AGRONEGÓCIO

Brasil Reforça Cooperação com o México em Seguro Agropecuário

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Entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), composta por Cléber Soares, secretário-executivo adjunto, Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola, e José Carlos Polidoro, assessor para Programas Estratégicos da Secretaria Executiva, esteve no México para fortalecer a colaboração entre os países latino-americanos no campo do seguro agropecuário. O evento culminou na assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Asociación Latinoamericana para el Desarrollo del Seguro Rural Agropecuario (ALASA), com o objetivo de aprimorar as políticas de proteção para o setor agropecuário.

O MoU estabelece diversas ações, incluindo a realização do XVIII Congresso Internacional da ALASA, que será realizado de 7 a 10 de abril de 2025, em Brasília. O evento reunirá seguradoras, resseguradoras, corretores, autoridades governamentais, produtores, organizações do setor agropecuário, instituições financeiras e representantes internacionais, com discussões sobre temas relevantes como os desafios climáticos, compliance e seguros verdes, além de avanços em seguros paramétricos e catastróficos e o uso de inteligência artificial para inovações tecnológicas no setor.

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Durante a missão, a delegação brasileira também teve a oportunidade de analisar as políticas públicas de seguro rural no México, que se destaca pela implementação bem-sucedida de seguros agropecuários, incluindo modelos paramétricos e catastróficos. A comitiva se reuniu com representantes do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (SADER), estreitando as relações bilaterais e explorando novas possibilidades de cooperação em áreas de interesse comum.

Outro destaque da visita foi a reunião com o Ministério da Fazenda e Crédito Público (SHCP), onde foram discutidos os mecanismos do mercado de crédito e seguro agropecuário no México. O Diretor Geral dos Fideicomisos Instituidos en Relación con la Agricultura (FIRA) também se reuniu com a comitiva para falar sobre a atuação da instituição, que facilita o acesso ao crédito para projetos agrícolas, pecuários, agroindustriais e rurais por meio de operações financeiras e concessão de garantias.

A missão incluiu ainda uma visita ao Estado de Veracruz, que se tornou um modelo de sucesso no uso de seguros paramétricos e catastróficos para proteger produtores e regiões vulneráveis aos impactos climáticos. Para fomentar o diálogo com o setor de seguros, a delegação também se encontrou com o presidente da Associação Mexicana de Instituições de Seguro e com representantes de fundos de seguro, bancos e empresas do setor, com o acompanhamento da adida agrícola no país, Adriane Cruvinel.

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O secretário-executivo adjunto, Cléber Soares, destacou a importância dessa missão, reafirmando o compromisso do Brasil em liderar a promoção de soluções para a segurança agropecuária na América Latina. “Nosso objetivo é garantir que políticas de seguro rural robustas cheguem aos produtores brasileiros, reforçando a resiliência do setor e estabelecendo parcerias sólidas na região”, afirmou Soares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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