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Preços da Indústria Sobem 0,66% em Setembro, Alimentos e Metalurgia se Destacam

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O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços na indústria extrativa e de transformação, registrou em setembro de 2024 um aumento de 0,66% em comparação ao mês anterior, mantendo uma sequência de oito altas mensais consecutivas. De acordo com o levantamento, 17 das 24 atividades industriais investigadas apresentaram elevação nos preços, com destaque para o setor de alimentos, responsável pela maior influência na variação mensal do índice.

No acumulado de 2024, o IPP atingiu 5,51%, contrastando com o mesmo período do ano anterior, quando o índice acumulava uma queda de 5,48%. Na análise dos últimos 12 meses, a variação foi de 6,06%. O setor de metalurgia liderou o índice acumulado no ano, com alta de 16,61%, enquanto o setor de alimentos foi o que mais impactou o índice geral, contribuindo com 1,86 pontos percentuais (p.p.) para a variação acumulada.

Em relação às categorias econômicas, os bens de consumo apresentaram a maior variação mensal, com 1,34%, influenciando em 0,50 p.p. o índice geral. Esse grupo é dividido entre bens de consumo duráveis, que registraram alta de 0,58%, e bens de consumo semiduráveis e não duráveis, com variação de 1,49%.

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Principais Destaques por Setor
Indústrias Extrativas

O setor de indústrias extrativas apresentou uma queda de 5,85% em setembro, mantendo uma sequência de variações negativas e acumulando baixa de 9,27% no ano. Esse comportamento reflete a pressão negativa no mercado internacional sobre produtos como petróleo bruto e minérios de ferro, que continuaram com preços em queda.

Alimentos

O setor de alimentos foi o maior destaque positivo em setembro, registrando alta de 3,70% em relação a agosto, o maior aumento desde outubro de 2020. O acumulado no ano chegou a 7,54%, impulsionado pela alta dos preços de produtos como o açúcar VHP, carnes bovinas e óleo de soja, em grande parte devido à oferta reduzida e ao aumento na demanda interna.

Papel e Celulose

Com uma queda de 2,99% nos preços em setembro, o setor de papel e celulose reverteu a alta de julho. No entanto, o setor acumula alta de 11,50% no ano e 13,33% em 12 meses, refletindo oscilações no mercado internacional de celulose.

Refino de Petróleo e Biocombustíveis

Após sete meses consecutivos de aumento, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis registrou retração de 1,27% em setembro. A variação acumulada no ano caiu para 0,34%, e o setor passou a apresentar queda de 2,06% no acumulado dos últimos 12 meses.

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Outros Produtos Químicos

O setor de produtos químicos manteve estabilidade em setembro (0,06%), mas mostrou aumento de 10,96% no comparativo de 12 meses, impulsionado pelo aumento dos custos de insumos e da demanda por herbicidas.

Metalurgia

A metalurgia registrou alta de 0,97% em setembro e acumula o maior aumento entre as atividades industriais no ano, com variação de 16,61%. Nos últimos 12 meses, o setor apresentou um aumento de 14,88%, influenciado pelas cotações internacionais de metais não ferrosos, como alumínio e ouro, além de variações cambiais.

Com essas variações, o IPP de setembro reforça o impacto de pressões internacionais e variações sazonais no setor industrial brasileiro. Os dados demonstram o comportamento dinâmico dos preços em diferentes segmentos e a influência de fatores climáticos e econômicos sobre a variação dos preços na indústria do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde amplia déficit de armazenagem no Brasil e ABIMAQ lança guia gratuito para reduzir perdas no campo

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A perspectiva de uma safra recorde de grãos volta a evidenciar um dos principais gargalos estruturais do agronegócio brasileiro: a insuficiência da capacidade de armazenagem. Enquanto a produção nacional é estimada em aproximadamente 353 milhões de toneladas por ciclo, o país possui estrutura para armazenar apenas 62% desse volume, deixando cerca de 135 milhões de toneladas sem capacidade adequada de estocagem.

Diante desse cenário, a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, um e-book gratuito desenvolvido para orientar produtores rurais, cooperativas, gestores e profissionais do setor sobre as melhores práticas de armazenagem de grãos.

A publicação integra uma campanha de conscientização da entidade, que busca destacar a importância dos investimentos em infraestrutura de armazenagem como estratégia para reduzir perdas pós-colheita, otimizar a logística, preservar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade das propriedades rurais.

Déficit de armazenagem compromete competitividade do agro

O crescimento contínuo da produção agrícola brasileira não tem sido acompanhado pela expansão da capacidade estática de armazenagem. Como consequência, muitos produtores são obrigados a comercializar a produção logo após a colheita, período em que a elevada oferta costuma pressionar os preços para baixo.

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Além do impacto sobre a rentabilidade, a falta de estruturas adequadas aumenta os custos logísticos, dificulta o planejamento da comercialização e eleva o risco de perdas quantitativas e qualitativas durante o armazenamento e o transporte.

Segundo a ABIMAQ, ampliar a infraestrutura de armazenagem é uma medida estratégica para fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro e proporcionar maior segurança às operações agrícolas.

Indústria nacional possui tecnologia para atender à demanda

A associação destaca que o Brasil conta com tecnologia e capacidade industrial para ampliar sua infraestrutura de armazenagem. As empresas que integram a Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG) desenvolvem soluções voltadas tanto para pequenos produtores quanto para grandes empreendimentos agrícolas.

Os equipamentos disponíveis no mercado contemplam sistemas modernos de secagem, silos, transporte e conservação de grãos, contribuindo para maior eficiência operacional e redução de desperdícios em toda a cadeia produtiva.

Guia gratuito reúne boas práticas para armazenagem eficiente

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente apresenta informações técnicas, recomendações e orientações sobre planejamento, dimensionamento das estruturas, conservação da qualidade dos grãos e boas práticas de gestão da armazenagem.

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O objetivo é apoiar os produtores na adoção de soluções capazes de reduzir perdas, aumentar a eficiência das operações e melhorar a competitividade do setor agropecuário.

Como acessar o guia

Guia Prático de Armazenagem Eficiente

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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