AGRONEGÓCIO

Mercado do Boi Gordos: Preços em Alta, Mas Com Sinais de Estagnação

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Nesta semana, o mercado físico do boi gordo registrou uma nova elevação nos preços. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, “embora o movimento de alta tenha se tornado menos agressivo, o viés ainda é de crescimento. As escalas de abate se encontram em sua pior condição na atual temporada, exigindo uma postura firme das indústrias, especialmente daquelas voltadas para a exportação.” Iglesias destaca que a dinâmica das exportações continua robusta, com o Brasil a caminho de um recorde histórico em termos de volume de produtos exportados.

No atacado, as expectativas são de continuação da elevação dos preços da carne bovina no curto prazo. No entanto, ele alerta que a carne de frango tem conquistado maior competitividade no mercado interno, especialmente após o recente aumento nos preços da carne bovina. “O consumidor brasileiro não tem conseguido absorver novos reajustes na carne bovina”, acrescenta Iglesias.

Os preços médios da arroba do boi gordo, na modalidade à prazo, nas principais praças de comercialização do país em 19 de outubro apresentaram os seguintes valores:

  • São Paulo: R$ 312,92 a arroba, ante R$ 309,67 a arroba em 18 de outubro, com alta de 1%.
  • Goiás: R$ 309,29 a arroba, contra R$ 304,46 a arroba (+1,6%).
  • Minas Gerais: R$ 309,41 a arroba, comparado a R$ 304,41 a arroba (+1,64%).
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,16 a arroba, contra R$ 306,48 a arroba (+1,85%).
  • Mato Grosso: R$ 298,18 a arroba, ante R$ 292,64 a arroba (+1,89%).
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Exportações em Crescimento

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada atingiram US$ 811,956 milhões em outubro, considerando 14 dias úteis, com uma média diária de US$ 57,996 milhões. O total exportado pelo país alcançou 176,399 mil toneladas, resultando em uma média diária de 12,599 mil toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 4.603,00.

Em comparação com outubro de 2023, os dados revelam um aumento de 42,3% no valor médio diário das exportações, um crescimento de 42,1% na quantidade média diária exportada e uma alta de 0,1% no preço médio. Essas informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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