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Alta no preço do café em Nova York deve impulsionar mercado doméstico

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O mercado de café no Brasil deve apresentar uma quinta-feira de preços mais elevados, impulsionado pela alta de mais de 3% observada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Esse movimento positivo no mercado internacional reflete diretamente nas cotações internas, especialmente com a valorização do dólar frente ao real, o que beneficia as negociações voltadas para as exportações.

Na quarta-feira (6), o mercado físico brasileiro de café registrou um desempenho misto, com o café arábica apresentando queda nos preços e o conilon mantendo a estabilidade. Apesar das quedas nas bolsas de Nova York e Londres, e a valorização do dólar, as cotações não oscilaram tanto, e o volume de negócios foi moderado, segundo a Safras Consultoria. O conilon, por exemplo, manteve os preços estáveis, pois a oferta do grão estava escassa, e quem necessitava de fornecimento acabou pagando o preço estipulado pelos vendedores.

No sul de Minas Gerais, o preço do café arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.550,00 e R$ 1.555,00, apresentando uma leve queda em relação aos R$ 1.560,00 a R$ 1.565,00 registrados anteriormente. No cerrado mineiro, o café arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 1.560,00 a R$ 1.565,00, contra R$ 1.570,00 a R$ 1.575,00 no dia anterior. Já o café arábica “rio” tipo 7, na Zona da Mata de Minas Gerais, teve uma leve redução, sendo cotado entre R$ 1.250,00 e R$ 1.255,00, comparado aos R$ 1.260,00 a R$ 1.265,00 de ontem.

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O preço do conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, se manteve estável, sendo cotado entre R$ 1.435,00 e R$ 1.440,00 a saca, enquanto o conilon 7/8 permaneceu em R$ 1.430,00 a R$ 1.435,00.

Exportações de café brasileiro

Em outubro de 2024, as exportações brasileiras de café em grão alcançaram 4.654.352 sacas de 60 quilos, com uma média diária de 211.562 sacas. A receita gerada foi de US$ 1,308 bilhão, com um preço médio de US$ 280,94 por saca. Esse desempenho representou um aumento significativo em relação ao mesmo período de 2023. A receita média diária foi 62,7% superior à de outubro de 2023, enquanto o volume médio diário exportado aumentou 12%. O preço médio de exportação também subiu 45,3%, de acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Comportamento do mercado em Nova York e Câmbio

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos futuros de café com entrega em dezembro de 2024 registraram alta de 3,23%, atingindo 256,80 centavos de dólar por libra-peso. Em contraste, os contratos do dia anterior haviam fechado em 248,75 centavos, com uma queda de 0,5%. No mercado cambial, o dólar comercial teve alta de 0,22%, cotado a R$ 5,6882, enquanto o índice Dollar Index registrou uma leve queda de 0,21%, aos 104,86 pontos.

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Indicadores financeiros globais

As bolsas de valores asiáticas encerraram em movimentos mistos, com Xangai registrando alta de 2,57% e o Japão apresentando queda de 0,25%. Na Europa, as bolsas operaram majoritariamente em alta, com Paris subindo 0,62%, Frankfurt 1,36% e Londres com leve variação positiva de 0,01%. O preço do petróleo também teve alta, com o barril do WTI para dezembro negociado a US$ 70,99, uma queda de 0,97%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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