AGRONEGÓCIO

Castrolanda Avança na Criação do Parque Tecnológico Agroleite

Publicado em

A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial alcançou um marco significativo no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, localizado em Castro, nos Campos Gerais, ao obter o credenciamento que reconhece o atual Expo Center como um ecossistema de inovação em parceria com o Governo do Estado do Paraná. Atualmente, o espaço abriga 30 empresas fixas que oferecem soluções aos produtores de leite e serve como sede do Agroleite, o maior evento da cadeia leiteira da América Latina.

Cristiano Gomes, especialista do Escritório de Projetos da Castrolanda, esclarece as implicações desse credenciamento. “Com a habilitação no Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec), estaremos aptos a participar de editais do Governo do Estado e buscar recursos para investir no Parque. Esse credenciamento é essencial para acessar esses editais. A intenção é atrair empresas, instituições de ensino e de pesquisa interessadas em fomentar inovações dentro do Parque, onde os produtos serão testados antes de serem lançados no mercado”, afirma.

O Diretor-Executivo da Castrolanda, Seung Lee, ressalta que o credenciamento reflete o dinamismo da região e sua constante busca por renovar a produtividade na bacia leiteira. “O Parque Tecnológico representa a organização de uma estrutura que funcionará como um grande hub de produção e tecnologia no setor leiteiro. As condições necessárias para o sucesso desse projeto já estão presentes. Acredito que nos tornaremos uma referência em experimentação de novas tecnologias para o leite. O Agroleite, sendo a maior feira da América Latina, é abraçado por nossos cooperados, que estão sempre em busca de inovação”, comenta Seung.

Leia Também:  Cuiabá atualiza valores de plantões extras na rede municipal de saúde após mais de uma década
Desenvolvimentos Futuros

Cristiano também destaca que, nos próximos meses, serão elaborados um Plano Diretor e um Plano de Negócios com o apoio do Separtec. A expectativa é de que, no primeiro trimestre de 2025, a Castrolanda solicite um novo credenciamento junto ao Estado para avançar o projeto do Parque Tecnológico da fase de planejamento para a fase de implementação. “Simultaneamente, continuaremos a investir na infraestrutura do Expo Center, permitindo a instalação de mais empresas de forma permanente, dinamizando nosso parque e ampliando as conexões por meio de sedes comerciais, laboratórios e centros de pesquisa e treinamento. Temos uma lista com mais de 20 empresas renomadas da cadeia leiteira que já manifestaram interesse em participar do projeto de alguma maneira”, garante Gomes.

Histórico do Projeto

Em agosto de 2024, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou um memorando de entendimento para a criação do Parque Tecnológico Agroleite, formalizando o compromisso do Governo do Estado do Paraná em apoiar a Castrolanda na concepção do projeto. Gustavo Viganó, gerente da Expo Center, enfatiza que o Agroleite é amplamente reconhecido como o maior evento técnico de pecuária leiteira da América Latina. Ele destaca que, neste ano, a articulação com parceiros estratégicos foi crucial para a pedra fundamental do Parque Tecnológico.

Leia Também:  Hoje é Dia: Parque Nacional Grande Sertão Veredas faz 35 anos

“Esse projeto de longo prazo visa transformar o setor agropecuário, impactando não apenas as tecnologias e os produtores, mas também a sociedade em geral. O Parque Tecnológico será um vetor de desenvolvimento regional, promovendo inovação e crescimento sustentável, com benefícios que se estendem além do agronegócio”, explica Viganó. Ele acredita que a trajetória de sucesso do Agroleite e a representatividade da cadeia leiteira de Castro foram fundamentais para a formação das bases do projeto. “O Parque Tecnológico reflete essa evolução. Nosso objetivo é criar um ambiente que favoreça o aprimoramento contínuo de toda a cadeia leiteira, posicionando a região como um polo de inovação no agronegócio. Permanecemos comprometidos com essa visão de crescimento e transformação”, conclui.

Parcerias para o Futuro

O Sebrae e a Prefeitura de Castro também estão colaborando com a Castrolanda na implementação do Parque Tecnológico. Juntos, eles estão elaborando uma minuta para uma Lei de Inovação no município, com a expectativa de que o Projeto de Lei seja votado na Câmara de Vereadores no início do próximo ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

Published

on

A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

Leia Também:  Hoje é Dia: Parque Nacional Grande Sertão Veredas faz 35 anos

A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

Leia Também:  Mercado de Soja em Expectativa: Aguardando Dados do USDA e Oscilações Moderadas

Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA