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Contratos futuros de açúcar fecham em alta com alerta de escassez no Brasil em 2025

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a quarta-feira (23) em alta nas principais bolsas internacionais, motivados por um relatório da Wilmar International, uma das maiores comercializadoras de açúcar do mundo. A empresa alertou que o mercado pode enfrentar um “enorme risco de escassez de açúcar brasileiro” no primeiro semestre de 2025, devido aos baixos estoques no país e à possibilidade de atraso no início da safra 2025/26, conforme reportado pela agência Reuters.

Apesar do cenário de alta, a valorização foi parcialmente contida pelas previsões de chuva em diversas regiões do Brasil para a próxima semana. As precipitações esperadas podem melhorar a produtividade no final da atual temporada, além de favorecer o desenvolvimento da cana-de-açúcar para a próxima safra.

Na bolsa ICE Futures de Nova York, todos os lotes de contratos futuros de açúcar fecharam em alta. O vencimento para março de 2025 foi negociado a 22,34 centavos de dólar por libra-peso, com uma valorização de 61 pontos, ou 2,81%, em relação ao dia anterior. Já o contrato para maio de 2025 subiu 48 pontos, sendo comercializado a 20,61 centavos de dólar por libra-peso. Os demais lotes registraram aumentos que variaram entre 14 e 35 pontos.

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Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou valorização em todos os contratos. O vencimento para dezembro de 2024 foi negociado a US$ 571,10 por tonelada, um aumento de US$ 9,90 ou 1,76% em comparação com o dia anterior. Já o contrato para março de 2025 subiu US$ 11,50, alcançando o valor de US$ 578,50 por tonelada. Os demais contratos apresentaram ganhos entre US$ 5 e US$ 10,70.

Segundo a Reuters, o Climatempo informou na segunda-feira, dia 21, que chuvas significativas são esperadas na região Centro-Sul do Brasil a partir desta sexta-feira, o que deverá manter as temperaturas amenas e melhorar os níveis de umidade do solo.

Outro fator que contribui para a pressão sobre os preços foi a perspectiva de aumento na produção de açúcar na Tailândia. Na terça-feira (22), o Conselho de Cana e Açúcar da Tailândia projetou um crescimento de 18% na produção para a safra 2024/25, totalizando 10,35 milhões de toneladas. A Tailândia é atualmente o terceiro maior produtor mundial de açúcar e o segundo maior exportador global.

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Mercado doméstico

No mercado interno, a quarta-feira também foi marcada por alta nas cotações do açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 157,90, frente aos R$ 156,30 registrados na terça-feira, representando um aumento de 1,02%. Esse foi o décimo dia consecutivo de alta no indicador.

Etanol hidratado

O etanol hidratado também apresentou valorização, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.682,50 por metro cúbico, em comparação aos R$ 2.672,00 do dia anterior, o que representa uma alta de 0,39%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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