AGRONEGÓCIO
A Moratória da Soja: Críticas à ABIOVE e Seus Impactos no Desenvolvimento de Mato Grosso
Publicado em
14 de novembro de 2024por
Da Redação
Nesta semana, Bernardo Pires, diretor de sustentabilidade da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), criticou duramente o governador de Mato Grosso, prefeitos, vereadores e a Assembleia Legislativa do estado. Em um tom acusatório, Pires responsabilizou o governo estadual por supostos interesses “extremistas” da bancada ruralista e por promover a destruição ambiental. No entanto, tal postura desvia o debate sobre a verdadeira agenda de organizações como a ABIOVE, que, ao invés de atuar de forma transparente em prol da sustentabilidade, parece explorar a imagem de um “caos ambiental” para lucrar com a venda de soluções “sustentáveis” impostas aos produtores brasileiros.
A ABIOVE, que representa mais de 94% do mercado comprador de soja, influencia diretamente a vida de milhares de famílias no bioma amazônico, cujos direitos à livre iniciativa são restringidos pelas práticas da entidade. As normas impostas pela associação, que visam à criação de um mercado de soja “sustentável”, não têm relação direta com a preservação ambiental, mas sim com a comercialização da soja para mercados internacionais. Isso gera uma distorção, pois as vantagens econômicas da soja “sustentável” são obtidas pelos compradores, enquanto os produtores brasileiros, que cumprem rigorosamente a legislação do Código Florestal, são excluídos dos benefícios.
Além disso, o modelo de certificação imposto pela ABIOVE desconsidera os impactos econômicos e sociais nas regiões mais carentes, onde a agricultura é a principal fonte de desenvolvimento. A imposição de uma regra única, sem considerar as especificidades locais, cria desigualdades entre os municípios do bioma amazônico. A segregação social e regional gerada por essa abordagem é um reflexo do foco da ABIOVE em atender interesses comerciais, em detrimento de uma verdadeira inclusão econômica.
Mato Grosso, exemplo de boas práticas ambientais, ilustra a realidade do agronegócio brasileiro. Apenas 14% de seu território é utilizado para a produção de soja, sendo que os agricultores locais preservam 80% das áreas nativas no bioma amazônico e 35% no Cerrado, como exige a legislação. Técnicas avançadas de conservação, como o plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos, têm sido aplicadas, o que contribui para a melhoria da qualidade do solo e para a mitigação de emissões de carbono. Estudos indicam que a agricultura brasileira tem potencial para sequestrar até 1,6 tonelada de carbono por hectare ao ano, contribuindo de forma significativa para o meio ambiente.
Além disso, projetos como o Guardião das Águas, desenvolvido pela APROSOJA em Mato Grosso, evidenciam o compromisso dos produtores com a preservação dos recursos hídricos. O projeto monitora mais de 105 mil nascentes no estado, com 95% delas em bom ou ótimo estado de conservação, uma prática rara mundialmente.
Apesar disso, a ABIOVE continua a promover a narrativa de que a única solução para o desmatamento na Amazônia é a implementação de sua moratória. Essa visão ignora os esforços reais dos produtores brasileiros e prejudica a imagem do agronegócio nacional. A imposição de barreiras comerciais e a criação de um mercado segmentado pela certificação de soja “livre de desmatamento” restringem o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, além de limitar o acesso dos produtores a compradores internacionais.
Se a intenção fosse, de fato, promover a sustentabilidade, as empresas signatárias da moratória deveriam assumir os custos operacionais da segregação e rastreabilidade da soja, repassando essas despesas aos compradores internacionais. Contudo, o que se observa é a concentração de poder econômico nas mãos de poucas empresas, que se beneficiam de recursos externos, sem repassar os ganhos aos produtores que cumprem as exigências ambientais.
Em síntese, a Moratória da Soja, ao invés de ser uma medida que promova a sustentabilidade real, tem se tornado uma ferramenta de controle da oferta, prejudicando o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e perpetuando desigualdades regionais. O Brasil, com mais de 66% de seu território preservado e apenas 7,6% destinado à agricultura, é um modelo de conservação e boas práticas agrícolas. No entanto, a ABIOVE continua a omitir essa realidade em seus discursos, promovendo uma imagem distorcida do agronegócio brasileiro.
É fundamental questionar se a moratória realmente atende aos princípios de um desenvolvimento sustentável e inclusivo, ou se está sendo usada como uma estratégia para criar problemas fictícios e vender soluções lucrativas à custa do país e de seus produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Limpeza de praças e parques integra rotina de manutenção urbana em Cuiabá
Published
8 horas agoon
14 de junho de 2026By
Da Redação
A limpeza e a conservação de praças e parques de Cuiabá seguem um cronograma permanente executado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Na região central, onde há maior circulação de pessoas, os serviços são realizados de forma mais frequente, mas as ações também se estendem a bairros e espaços públicos de diferentes regiões da capital.
