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Santa Catarina se Consolida como Líder Nacional na Produção de Maçãs

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A semana é especial para os produtores de uma das frutas mais apreciadas mundialmente. Na última segunda-feira, 21 de outubro, comemorou-se o Dia Internacional da Maçã, uma cultura que não apenas proporciona importantes benefícios nutricionais, mas também desempenha um papel crucial na economia catarinense, especialmente na Serra, a principal região produtora de maçãs do estado e do Brasil.

O clima frio, aliado às características geográficas da região, oferece condições ideais para o cultivo de maçãs de alta qualidade. De acordo com dados de um levantamento realizado pela Epagri, a produção de maçãs na Serra catarinense gera anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão. Na safra 2022/2023, o Valor Bruto da Produção (VBP) atingiu R$ 740 milhões.

É na Serra catarinense que se localiza a “capital nacional da maçã”, São Joaquim. Este reconhecimento é fruto da dedicação dos produtores locais, que adotam técnicas inovadoras para garantir safras de excelência.

Antônio Marcos Pagani de Souza, presidente do Sindicato Rural de São Joaquim e vice-presidente de finanças da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), destaca a relevância econômica da fruta para Santa Catarina: “Nosso estado responde por um volume significativo da produção brasileira e, além de São Joaquim, outros municípios como Fraiburgo e Bom Jardim da Serra também se destacam na produção de maçãs. Isso movimenta a economia local, gerando emprego e renda.”

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O setor é impulsionado por iniciativas que visam aprimorar a produtividade e expandir os mercados de exportação. O Sistema Faesc/Senar desenvolve a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na área de fruticultura, atendendo com sucesso os produtores desse cultivo. Parcerias entre o governo estadual e entidades como a Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC (AMAP) garantem a sustentabilidade do setor.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, afirma que Santa Catarina tem muito a celebrar neste mês, em que se comemora o Dia Internacional da Maçã. “O estado confirma com orgulho sua posição de destaque no cenário nacional, consolidando-se como referência não apenas pela quantidade, mas pela qualidade de suas safras. Isso nos enche de orgulho. Além de impulsionar a economia e gerar empregos, a produção de maçãs na Serra catarinense fortalece a posição do estado no mercado internacional, destacando sua importância estratégica na cadeia produtiva global.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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