AGRONEGÓCIO

Evento sobre Mercado de Madeira Sustentável Divulga Programação Oficial

Publicado em

A programação da 3ª edição do evento Madeira Sustentável: O Futuro do Mercado foi divulgada e acontecerá no próximo dia 6 de novembro, em Belo Horizonte (MG). Organizado pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem-MT), o encontro tem como objetivo desmistificar o setor madeireiro e promover um ambiente favorável para negócios. Com inscrições gratuitas e vagas limitadas, o evento está com as últimas oportunidades abertas ao público.

O público-alvo inclui varejistas, engenheiros, arquitetos, designers de interiores e de móveis, fabricantes de carrocerias e outros profissionais interessados em conhecer mais sobre as práticas dos produtores de madeira sustentável. “Nosso objetivo é alcançar os grandes mercados consumidores, reunir os atores da cadeia da madeira, especialmente da madeira nativa e do manejo florestal sustentável, e levar informações de qualidade, desmistificando crenças e quebrando paradigmas”, explica Frank Rogieri, presidente do FNBF.

A programação inclui uma série de palestras, exposições e mostras de parceiros. O evento será realizado no Ouro Minas Hotel e contará com especialistas de diferentes áreas.

Leia Também:  Oficial dos Bombeiros fala sobre ações de combate a incêndios durante Encontro de Sustentabilidade
Palestras e Debates

A abertura será conduzida por Frank Rogieri, que discutirá o papel da madeira nativa sustentável. Além de presidir o FNBF, Rogieri é vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República. Em seguida, o presidente do Cipem-MT, Ednei Blasius, falará sobre a descarbonização na construção civil e o potencial florestal de Mato Grosso.

Na sequência, a arquiteta Cláudia Albertini, com mais de 20 anos de experiência em projetos residenciais, comerciais e de incorporação, abordará o uso da madeira em projetos de interiores. A primeira parte do evento será finalizada com uma palestra de Renato Rosenberg, diretor de Concessões do Serviço Florestal Brasileiro.

O segundo bloco de palestras será aberto pela engenheira florestal Nayara Guetten Ribaski, que tratará do conceito ESG (Environmental, Social and Governance) e suas oportunidades no mercado florestal. Ribaski, consultora e autora de três livros, destacará a relevância do ESG na responsabilidade social e sustentabilidade das empresas.

Em seguida, a secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, também presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), discutirá a política florestal de Mato Grosso. O encerramento do evento ficará a cargo da secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, que abordará o cenário do mercado de madeira em Minas Gerais.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Mantém Preços Firmes em Agosto com Oferta Reduzida e Oscilações no Dólar

Interessados em participar podem se inscrever enviando um e-mail para [email protected]. Para mais informações, o telefone disponível é (65) 98130-3111.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Oficial dos Bombeiros fala sobre ações de combate a incêndios durante Encontro de Sustentabilidade

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Comarca de Porto Alegre do Norte divulga resultado definitivo de processo seletivo

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA