AGRONEGÓCIO
Estratégias para Reduzir o Uso de Antibióticos na Produção Animal: O Papel da Saúde Intestinal e da Biossegurança
Publicado em
24 de outubro de 2024por
Da Redação
Com o debate sobre a resistência a antibióticos cada vez mais presente e a crescente demanda por práticas sustentáveis na produção animal, a indústria tem buscado soluções que promovam a saúde intestinal como forma de reduzir a utilização de antibióticos. Segundo Gisele Neri, gerente de produtos da Kemin, essa transição vai além do cumprimento de normas regulatórias, representando um compromisso com a saúde pública no contexto do conceito “One Health”, que une saúde animal, humana e ambiental.
“A redução do uso de antibióticos na produção animal tornou-se prioridade, principalmente diante da ameaça que a resistência antimicrobiana representa para a saúde pública e para a eficiência da produção de alimentos. Para atingir esse objetivo de maneira sustentável, é essencial adotar uma abordagem integrada, que envolva biossegurança, nutrição de qualidade e ferramentas para promover a saúde intestinal dos animais”, explica Gisele.
Resistência Antibiótica e o Conceito “One Health”
O uso inadequado de antibióticos na produção animal é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da resistência bacteriana, um problema global apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das maiores ameaças à saúde pública. Essa questão está diretamente relacionada ao conceito “One Health”, que reconhece a interdependência entre a saúde humana e animal, exigindo soluções sustentáveis que considerem o equilíbrio dos ecossistemas.
“A resistência aos antibióticos é um desafio global que precisa ser abordado em várias frentes. A produção animal desempenha um papel central nesse processo, e a redução do uso de antibióticos é um passo essencial para conter essa ameaça à saúde pública. Na Kemin, estamos comprometidos em fornecer soluções que ajudem a atingir esse objetivo, focando em biossegurança e saúde intestinal”, reforça Gisele.
Saúde Intestinal: Um Pilar para Redução do Uso de Antibióticos
A saúde intestinal tem se destacado como um dos pilares fundamentais para garantir o bem-estar dos animais e aumentar a eficiência produtiva. Intestinos saudáveis favorecem a melhor absorção de nutrientes, fortalecem o sistema imunológico e, como consequência, reduzem a necessidade de intervenções com antibióticos.
Gisele enfatiza a importância de soluções inovadoras como probióticos, prebióticos e imunomoduladores, que promovem uma microbiota intestinal equilibrada. “Essas alternativas naturais são cruciais para que os animais desenvolvam respostas imunológicas mais eficientes e robustas, o que diminui o risco de doenças e, consequentemente, a dependência de antibióticos”, destaca.
Biossegurança e Nutrição: Caminhos Complementares
Além do foco na saúde intestinal, a biossegurança desempenha um papel vital no controle de doenças no ambiente de produção. A adoção de programas rigorosos de biossegurança impede a entrada e disseminação de patógenos, e, quando aliada a uma nutrição adequada, garante que os animais sejam menos suscetíveis a infecções.
“Práticas de biossegurança e uma nutrição de qualidade andam de mãos dadas quando o objetivo é reduzir a dependência de antibióticos. O ambiente de produção precisa ser seguro, e os animais necessitam de uma dieta balanceada que atenda a todas as suas exigências fisiológicas, permitindo que expressem todo o seu potencial produtivo sem a interferência de patógenos”, afirma Gisele.
Desafios e Perspectivas para o Futuro
Apesar dos avanços, a redução do uso de antibióticos na produção animal ainda enfrenta desafios consideráveis. A implementação de práticas de biossegurança rigorosas, a garantia de uma nutrição balanceada e de alta digestibilidade, e a promoção da saúde intestinal demandam investimentos em infraestrutura e treinamento de equipes.
Ainda assim, a tendência global é clara: os mercados estão exigindo cada vez mais produtos de origem animal que sigam práticas responsáveis. A Kemin, por meio de soluções inovadoras com base em décadas de pesquisa, tem colaborado com a cadeia de proteína animal ao redor do mundo para superar esses desafios e garantir uma produção mais segura e sustentável.
“A saúde intestinal é o ponto de partida para uma produção animal mais eficiente e sustentável. Com a combinação adequada de ferramentas, desde aditivos naturais até boas práticas de biossegurança, podemos avançar nesse caminho e atender tanto às exigências da saúde pública quanto às demandas da produção global de alimentos”, conclui Gisele.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
Published
8 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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