resultaram na perda de 50 mil hectares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeitura inicia regularização de consignações e oferece acordos de pagamento

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá deu início à regularização de valores de consignações retidas de servidores municipais e não repassadas a instituições financeiras, sindicatos e associações em exercícios anteriores.

Nessa etapa do processo, a Prefeitura também adotou medidas para simplificar o acesso aos serviços. Os servidores não precisam mais comparecer presencialmente para tratar das consignações, podendo realizar os procedimentos de forma totalmente online, por meio do Portal do Cidadão, disponível no site oficial do Município.

A medida ocorre após a regulamentação da Lei nº 7.380/2025, por meio do Decreto nº 11.839/2026, e já resultou na assinatura do primeiro termo de quitação.

A legislação autoriza o Município a renegociar o passivo financeiro referente a descontos realizados em folha de pagamento até 31 de dezembro de 2024. Esses valores, destinados a empréstimos consignados e planos de saúde, foram retidos dos servidores, mas não transferidos às instituições credoras.

De acordo com a norma, dívidas de até R$ 25 mil devem ser quitadas à vista, enquanto valores superiores podem ser parcelados em até 12 vezes, com prazo de pagamento até dezembro de 2026, podendo ser prorrogado conforme a capacidade financeira do Município.

Leia Também:  Preço em queda do milho deixa produtores indecisos e pode ampliar área de soja no Brasil

A lei também prevê a possibilidade de compensação de débitos tributários entre credores e a administração municipal.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, explica que a atual gestão estruturou um fluxo administrativo e financeiro para viabilizar o pagamento da dívida, estimada em cerca de R$ 50 milhões, e dar início à regularização.

“Encaminhamos a lei à Câmara, regulamentamos por decreto e agora iniciamos a assinatura dos termos para organizar esse pagamento e avançar na regularização das consignações”, explicou.

O processo de quitação exige a validação dos valores apresentados pelas instituições credoras, com análise técnica das informações e formalização de acordo entre as partes. Após essa etapa, os pagamentos seguem cronograma definido conforme cada caso.

A iniciativa busca garantir segurança jurídica aos credores e à administração, além de reduzir impactos diretos aos servidores, que enfrentavam restrições de crédito em função das pendências.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA