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Cenário Favorável Sustenta Alta nos Preços da Carne Suína

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A semana foi marcada por preços mais elevados tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes de carne suína no atacado. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o mercado se manteve ajustado, favorecendo a valorização das cotações. A reposição entre atacado e varejo também mostrou boa fluidez, impulsionada pela expectativa de aumento no consumo nas próximas semanas, o que se associa ao fortalecimento da capitalização das famílias e à aproximação das festividades de fim de ano.

Além disso, os cortes de carne bovina, principal concorrente da suína, continuam em processo de valorização, o que deve estimular parte da população a migrar para opções mais acessíveis, como a carne suína e a de frango. A exportação de carne suína segue forte, o que contribui para a redução da oferta no mercado interno e impacta diretamente na formação dos preços, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros consumidores.

Preços em Alta

O levantamento da Safras & Mercado indicou uma alta de 3,57% no preço médio do quilo do suíno vivo, que encerrou a semana em R$ 8,41. Os cortes de pernil no atacado também tiveram aumento, passando de R$ 13,94 para R$ 14,51, enquanto o preço da carcaça subiu de R$ 13,36 para R$ 14,00.

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Na análise regional, o preço da arroba suína em São Paulo avançou de R$ 177,00 para R$ 184,00. No Rio Grande do Sul, o preço do quilo vivo na integração se manteve em R$ 6,30, enquanto no mercado interno subiu de R$ 8,75 para R$ 9,00. Em Santa Catarina, o preço na integração foi de R$ 6,35, e no mercado livre do interior, subiu de R$ 8,80 para R$ 9,05. No Paraná, o preço avançou de R$ 8,90 para R$ 9,25 no mercado livre, e na integração subiu de R$ 6,35 para R$ 6,45.

Outras regiões como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso também registraram aumentos, com destaque para a capital de Minas Gerais, onde o preço do quilo vivo no mercado independente subiu de R$ 9,50 para R$ 10,00.

Exportações de Carne Suína em Alta

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” apresentaram um desempenho notável em outubro, com receitas totais de US$ 294,7 milhões (22 dias úteis), resultando em uma média diária de US$ 13,4 milhões. A quantidade exportada no período foi de 116,4 mil toneladas, com média diária de 5,3 mil toneladas. O preço médio das exportações ficou em US$ 2.531,80 por tonelada.

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Em comparação com outubro de 2023, o Brasil registrou um aumento de 56,1% no valor médio diário das exportações, 41% na quantidade média diária e uma alta de 10,7% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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