AGRONEGÓCIO
FAO integra Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza e liderará mecanismo de apoio em Roma
Publicado em
14 de novembro de 2024por
Da Redação
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) oficializou sua adesão como membro fundador da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa do G20 com liderança do Brasil, que busca intensificar os esforços para erradicar a fome e a pobreza no mundo até 2030 e reduzir as desigualdades.
Com esta adesão, a FAO assume o compromisso de cooperar com os demais membros da Aliança para desenvolver soluções inovadoras, compartilhando boas práticas e promovendo o intercâmbio de conhecimentos em bases voluntárias. Em comunicado, a FAO destacou que trabalhará na coleta e análise de dados e no aproveitamento de redes de conhecimento locais, nacionais e internacionais, além de colaborar com coalizões e comunidades para fortalecer a luta global contra a fome e a pobreza.
A Aliança Global, que recebeu apoio unânime dos países do G20 em 2023, será lançada formalmente na Cúpula de Líderes do G20, prevista para meados de novembro. A iniciativa já conta com a adesão de várias agências das Nações Unidas, instituições financeiras internacionais e governos, além de fundações e organizações de conhecimento.
Papel da FAO na Aliança Global
A FAO desempenhará um papel central ao hospedar o mecanismo de apoio da Aliança em sua sede em Roma, que atuará como um centro logístico e de coordenação para otimizar a utilização de recursos e minimizar custos de transação. A proposta é mitigar riscos e maximizar o retorno dos investimentos dos doadores por meio de instrumentos flexíveis de colaboração e mecanismos inovadores de financiamento.
“A Aliança permitirá que os países implementem, em larga escala e baseados em evidências, políticas voltadas para a erradicação da fome e da pobreza, organizadas em pilares nacionais, de conhecimento e financeiros”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu. “Será um canal essencial para levar conhecimentos, experiências e histórias de sucesso às regiões do mundo que mais necessitam”, complementou.
A “Cesta de Políticas” e as áreas prioritárias da Aliança
A Aliança Global foi concebida para dar suporte a políticas públicas nacionais, como programas de merenda escolar, transferências de renda, nutrição materna e infantil, igualdade de gênero e apoio a pequenos agricultores e à gestão de recursos hídricos. No coração da iniciativa está uma “Cesta de Políticas” com aproximadamente 50 instrumentos baseados em evidências e seis áreas prioritárias, denominadas “sprints”, para ações aceleradas com foco em resultados rápidos e sustentáveis para as populações mais vulneráveis.
A “Cesta de Políticas” inclui instrumentos e programas de apoio à criança e à família, transferências de renda condicionadas e incondicionadas, garantia de emprego, programas de alimentação escolar, nutrição, diversificação de meios de subsistência, educação básica, acesso a água potável, crédito e irrigação, além de tecnologias climáticas e apoio a pequenos agricultores. Em sua declaração de compromisso, a FAO reforçou que essa cesta será construída coletivamente, com foco em políticas implementáveis e direcionadas às populações em situação de fome e pobreza extrema.
Segundo a FAO, aproximadamente 735 milhões de pessoas, ou uma em cada dez no mundo, enfrentaram a fome em 2023, um desafio significativo para atingir a meta de fome zero até 2030, conforme definido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para contribuir, a FAO se comprometeu a intensificar seus esforços na coleta, análise e disseminação de dados essenciais para o combate à fome, com foco na aplicação prática de políticas globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Acamamento no arroz: como evitar perdas e aumentar a produtividade com manejo correto na lavoura
Published
27 minutos agoon
6 de julho de 2026By
Da Redação
O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, segue entre os principais fatores de perda de produtividade na cultura. Além de reduzir o rendimento por área, o problema também afeta a qualidade dos grãos e dificulta a colheita mecanizada, elevando custos operacionais.
De acordo com especialistas, a prevenção depende de um conjunto de práticas de manejo que vão desde a escolha da cultivar até o controle de irrigação, adubação e densidade de plantas ao longo do ciclo produtivo.
