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Chegada do Período das Chuvas Exige Ajustes na Dieta do Gado, Aconselha Especialista

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Com a aproximação do período das chuvas, pecuaristas que utilizam pastagens como principal fonte de alimentação para bovinos de corte devem se atentar às mudanças na qualidade e disponibilidade de forragem, conforme explica Emanuel Oliveira, gerente de produtos para ruminantes da Trouw Nutrition. Segundo o especialista, o manejo eficiente das pastagens é fundamental para o sucesso da pecuária tropical, colocando o Brasil entre os líderes globais na produção e exportação de carne bovina. Contudo, ele alerta que o manejo em sistemas de pastagem requer atenção específica para assegurar o desempenho ideal dos animais ao longo do ano.

A transição entre o final da seca e o início das chuvas, especialmente intensa entre setembro e novembro na região Norte, traz novos desafios devido às alterações bruscas na composição das pastagens. Nesse período, ocorre a rebrota das pastagens, com folhas novas de maior valor nutricional comparadas ao pasto seco típico da estiagem. “Embora essas folhas sejam mais nutritivas, a quantidade ainda não é suficiente para atender totalmente à demanda de consumo dos animais, o que pode aumentar o tempo de pastejo e causar amolecimento das fezes,” explica Oliveira. Além disso, as folhas jovens possuem alta digestibilidade e um teor elevado de nitrogênio não proteico, sendo necessário ajustar a suplementação oferecida aos animais.

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Para contornar esses desafios, o especialista recomenda o uso de aditivos e uma redução na concentração de ureia nos suplementos. Nos casos de recria, uma alternativa viável é o confinamento temporário, fornecendo uma dieta completa no cocho durante essa fase de transição. Segundo Oliveira, essa estratégia pode garantir ganhos de peso comparáveis aos obtidos em pastagens de alta qualidade. Quando a pastagem recuperar sua qualidade e oferta, os animais poderão retornar ao pasto com a dieta ajustada.

“Cada sistema de produção possui particularidades que devem ser analisadas para a escolha das melhores estratégias nutricionais e produtos,” conclui Oliveira. A Bigsal, empresa do grupo Trouw Nutrition, oferece uma linha completa de soluções nutricionais e conta com uma equipe técnica capacitada para apoiar os pecuaristas na adaptação das dietas durante esse período crucial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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