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Leilão VPJ Genética Bate Recorde e Movimenta R$ 13,4 Milhões com Animais de Alta Performance

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No último dia 26 de outubro, a 27ª edição do Leilão VPJ Genética, realizada na RED Eventos em Jaguariúna (SP), atingiu novos recordes. O evento, que reuniu centenas de investidores, contou com a oferta de 51 bovinos das raças Aberdeen Angus, Brangus e Ultrablack, além de 80 cavalos Quarto de Milha, movimentando um total de R$ 13,4 milhões.

Valdomiro Poliselli Júnior, presidente do Grupo VPJ, atribuiu o sucesso do leilão ao intenso trabalho de melhoramento genético da VPJ Pecuária. “Nosso objetivo é oferecer animais de alta performance para criadores que buscam incrementar a qualidade e a lucratividade de seus plantéis. Os animais são selecionados com rigor para atender a esse propósito,” afirmou.

Durante o leilão, alguns dos principais exemplares passaram pelo tattersal, destacando-se nas negociações. Na raça Aberdeen Angus, 50% do touro VPJ American TEI1512 foram adquiridos pelo criador Luís Carlos Costa, valorizando o animal em R$ 640 mil. Entre as fêmeas, o destaque foi a compra de 50% da Capanegra Regard por um condomínio entre Marcus Ferrari e Ademar Cenci, com a fêmea avaliada em R$ 420 mil, enquanto a média geral da raça atingiu R$ 182.857,14.

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Na raça Brangus, foram registrados novos recordes. Em uma transação histórica, Marcus Ferrari investiu em 50% da doadora Sta Cruz L900, líder do Sumário Promebo, elevando seu valor a R$ 960 mil, marca inédita na raça. Entre os touros, o VPJ Special FIV1211 foi arrematado por R$ 140 mil pela ST Repro. A média para a raça Brangus ficou em R$ 118.209,00.

A raça Ultrablack também apresentou crescimento, com os touros registrando um aumento de 79,14% no faturamento. O leilão estabeleceu uma média geral de R$ 111.529,41, um aumento de 60,72% em relação à edição anterior. “Os negócios aqui realizados certamente trarão grandes resultados aos compradores,” comemorou Poliselli, destacando o sucesso da raça Brangus no mercado nordestino.

O evento contou ainda com a venda de cavalos Quarto de Milha, valorizados pela genética de linhagem de trabalho. Exemplares de destaque, como os descendentes do reprodutor ‘Pop Superhorse’, registraram médias superiores a R$ 121 mil. O cavalo VPJ White Face Pop foi vendido por R$ 240 mil a João Marcelo Loureiro, enquanto o cavalo Lena’s Silver Bullet, em sociedade entre NF Ranch e Guilherme Monteiro de Mello, alcançou R$ 460 mil.

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O Leilão VPJ Genética Quarter Horses também registrou resultados expressivos, somando mais de R$ 4,8 milhões e confirmando o sucesso da 27ª edição do evento, com média geral de R$ 118 mil para a venda dos cavalos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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