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Desafios Globais e Oportunidades no Setor do Trigo são Destaque em Congresso Internacional

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O 31º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), será realizado de 23 a 25 de outubro de 2024, no Hotel Bourbon Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR). O evento reunirá líderes e especialistas do setor para debater temas estratégicos, com ênfase no cenário geopolítico e econômico, tanto no Brasil quanto globalmente.

A cerimônia de abertura, marcada para a manhã de 24 de outubro, contará com a presença do deputado federal Luiz Carlos Hauly, relator da Proposta de Reforma Tributária na Câmara dos Deputados. Hauly é conhecido por defender a simplificação do sistema tributário brasileiro, com a proposta de unificar diversos tributos em um imposto único sobre o consumo.

Análises Econômicas e Geopolíticas

A programação tem início na noite de 23 de outubro com palestras de abertura sobre “Economia e Geopolítica no Brasil e no Mundo”, conduzidas por Gustavo Segré, cientista político e comentarista da Jovem Pan, e Sergio Vale, economista e comentarista da CNN Brasil. Segundo Rubens Barbosa, presidente-executivo da Abitrigo, “a presença de especialistas como Segré e Vale reforça o compromisso do congresso em trazer análises profundas e essenciais para que o setor possa se preparar frente às incertezas e desafios do mercado.”

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Programação Focada no Setor Tritícola

O congresso terá painéis específicos voltados para as demandas do setor. Um dos destaques é o painel “O Mercado do Trigo”, que oferecerá uma visão abrangente do mercado nacional e internacional. Roberto Sandoli Jr., especialista de mercado de trigo da Cooperativa Agrária, abordará as perspectivas do mercado brasileiro, enquanto Eduardo Vazquez, trader da IPSOY S.A. – Uruguai, discutirá o cenário internacional. O painel será moderado por Edson Csipai, consultor privado do mercado de trigo.

Outro tema de destaque será tratado no painel “Tecnologias e o Futuro do Trigo na Alimentação”, que discutirá as inovações tecnológicas aplicadas à produção e aos alimentos derivados do trigo. Ivana Sabljic, gerente global de pesquisa de trigo na GDM Seeds, falará sobre tecnologias de otimização na produção, e Luciana Rangel do Carmo, head de marketing, P&D e qualidade na Wickbold, discutirá as inovações no setor alimentício. Eduardo Pimentel, cientista sênior da IFF, moderará o debate.

Trigo na Mídia e Estratégias de Vendas

No último dia do evento, o painel “O Trigo e a Mídia” discutirá a percepção do grão na imprensa e como melhorar sua imagem. Erick Garcia, gerente de novos negócios da Buzzmonitor, analisará a visão de mercado, enquanto o pesquisador Gilberto Igrejas, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, trará uma perspectiva científica. A moderação será conduzida por Vanderli Marchiori, fundadora e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição em Saúde Mental.

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Encerrando o congresso, o painel “Os Canais de Vendas dos Derivados do Trigo” focará em estratégias para ampliar as vendas no setor. Jean Pontara, sócio da J.Pontara Consultoria, discutirá o crescimento dos moinhos no food service e pequeno varejo, enquanto Luiz Gaziri, professor da Unicamp, falará sobre a ciência por trás das vendas. Eduardo Assêncio, superintendente geral da Abitrigo, será o moderador.

“Acreditamos que este evento será uma oportunidade única para que toda a cadeia produtiva do trigo fortaleça laços, discuta tendências e troque conhecimentos”, conclui Rubens Barbosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cafeicultura brasileira enfrenta desafios climáticos e aposta em tecnologia para manter liderança global

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Brasil mantém protagonismo global na produção de café

O Brasil segue como principal referência mundial na produção de café, mesmo diante de um cenário desafiador. A cafeicultura nacional passa por transformações impulsionadas por mudanças climáticas, avanço tecnológico e novas estratégias de manejo no campo.

O tema foi destaque durante o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado no Workshop Mercado e Exportação de Café, dentro da Fenicafé.

Especialistas apontam necessidade de adaptação no setor cafeeiro

Reunindo especialistas de importantes regiões produtoras — Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana, Espírito Santo e Noroeste de Minas —, o debate trouxe um diagnóstico claro: o Brasil segue forte na produção de café, mas precisa se adaptar para manter competitividade no mercado global.

Mudanças climáticas aumentam riscos para produtores

As alterações no clima têm sido um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. No Sul de Minas, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam diretamente a produção.

Segundo o engenheiro agrônomo Régis Ricco, “secas mais longas e temperaturas mais altas colocam a cafeicultura de sequeiro em condição de alto risco”.

Na região da Mogiana, após períodos de quebra de safra, há sinais de recuperação gradual. De acordo com Bruno Maciel, a melhora no pegamento das floradas indica avanço, embora ainda abaixo do potencial histórico.

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Já no Cerrado Mineiro, os efeitos climáticos têm pressionado custos e rentabilidade. “Frio intenso, déficit hídrico e chuvas constantes interferem diretamente na produção”, afirma Flávio Bambini.

Irrigação e tecnologia impulsionam produtividade no campo

Diante desse cenário, a adoção de irrigação e tecnologias agrícolas tem se tornado essencial para garantir estabilidade produtiva.

No Noroeste de Minas, onde as lavouras são totalmente irrigadas, os resultados têm sido positivos. Segundo Eduardo Botelho de Bastos, a prática garante produtividade, qualidade e crescimento sustentável.

No Espírito Santo, referência na produção de café canéfora, o avanço tecnológico também sustenta o crescimento. “O estado lidera a produção nacional com ganhos consistentes de produtividade”, destaca Inorbert Melo.

Além disso, o uso de sensores, manejo eficiente do solo e novas cultivares contribuem para aumentar a eficiência e reduzir riscos no campo.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

A diversidade das regiões produtoras brasileiras exige abordagens distintas de manejo.

Nas Montanhas do Espírito Santo, o relevo acidentado dificulta a mecanização e aumenta a dependência de mão de obra. “O desafio é grande devido à limitação de mecanização e à necessidade de colheita manual”, explica César Abel Krohling.

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No Cerrado Mineiro, o foco tem sido a evolução do modelo produtivo, com adoção de práticas mais sustentáveis e regenerativas. Segundo Bambini, há um reposicionamento da atividade rumo a uma cafeicultura mais estratégica.

Perspectivas para as safras 2025/2026 e 2026/2027 são positivas

Apesar dos desafios climáticos, as perspectivas para as próximas safras são consideradas positivas. A recuperação produtiva em diversas regiões, aliada à renovação de lavouras e ao uso de tecnologias, deve impulsionar o crescimento do setor.

Ainda assim, especialistas reforçam a importância do planejamento. “O produtor precisa tomar decisões baseadas em dados e investir em tecnologia para reduzir riscos”, ressalta Ricco.

Liderança global depende de inovação e sustentabilidade

O consenso entre os especialistas é de que o Brasil continuará sendo o principal player global do café. No entanto, a manutenção dessa posição dependerá da capacidade de adaptação às novas condições climáticas e às exigências do mercado internacional.

A integração entre ciência, tecnologia, gestão e sustentabilidade será determinante para o futuro da cafeicultura brasileira.

A Fenicafé segue até o dia 16 de abril, no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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