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Comércio exterior brasileiro atinge US$ 506 bilhões até outubro, com crescimento de 4,3%

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O comércio exterior do Brasil totalizou US$ 505,9 bilhões nos primeiros dez meses do ano, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta quarta-feira (6). Entre janeiro e outubro, o país registrou exportações no valor de US$ 284,5 bilhões e importações de US$ 221,4 bilhões, resultando em um superávit de US$ 63 bilhões.

Em outubro, as exportações totalizaram US$ 29,5 bilhões e as importações, US$ 25,1 bilhões, o que gerou um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões e uma corrente de comércio mensal de US$ 54,6 bilhões.

Análise Comparativa

As exportações de outubro apresentaram leve recuo em relação ao mesmo mês de 2023, quando somaram US$ 29,7 bilhões. Já as importações tiveram um crescimento expressivo de 22,5% em comparação a outubro do ano anterior, que registrou US$ 20,5 bilhões, levando a um aumento de 8,8% na corrente de comércio mensal.

No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações cresceram 0,5%, enquanto as importações avançaram 9,5%, resultando em um crescimento de 4,3% na corrente de comércio em relação ao mesmo período de 2023.

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Desempenho por Setores e Produtos

Na análise setorial de outubro, as exportações do setor agropecuário apresentaram queda de US$ 0,82 bilhão (12,8%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 1,08 bilhão (14,5%). Em contrapartida, os produtos da Indústria de Transformação registraram crescimento de US$ 1,7 bilhão (10,9%).

Do lado das importações, o setor agropecuário apresentou alta de US$ 0,11 bilhão (32,6%), enquanto a Indústria Extrativa registrou queda de US$ 0,16 bilhão (9,6%). As importações de produtos da Indústria de Transformação, por sua vez, aumentaram em US$ 4,66 bilhões (25,5%).

No acumulado do ano, comparando com o mesmo período de 2023, as exportações agropecuárias caíram 8,9%, enquanto as exportações da Indústria Extrativa cresceram 7,2% e as da Indústria de Transformação aumentaram 2,4%. Nas importações, o setor agropecuário teve alta de US$ 0,99 bilhão (26,2%), a Indústria Extrativa subiu US$ 0,25 bilhão (1,8%) e a Indústria de Transformação registrou um aumento de US$ 18,03 bilhões (9,9%).

Dados Consolidados de outubro/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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