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Alta do café em Nova York impulsiona mercado brasileiro

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O mercado físico brasileiro de café começou a semana com negociações mais intensas, impulsionado pela alta das cotações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Este cenário favorável deve beneficiar os preços domésticos, apesar da desvalorização do dólar frente ao real. Com a valorização internacional, produtores brasileiros aproveitam para intensificar as vendas.

Na última quinta-feira (14), véspera de feriado, o mercado já havia registrado elevação nos preços. As cotações do café arábica em Nova York e do robusta em Londres continuaram a subir, refletindo diretamente no aumento dos valores praticados no Brasil. O volume de negócios foi maior, mas as transações se concentraram em regiões específicas, com lotes menores, voltados às necessidades imediatas dos vendedores.

Preços regionais

No sul de Minas Gerais, a saca de 60 kg de café arábica bebida boa com 15% de catação registrou preços entre R$ 1.760,00 e R$ 1.765,00, ante R$ 1.700,00 a R$ 1.705,00 na sessão anterior. Já no cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.780,00 e R$ 1.785,00, acima dos R$ 1.720,00 a R$ 1.725,00 da quinta-feira.

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Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, passou a valer de R$ 1.440,00 a R$ 1.445,00 a saca, frente aos R$ 1.390,00 a R$ 1.395,00 anteriores.

No Espírito Santo, o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 1.600,00 e R$ 1.605,00, contra R$ 1.550,00 a R$ 1.555,00 no dia anterior. Já o conilon tipo 7/8 atingiu preços de R$ 1.590,00 a R$ 1.595,00, acima dos R$ 1.545,00 a R$ 1.550,00 registrados previamente.

Estoques e cotações internacionais

Os estoques certificados de café nos armazéns da Bolsa de Nova York somavam, em 14 de novembro de 2024, 873.589 sacas de 60 quilos, representando um aumento de 7.425 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

No mercado futuro, os contratos de arábica com vencimento em março de 2025 subiram 1,67%, alcançando 288,05 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, essa mesma posição fechou a 283,30 centavos, com alta de 1,40%.

Contexto econômico

No mercado cambial, o dólar comercial registrou queda de 0,14%, cotado a R$ 5,7791. Já o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, avançou 0,08%, alcançando 106,77 pontos.

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Entre os indicadores financeiros, as bolsas asiáticas encerraram em baixa (Xangai -0,21% e Japão -1,09%), enquanto os mercados europeus operam de forma mista (Paris -0,38%, Frankfurt -0,25% e Londres +0,14%). O petróleo segue em alta, com o barril do WTI para dezembro cotado a US$ 67,36 (+0,50%).

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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