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Brasil se consolida como líder no mercado internacional de madeira serrada de pinus

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O Brasil continua se destacando no mercado internacional de madeira serrada de pinus, com exportações que representam cerca de 80% do volume de madeira sólida do país. Em conversa no décimo episódio do Podcast WoodFlow, especialistas discutiram o crescimento da indústria de pinus no Brasil e a evolução das rotas de exportação, com um aumento no direcionamento para mercados da Ásia, como Malásia e Indonésia.

Mercado de Pinus: um protagonismo global

Marcelo Wiecheteck, head de Desenvolvimento Estratégico da STCP, destacou que a madeira de pinus é um dos produtos-chave nas exportações brasileiras, que incluem itens de maior valor agregado como compensados, molduras, portas e móveis. Em alguns desses segmentos, o Brasil é líder mundial. Dados de 2024 mostram que as exportações se mantêm em níveis comparáveis aos de 2023, ultrapassando a marca de 2 milhões de dólares nos três primeiros trimestres do ano.

Mudança nos destinos das exportações

Um aspecto notável nas exportações de madeira serrada de pinus em 2024, apontado durante o podcast, é a migração dos principais destinos. De acordo com Marcelo, comparando os anos de 2023 e 2024, houve uma redução significativa nas exportações para as Américas e um redirecionamento das vendas para países asiáticos, como Malásia e Indonésia. O aumento dos custos de frete para a costa americana é um dos fatores que explicam essa mudança. Jonathan Taborda, Gerente Comercial da ABB Wood, destacou que essa migração também se deve ao esforço de diversificação de mercados, com o Brasil investindo em novos parceiros comerciais na Ásia.

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Qualidade e adaptação para mercados internacionais

A qualidade da madeira serrada brasileira é um ponto central para o sucesso da indústria no mercado externo. Jonathan Taborda enfatizou a necessidade de adaptação do processo produtivo brasileiro para atender às exigências internacionais, especialmente no caso de produtos como pallets, que exigem altos padrões de precisão. A automação das plantas internacionais exige que a madeira tenha dimensões rigorosamente controladas, com margens de erro mínimas.

Taborda também salientou a importância das certificações de qualidade, como a FSC® (Forest Stewardship Council), que garantem que o produto atenda aos critérios ambientais e de sustentabilidade. “Em tempos de baixa no mercado, quem está certificado e garante a origem sustentável do seu produto tem um diferencial competitivo significativo”, afirmou o gerente comercial.

Com a adaptação dos processos de produção e a busca por certificações de qualidade, o Brasil tem um enorme potencial para expandir sua presença no mercado global de madeira serrada, especialmente para aplicações como pallets, onde a demanda por produtos de alta qualidade está em crescimento.

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Podcast WoodFlow

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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