De acordo com o diretor técnico de Resíduos Sólidos da Limpurb, Guilherme Henrique Vinhal Caldas, a manutenção das praças da área central é realizada por meio de um plano de trabalho que contempla serviços como capina, roçagem e varrição. Segundo ele, todas as praças localizadas dentro do perímetro da Avenida Miguel Sutil integram esse planejamento operacional. No entanto, a execução dos serviços ocorre conforme cronograma estabelecido para cada local, enquanto a manutenção diária é concentrada na região central, especialmente no Centro Histórico e áreas circunvizinhas.
“Dentro do plano de trabalho, estão todas as praças do perímetro da Miguel Sutil. Só que essas praças não são feitas diariamente. As que são feitas diariamente são as da região central: Centro Histórico e regiões circunvizinhas. O trabalho nessa área acaba sendo um pouco mais intenso devido ao fluxo de pessoas, que é muito maior”, explicou.
Nas demais regiões da cidade, a Limpurb mantém equipes fixas em pontos considerados estratégicos e também desenvolve cronogramas por grandes áreas. Nas últimas semanas, os serviços contemplaram bairros como Boa Esperança, Santa Rosa e Despraiado, entre outros.
Na prática, as equipes realizam atividades como roçagem, capina, varrição, pintura de meio-fio e recolhimento de resíduos. A encarregada Edinalva Souza Ferreira informou que uma das equipes responsáveis pela manutenção das praças conta com 16 trabalhadores e atuou recentemente em espaços públicos como as praças Alencastro, Clóvis Cardoso, Rachid Jaudy e Santos Dumont, na região central.
Segundo ela, além da rotina diária de manutenção, mutirões são realizados nos fins de semana para reforçar os serviços em áreas que apresentam maior demanda.
Conservação também alcança parques
Durante a apuração, equipes da reportagem encontraram trabalhadores da Limpurb atuando no Parque das Águas, um dos espaços de lazer mais frequentados da cidade. No local, a manutenção é realizada por uma equipe fixa de 15 pessoas, responsável pela limpeza das vias, banheiros, lixeiras, poda de vegetação e acompanhamento das condições da iluminação.
O encarregado do parque, Jailson César da Silva, destaca que um dos principais desafios enfrentados pelas equipes é o descarte inadequado de resíduos, especialmente copos e garrafas deixados próximos ou dentro do lago.
“Pedimos a colaboração da população para que utilize as lixeiras e ajude a manter o parque limpo”, afirmou.
Frequentadores percebem melhorias
Entre comerciantes, trabalhadores e usuários dos espaços públicos, a avaliação predominante é de que a conservação das áreas públicas tem apresentado avanços nos últimos anos.
A comerciante Estela Neves de Arruda, que possui um estabelecimento próximo à Praça Clóvis Cardoso, afirma que a limpeza influencia diretamente a movimentação de pessoas e a imagem da região.
“A higiene é importante para qualquer segmento. No nosso caso, que trabalhamos com alimentação, faz diferença”, disse. Para ela, a ampliação da segurança pública complementaria as melhorias observadas.
O entregador Querubim Salomão, que trabalha na região da Praça Popular, relata que percebe manutenção frequente nos espaços públicos. Segundo ele, a situação atual difere da realidade observada anos atrás, quando algumas áreas apresentavam sinais de abandono.
Já a vendedora Victória Gabrieli avalia que a conservação contribui para aumentar a sensação de segurança. “Quando o espaço está limpo e movimentado, a sensação é de que não está abandonado”, comentou.
Na Praça Clóvis Cardoso, o vigilante Francisco Figueiredo também destaca a importância da manutenção para receber estudantes e frequentadores da biblioteca comunitária instalada no local. “O fluxo de pessoas é grande. É importante que a praça esteja em condições de receber o público”, observou.
Espaços limpos incentivam o uso pela população
A percepção positiva também foi registrada entre frequentadores do Parque das Águas. O estudante Pedro Henrique Silva de Anunciação afirma que encontra o local limpo sempre que o visita e considera a conservação um fator importante para atividades de lazer, exercícios físicos e convivência social.
“O ambiente limpo dá mais conforto para quem vem passear, andar de bicicleta ou praticar atividade física”, disse.
A manutenção contínua das praças e parques faz parte da estratégia de conservação dos espaços públicos da capital. Enquanto as equipes seguem o cronograma de limpeza em diferentes regiões da cidade, gestores e trabalhadores reforçam a necessidade da participação da população para preservar os locais e reduzir o descarte inadequado de resíduos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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