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Produção de Etanol na Índia Impede Exportações de Açúcar na Temporada 2024/25, Afirma Wilmar

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O aumento da produção de etanol na Índia, impulsionado por taxas de mistura mais elevadas, resultará em uma redução significativa da disponibilidade de açúcar no mercado local, impossibilitando o país de exportar o produto na temporada 2024/25, segundo a trading de commodities Wilmar, com sede em Cingapura.

A Índia, que ocupa a posição de segundo maior produtor de açúcar do mundo, atrás do Brasil, tem priorizado o abastecimento interno ao desviar uma parte considerável de sua produção de sacarose para a fabricação de etanol. Na última segunda-feira, a Wilmar estimou que cerca de 5 milhões de toneladas métricas de açúcar serão direcionadas para a produção de etanol na próxima temporada, em consonância com a meta indiana de elevar as taxas de mistura de etanol na gasolina como estratégia para reduzir as importações de petróleo.

Como consequência dessa política, a estimativa da trading é que a produção líquida de açúcar na Índia atinja apenas 27,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno será de 29,5 milhões de toneladas. A diferença deverá ser suprida a partir dos estoques, que, segundo a Wilmar, deverão cair de 2 milhões de toneladas para 3,3 milhões de toneladas ao final da temporada.

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Em uma nota, a trading destacou que o desvio de açúcar para a produção de etanol resultará em um cenário apertado de oferta e demanda de açúcar na Índia. “Diante desse contexto, parece irrealista esperar que a Índia exporte açúcar em 2024/25, existindo um risco real de escassez até o final da temporada (outubro de 2025), com estoques reduzidos”, afirmou a empresa.

Adicionalmente, a Wilmar ressaltou que o Brasil deve enfrentar um longo período de entressafra em função da seca deste ano, o que atrasará o desenvolvimento da safra para 2025. Sem a contribuição das exportações indianas, outros produtores menores serão convocados a suprir a demanda de exportação no primeiro trimestre de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sistema FAEP entrega propostas para nova concessão da Malha Sul e cobra priorização de investimentos no Paraná

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O Sistema FAEP apresentou ao Ministério dos Transportes, nesta quarta-feira (24), em Umuarama (PR), um conjunto de propostas para a nova concessão da Malha Sul Ferroviária. O documento foi entregue pelo presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, ao ministro dos Transportes, George Santoro.

Elaborado em conjunto com o G7 Paraná, o posicionamento reúne contribuições do setor produtivo para o modelo em discussão, já que o contrato atual da malha ferroviária se encerra em 2027.

FAEP defende nova licitação e ampliação da capacidade ferroviária

O Sistema FAEP é favorável à realização de uma nova licitação da Malha Sul, com foco na modernização da infraestrutura, ampliação da capacidade de transporte e eliminação de gargalos logísticos que impactam diretamente a competitividade do agronegócio paranaense.

De acordo com os estudos do Governo Federal, a concessão deve ser dividida em três blocos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul. A entidade concorda com a segmentação, mas alerta para a necessidade de ajustes na distribuição dos recursos gerados pela concessão.

Entidade critica modelo de distribuição de recursos da concessão

A proposta em análise prevê outorga de aproximadamente R$ 8,7 bilhões. Segundo o Sistema FAEP, embora o Paraná concentre cerca de 78% da carga transportada pela ferrovia, parte relevante desses recursos poderia ser destinada a outras concessões ferroviárias.

Para o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, o modelo precisa garantir retorno proporcional ao Estado.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná”, afirmou.

Infraestrutura ferroviária é apontada como prioridade estratégica

Entre as obras consideradas prioritárias pelo setor produtivo estão intervenções estruturantes para ampliar a capacidade logística do Estado. Entre elas:

  • Novo traçado ferroviário na Serra da Esperança (Guarapuava–Irati–Lapa);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação de pátios de cruzamento ao longo da malha.
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Segundo a entidade, os estudos atuais não contemplam adequadamente essas intervenções ou as colocam em cronogramas de longo prazo, o que poderia comprometer a eficiência logística diante do crescimento da produção agroindustrial do Estado.

“O Paraná produz cada vez mais e precisa de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras fundamentais aparecem apenas para o final da concessão”, destacou Meneguette.

Governo federal reconhece parte das demandas do setor

Durante o encontro, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo já identificou dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

Segundo ele, essas obras devem ser incluídas como investimentos obrigatórios no novo modelo de concessão.

Integração logística e novos investimentos propostos

O documento também propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, com o objetivo de aumentar a eficiência do sistema ferroviário e melhorar o escoamento da produção do Oeste do Paraná até o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem substituição de trilhos e dormentes, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

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Propostas do Sistema FAEP para a Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, sem prorrogação do contrato atual
  • Divisão da malha em três blocos operacionais
  • Integração entre Malha Paraná-Santa Catarina e Ferroeste
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná no próprio Estado
  • Construção do novo trecho Guarapuava–Irati–Lapa (Serra da Esperança)
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba
  • Ampliação de pátios de cruzamento na Serra do Mar
  • Antecipação do cronograma de investimentos
  • Garantias para evitar aumento tarifário aos usuários
  • Possibilidade de aportes estaduais e federais para acelerar obras prioritárias
  • Concessão ferroviária é vista como decisiva para o agronegócio

O Sistema FAEP avalia que a nova concessão da Malha Sul será determinante para o futuro da logística do agronegócio no Paraná, especialmente diante do crescimento contínuo da produção e da necessidade de redução de custos no escoamento de cargas até os portos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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