O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, entregaram, na manhã desta sexta-feira (08.11), o Colégio Estadual Integrado Miguel Baracat (CEI 05), no bairro São Matheus, em Várzea Grande.
Os alunos do colégio deixam um espaço alugado e passam a estudar em uma nova estrutura própria com 24 salas de aula, 14 ambientes dedicados à administração e atividades educacionais, quadra poliesportiva equipada com vestiários e piscina semiolímpica.
Com uma capacidade para cerca de 1.700 estudantes do ensino fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a nova unidade funciona na modalidade cívico-militar e recebeu um investimento de mais de R$ 21 milhões.
O estudante Marcelo Yuri Rodrigo Souza, 16 anos, do 1º ano do ensino médio, apontou que a biblioteca e a sala de descanso foram os ambientes que lhe chamaram a atenção.
“Temos muitos e variados livros que podemos ler na biblioteca ou na sala de descanso. Isso é importante para se fazer uma leitura continuada. Também gostei de a escola ter se transformado em cívico-militar. Estou vendo coisas que nunca tinha visto antes na minha escola. Isso é bom”, destacou.
A estudante Emily Cristina, de 17 anos, que é do 2º ano, afirmou que a nova estrutura do colégio era que pelo qual sempre sonhou “e que agora se torna realidade”.
O governador Mauro Mendes ressaltou que o investimento no colégio é essencial para o futuro dos alunos.
“Os novos colégios que estamos entregando possuem uma estrutura que não perde em nada para os melhores colégios particulares de Cuiabá. Aliás, muitos particulares não tem as tecnologias que estamos implantando. Queremos que nossos estudantes tenham acesso ao melhor ensino, com uma educação atrativa e moderna, para serem cidadãos preparados no futuro, com muitas oportunidades”, pontuou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, disse que o CEI é inaugurado com elevado padrão de qualidade. “Estudei toda a minha vida em escola pública e nunca imaginei que um dia poderíamos oferecer uma escola tão digna e de qualidade para aqueles que mais precisam aqui na região”, declarou.
O secretário de Educação, Alan Porto, também destacou o caráter tecnológico do CEI 05, que permitirá o uso de plataformas de ensino em Português, Matemática e Língua Inglesa, para proporcionar ferramentas eficazes para dinamizar suas aulas. “Os alunos terão disponível Chromebooks, Smart TVs e laboratórios 4.0, garantindo que a educação continue a evoluir junto com as novas gerações”, concluiu.
O Governo já entrou dois colégios integrados, um localizado no bairro Ilza Picolli e outro no Dr. Fábio, ambos em Cuiabá. Outras duas unidades CEI estão para ser inauguradas em Cuiabá e Várzea Grande. Junta, essas cinco unidades vão atender mais de 7 mil estudantes com investimentos de R$ 84,2 milhões.
Também participaram da solenidade os deputados estaduais Júlio Campos e Fábio Tardin, o secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri; o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e entre outras autoridades.
Levantamento inédito do Produto Interno Bruno (PIB) do setor cultural e indústrias criativas de Mato Grosso revela que, em 2021, o segmento foi responsável por movimentar R$ 1,36 bilhão na economia regional, apesar da economia nacional e do Estado terem sentido os efeitos negativos da Covid-19. A atividade artesanal liderou a geração de riqueza, com 30% do total produzido pelo segmento no Estado.
“Um em cada três reais gerados pela economia criativa veio das atividades artesanais”, apontam dados do Itaú Cultural, a partir de parceria com o Observatório da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. O estudo foi divulgado na quinta-feira (25.6).
Na segunda colocação, figura a Tecnologia da Informação, com 24%. “Em menos de uma década, o setor de TI, Software e Jogos Digitais deixou de ser um segmento secundário para se tornar um dos principais motores da economia criativa mato-grossense depois das atividades artesanais. Teve 70% de crescimento na participação relativa entre 2012 e 2021 (passa de 14% para 24%)”, aponta o estudo.
A arquitetura contribuiu com 17% do total gerado. “Seu crescimento acompanha a expansão urbana e imobiliária de Mato Grosso, mostrando a conexão entre economia criativa e desenvolvimento regional”.
A área da moda, que ficou com a fatia de 9,7% do montante, de acordo com o levantamento, passou de 11,6% em 2012 para 9,7% em 2021.
Entre 2012 e 2024, o número de empresas criativas em Mato Grosso cresceu 52%, enquanto no Brasil, no mesmo período, foi de 9%. O Estado cresceu 5,8 vezes mais do que a média nacional. O número de empresas culturais e da indústria criativa em Mato Grosso não só cresceu mais que o Brasil, como aumentou sua participação no cenário nacional de 1,2% para 1,7%.
A cada 100 trabalhadores de Mato Grosso, de quatro a cinco atuam na economia da cultura e da indústria criativa. Entre 2012, com 71.192 trabalhadores, e 2025, com 85.548, o crescimento foi de 20,3%. Do total de 1,89 milhão de trabalhadores em Mato Grosso em 2025, 85,6 mil estavam nas empresas culturais e indústrias criativas. A remuneração no segmento também é 18,3% superior à média dos demais setores da economia mato-grossense, passando de R$ 3.758 para R$ 4.447.
Para o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, os números demonstram que investir em cultura também significa impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar oportunidades.
“A cultura é um ativo estratégico para Mato Grosso. Além de preservar nossa identidade e valorizar os talentos locais, ela movimenta a economia, gera emprego, renda e fortalece diversos setores produtivos. Esses indicadores comprovam que os investimentos realizados pelo Governo do Estado têm produzido resultados concretos e reforçam nosso compromisso de ampliar as políticas públicas voltadas à economia criativa”, destaca.
“Mato Grosso tem sido destaque nacionalmente na gestão para a cultura, resultado de investimento consistente e estratégico. Há muito o que avançar, como a ampliação do investimento e a profissionalização do setor, mas os resultados mostram que estamos no caminho certo”, destaca o secretário-adjunto de Cultura da Secel-MT, Jan Moura.
“Acreditamos que o resultado apresentado por meio do levantamento realizado em parceria com o Observatório Fundação Itaú, é um dos instrumentos de informação mais preciosos realizados em contexto estratégico-institucional e deverá ser um importante mecanismo para tomada de decisões nos próximos anos. É substancial o entendimento de que o governo precisa acompanhar a dinâmica do setor para melhorar o aporte de recursos, assim como a distribuição e o alcance das políticas públicas direcionadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da Economia da Cultura e Indústrias Criativas”, frisa a responsável pelo Observatório da Secel-MT, Veruska Almeida.
Na avaliação da superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da pasta, Keiko Okamura, os dados são importantes para traçar políticas públicas para o setor.
“Os dados revelam uma forte presença dos investimentos do Estado, sobretudo quando demonstram a ampliação de empresas formalizadas nesse setor, que, em grande parte, atribuímos aos investimentos e ao fomento promovidos pela Secel. O incentivo à formalização e, principalmente, à formação e à preparação desses empreendedores para o mercado gera mais confiança ao agente cultural, que encontrou esse suporte. Ao mesmo tempo, os indicadores revelam as potencialidades do Estado e as áreas que necessitam de maior atenção. Com esse estudo, poderemos planejar de forma mais assertiva e ampliar as possibilidades, os investimentos e a rede de parceiros”, avalia.
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