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Aumento dos Preços da Carne Bovina e Suína: Expansão da Produção Pode Indicar Queda

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Nos meses de setembro e outubro deste ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta nos itens de consumo, resultando em um aumento significativo nos preços da carne bovina e suína. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice subiu 1,08 ponto em relação ao mês anterior, acumulando uma variação de 2,37% para 3,47% ao longo do ano. Entre os cortes que mais encareceram, destacam-se o contrafilé, que registrou alta superior a cinco pontos percentuais, e a carne suína, com um aumento de mais de 4,5 pontos.

Os preços da arroba do boi subiram mais de 100% à medida que o mercado se ajustava. Esse aumento é decorrente de uma série de fatores, tanto no âmbito interno quanto externo. Um dos principais responsáveis pela elevação dos preços é a valorização do dólar, que torna as exportações brasileiras mais atrativas, somada à forte demanda do mercado interno, impulsionada pela maior circulação de recursos em ano eleitoral.

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Outro fator relevante foi a postura dos pecuaristas, que passaram a manter o gado em confinamento na expectativa de uma valorização ainda maior. Com a arroba aumentando cerca de R$ 10 por semana, os frigoríficos se viram obrigados a pagar preços mais altos pela matéria-prima, transferindo esses custos ao consumidor final. “A carcaça saiu de R$ 14 para R$ 21, e o consumo se manteve. Quanto mais o boi subia, mais os pecuaristas retinham os animais para conseguir um preço melhor, o que levou os frigoríficos a repassarem esses aumentos ao consumidor”, explica Fabiano Tavares, operador do mercado pecuarista.

Entretanto, Tavares alerta que o mercado pode estar se aproximando de um teto para os preços. O cenário de chuvas frequentes dificulta a manutenção do gado em confinamento, enquanto os preços elevados da carne começam a pressionar os consumidores a optar por alternativas proteicas mais acessíveis. “É possível que ocorra um ajuste de preço, especialmente na carne bovina, o que poderia resultar em uma queda, ainda que temporária”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura de precisão e manejo de solo ajudam produtores a reduzir perdas climáticas e aumentar estabilidade da soja e do milho

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A sucessão de fenômenos climáticos extremos nos últimos anos tem imposto desafios crescentes à produção agrícola brasileira. Desde a safra 2020/21, o campo convive com a alternância frequente entre La Niña e El Niño — já são cinco episódios de La Niña e um de El Niño em apenas seis anos — cenário que tem impactado diretamente a produtividade, especialmente em culturas como soja e milho.

Com seguros agrícolas cada vez mais caros e de cobertura limitada, parte dos produtores rurais enfrenta maior vulnerabilidade financeira, agravada também pela desvalorização dos grãos em determinados períodos. Nesse contexto, estratégias de manejo e tecnologia no campo passam a desempenhar papel central na redução de riscos.

Manejo do solo e plantas de cobertura reduzem impactos da seca

Embora o controle das condições climáticas não esteja ao alcance do produtor, práticas de manejo vêm sendo adotadas para minimizar perdas causadas por irregularidade de chuvas e períodos de estiagem.

Em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná, o produtor rural Agnaldo Leite implementa desde 2018 o cultivo de milho em consórcio com crotalária e braquiária em uma área de 275 hectares. O objetivo é melhorar a estrutura do solo e aumentar sua capacidade de retenção de umidade.

A propriedade possui solos de textura mista, com teor de argila entre 25% e 50%, o que exige maior cuidado em períodos secos. Segundo o produtor, as plantas de cobertura são semeadas ainda com o milho safrinha em desenvolvimento, garantindo maior formação de palhada após a colheita.

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Na sequência, a soja é implantada sobre essa cobertura vegetal, o que contribui para manter a umidade do solo por mais tempo e amplia a janela ideal de plantio.

Além disso, a crotalária desempenha função importante no controle de nematoides e na reciclagem de nutrientes, auxiliando na disponibilidade de fósforo e potássio para as culturas seguintes.

Agricultura de precisão amplia eficiência no uso de insumos

Outro pilar adotado na propriedade é a agricultura de precisão, com uso de plantadeira de taxa variável para aplicação de fertilizantes conforme as necessidades identificadas em análise de solo.

O sistema permite ajustar a adubação de forma localizada, evitando desperdícios e melhorando a eficiência no uso de insumos, o que impacta diretamente no desempenho das lavouras.

Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, Mateus Delai, que acompanha a área, o conjunto de práticas adotadas pelo produtor contribui para a recuperação da fertilidade do solo ao longo do tempo.

Solo recuperado e produtividade mais estável

O resultado do manejo integrado tem sido percebido na evolução da propriedade e na estabilidade produtiva das culturas.

O produtor relata que a combinação entre plantas de cobertura e agricultura de precisão transformou a qualidade do solo ao longo dos anos.

“Eu brinco com meus amigos dizendo que, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, eu não compraria essas terras. Era um solo muito pobre, destruído. Hoje é um solo muito lindo. O fator que limita a minha produtividade não é mais o solo, é a chuva”, afirma Agnaldo Leite.

Segundo ele, as produtividades de soja e milho se tornaram mais consistentes, mesmo diante das variações climáticas registradas nas últimas safras.

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Tecnologia e manejo são caminhos para reduzir riscos no campo

Diante da instabilidade climática crescente, especialistas do setor reforçam que a adoção de práticas como agricultura de precisão, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura tende a ganhar ainda mais importância nos próximos anos.

Essas estratégias não eliminam os impactos do clima, mas ajudam a reduzir perdas, melhorar a eficiência produtiva e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas.

No cenário atual, em que eventos extremos se tornam mais frequentes, a combinação entre tecnologia e manejo adequado do solo se consolida como um dos principais caminhos para garantir estabilidade produtiva e sustentabilidade econômica no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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