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Produtores Rurais de Paula Cândido Reduzem Custos em Compra Coletiva de Insumos

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Buscando reduzir os altos custos dos insumos que impactam diretamente a produção de leite, 18 produtores rurais das cidades de Paula Cândido e Presidente Bernardes, na Zona da Mata mineira, realizaram a compra coletiva de 38,21 toneladas de farelo de soja, economizando mais de R$ 13 mil — equivalente a uma redução de 12,5% em comparação ao preço do mercado local. Segundo o médico veterinário e técnico de campo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio do Sistema Faemg Senar, Leonardo Campos, o concentrado representa até 35% do custo total de produção na atividade leiteira.

A entrega, realizada nesta semana, marca a primeira ação conjunta do projeto promovido pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), Sindicato dos Produtores Rurais (SPR) e a Bioma Investimentos, que busca viabilizar compras coletivas para fomentar a economia e facilitar o acesso a insumos de qualidade para os produtores.

A ação foi comemorada pelo presidente do SPR de Paula Cândido, Antenor Ferreira, que destacou a novidade para a região. “Essa não é uma prática comum aqui, mas abraçamos a ideia e deu certo. É uma maneira de unir os produtores, mostrando que atuar em conjunto é possível e traz benefícios para todos.”

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Impacto Positivo e Novas Perspectivas para o Setor

José Júlio de Oliveira Fernandes, um dos produtores beneficiados pela compra coletiva, planeja aplicar a economia em melhorias para a produção. “A diferença no custo me permite investir em outras áreas e aumentar os ganhos”, explicou. Outro produtor, Paulo César Gonçalves, que adquiriu 85 sacas de farelo de soja, destacou os benefícios da compra coletiva para melhorar a valorização da produção leiteira e o trabalho rural.

Para o médio produtor Bruno Teixeira, acostumado com esse modelo de compra, a ação promovida pelo sindicato representa um avanço significativo. “Na pecuária de leite, o lucro é pequeno. A economia de R$ 10 a R$ 15 por saco faz uma grande diferença”, afirmou.

Fortalecimento da Agropecuária Local

O vice-presidente de finanças do Sistema Faemg Senar, Renato Laguardia, ressaltou a importância da iniciativa, principalmente para os pequenos produtores. “Essa articulação representa um marco para a agropecuária local e é essencial para os pequenos produtores, que agora têm acesso a insumos de qualidade a um custo reduzido.”

Para Bruno Rocha de Melo, gerente executivo do Inaes, o projeto simboliza mais do que economia financeira. “Essa ação é um novo modelo de cooperação entre os produtores, fortalecendo o associativismo e promovendo uma gestão mais eficiente das propriedades rurais.”

O técnico de campo do ATeG, Leonardo Campos, alerta para a importância do planejamento financeiro dos produtores para realizar compras em maior volume de forma segura e estratégica. “O fluxo de caixa estruturado é essencial para viabilizar essas aquisições e melhorar os indicadores anuais,” reforça.

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Expansão e Expectativas para o Futuro

O analista regional do Sistema Faemg em Viçosa, Jeferson Bello, que acompanhou a entrega, apontou o potencial da ação para os pequenos produtores da região. “Estamos garantindo insumos com qualidade certificada a preços acessíveis, facilitando a vida de quem tem dificuldade para acessar o mercado.”

Gabriel Renó, gerente de projetos da Bioma Investimentos, avaliou positivamente a primeira entrega resultante da parceria. “É uma grande satisfação ver o projeto concretizado com a confiança dos produtores.”

Segundo Vivian Silva, agente de desenvolvimento rural do Sindicato, a intenção é realizar novas compras mensais, ampliar o grupo de participantes e incluir outros setores, como fruticultura e cafeicultura. “Os produtores estão satisfeitos, e já há novas demandas. Estamos confiantes no crescimento desse modelo.”

O gerente do Inaes, Bruno Rocha de Melo, concluiu: “Nosso objetivo é ampliar o acesso a insumos de qualidade a preços mais competitivos, impulsionando a sustentabilidade e o crescimento da agropecuária na região.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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