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Produção de Algodão na Espanha Fica Abaixo das Expectativas

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A produção de algodão na Espanha para o ciclo de comercialização 2024/25 foi estimada em 195 mil fardos de 480 libras, de acordo com o relatório “World Agricultural Production” (WAP) de novembro, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Essa projeção representa uma redução de 10 mil fardos, ou 5%, em relação à estimativa do mês passado. Ainda assim, a produção atual é 120 mil fardos superior ao volume registrado no ano anterior, quando a seca comprometeu gravemente a safra.

A área destinada ao cultivo do algodão na Espanha foi estimada em 48 mil hectares, uma redução de 4% em comparação com o mês anterior e de 8% em relação ao ano passado, ficando 17% abaixo da média dos últimos cinco anos. O rendimento estimado para a safra é de 885 kg por hectare, uma leve queda de 1% em relação ao mês passado, mas ainda 182% superior ao rendimento da última safra e 7% acima da média quinquenal.

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Sendo o segundo maior produtor de algodão da União Europeia, atrás apenas da Grécia, a Espanha responde por cerca de 20% da produção total de algodão do bloco. A produção espanhola está quase integralmente concentrada na região do Vale do Guadalquivir, na Andaluzia, com destaque para as províncias de Sevilha e Cádiz, e, em menor escala, na província de Córdoba.

Após três anos consecutivos de seca, a escassez de água nos reservatórios levou o governo espanhol a impor restrições de irrigação, desestimulando os agricultores a plantar a quantidade usual de algodão, o que impactou a produtividade. Embora tenha chovido durante a primavera de 2024, a precipitação foi tardia e insuficiente para restaurar o potencial pleno da safra.

Além das dificuldades climáticas, a produção de algodão na Espanha também foi impactada por pragas e, mais recentemente, por inundações severas no final de outubro, causadas por um sistema de baixa pressão que atingiu especialmente as regiões da Andaluzia e Valência. Com a colheita em fase avançada, as autoridades ainda avaliam o impacto final das inundações sobre o rendimento e a qualidade do algodão espanhol.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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