Acamamento no arroz ocorre com mais frequência no enchimento de grãos
O problema é mais comum durante a fase de enchimento dos grãos, quando as panículas estão mais pesadas. Nesse estágio, a combinação de fatores agrava o risco de tombamento, como:
- ventos fortes;
- chuvas intensas;
- excesso de nitrogênio;
- colmos frágeis;
- solos encharcados.
Quando ocorre, o acamamento provoca perdas diretas de produtividade e aumenta o risco de deterioração dos grãos.
Impactos do acamamento vão além da produtividade
Além da redução no rendimento, o acamamento compromete toda a operação de colheita e pós-colheita. Entre os principais impactos estão:
- aumento das perdas na colheita mecanizada;
- maior consumo de combustível das máquinas;
- elevação da umidade dos grãos colhidos;
- redução da qualidade industrial;
- maior incidência de doenças na base das plantas.
Esses fatores tornam o manejo preventivo ainda mais importante para garantir eficiência produtiva.
Escolha da cultivar é ponto de partida para evitar o problema
O planejamento da lavoura é considerado o primeiro passo no controle do acamamento. A escolha de cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos e resistentes, reduz significativamente a suscetibilidade ao tombamento.
A recomendação técnica também inclui atenção à resposta de cada cultivar à fertilização nitrogenada e à densidade de semeadura, especialmente em áreas de alta fertilidade.
Densidade de semeadura influencia resistência das plantas
A população de plantas é outro fator determinante. Semear acima do recomendado pode aumentar a competição por luz e nutrientes, favorecendo:
- estiolamento das plantas;
- colmos mais finos e frágeis;
- maior risco de acamamento.
O uso de sementes de alto vigor é indicado para garantir estande uniforme, reduzindo a necessidade de adensamento excessivo.
Adubação nitrogenada exige equilíbrio para evitar crescimento excessivo
O manejo do nitrogênio é um dos pontos mais sensíveis no controle do acamamento. O excesso de aplicação, especialmente em cobertura tardia, estimula crescimento vegetativo exagerado, aumentando a altura das plantas e reduzindo sua resistência estrutural.
O equilíbrio entre nutrientes também é essencial, principalmente entre:
- nitrogênio (N);
- potássio (K);
- silício (Si).
Esse balanço contribui diretamente para a firmeza dos colmos e a sustentação da planta.
Manejo da irrigação influencia diretamente a estabilidade da lavoura
No arroz irrigado, o controle da lâmina de água tem papel decisivo na prevenção do acamamento. Níveis excessivos e prolongados podem:
- estimular alongamento da parte aérea;
- enfraquecer o sistema radicular;
- aumentar a vulnerabilidade ao tombamento.
O ajuste da irrigação conforme o estágio fenológico da cultura ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e sustentação das plantas.
Reguladores de crescimento devem ser usados com critério técnico
O uso de reguladores de crescimento pode ser uma ferramenta complementar no manejo do arroz, contribuindo para plantas mais baixas e colmos mais curtos.
No entanto, o uso deve ser criterioso e sempre baseado em recomendação técnica, já que aplicações fora do momento adequado podem:
- prejudicar o enchimento dos grãos;
- reduzir o potencial produtivo;
- gerar efeitos indesejados na lavoura.
Manejo integrado é essencial para reduzir riscos
O controle do acamamento não depende de uma única prática, mas da combinação de diferentes fatores de manejo. Entre eles:
- controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças;
- conservação da estrutura física do solo;
- desenvolvimento adequado do sistema radicular;
- monitoramento constante da lavoura.
O acompanhamento técnico ao longo do ciclo permite ajustes mais precisos e reduz riscos de perdas.
Conclusão
Segundo orientações técnicas, a redução do acamamento no arroz depende de uma estratégia integrada que envolve escolha adequada da cultivar, população equilibrada de plantas, adubação bem planejada, manejo correto da irrigação e monitoramento contínuo da lavoura.
O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é fundamental para garantir decisões mais seguras, alinhadas às recomendações técnicas e ao potencial produtivo da cultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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