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Cargill e Embrapa Firmam Parceria para Monitorar Emissões de Metano e Reduzir Desperdício na Pecuária de Corte

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O setor de proteína animal, incluindo a pecuária de corte, tem se dedicado cada vez mais ao compromisso de mensurar as emissões de gases de efeito estufa e diminuir o desperdício de nutrientes. Um exemplo desse avanço é a parceria estabelecida entre a Cargill e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que recentemente anunciou uma colaboração no laboratório de pesquisa localizado em Juiz de Fora (MG). A partir do uso de câmaras respiratórias climatizadas, especialistas da Cargill, em conjunto com pesquisadores do setor, poderão realizar medições mais precisas das emissões de gases, particularmente o metano, durante o processo de digestão dos ruminantes.

Esse avanço tecnológico tem o potencial de contribuir, a médio e longo prazo, com a redução do desperdício de nutrientes na alimentação dos rebanhos, impactando positivamente tanto a saúde animal quanto a produtividade do setor. “A Cargill tem um compromisso com o produtor rural, e para mantermos essa parceria, buscamos colaborações que agreguem valor aos negócios, ao meio ambiente e à sociedade. Nosso apoio técnico à redução de gases de efeito estufa atingiu um novo nível de qualidade e inovação, promovendo um entendimento mais aprofundado das necessidades do setor”, afirmou Pedro Veiga, Consultor Técnico Sênior de Carne Bovina da Cargill.

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Embora já existam outros equipamentos disponíveis no mercado, as câmaras respiratórias climatizadas representam um avanço significativo por permitirem a medição de uma gama mais ampla de gases. Segundo Veiga, essa tecnologia é considerada um “divisor de águas”, proporcionando uma medição mais precisa e detalhada, o que eleva o nível da pesquisa no campo das emissões na pecuária.

Do lado da Embrapa, a parceria traz benefícios no sentido de acelerar o desenvolvimento de soluções científicas para o setor. A utilização das câmaras respiratórias permite o controle climático individualizado, oferecendo aos pesquisadores a capacidade de testar diversas dietas para ruminantes em diferentes regiões do Brasil. “Os aditivos alimentares que mitigam o metano entérico são uma estratégia importante para sistemas de produção mais eficientes. Avaliar esses insumos em condições locais é um passo fundamental para garantir a adoção adequada dessa tecnologia pelo setor produtivo”, explica Thierry Tomich, Líder de Pesquisa em Produção Pecuária Sustentável da Embrapa Gado de Leite.

A exclusividade no acesso às câmaras respiratórias climatizadas é uma vantagem estratégica para a Cargill, que, ao apoiar seus clientes no avanço de seus compromissos sustentáveis, reforça seu diferencial na produção de alimentos de forma segura, responsável e alinhada com as melhores práticas ambientais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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