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Alta em Nova York Impulsiona Preços do Café no Mercado Brasileiro

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O mercado físico brasileiro de café se prepara para uma terça-feira (22) de negócios mais dinâmicos, impulsionado pela alta nas cotações da Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o que é visto como um fator positivo para os preços domésticos. Enquanto isso, a moeda americana opera com variações próximas à estabilidade. Diante desse cenário otimista em Nova York, os produtores tendem a aproveitar a oportunidade para intensificar suas negociações.

Na segunda-feira (21), o mercado físico brasileiro de café enfrentou um dia de preços em baixa. As cotações sofreram queda em decorrência da desvalorização do café arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres, resultando em um movimento fraco nos negócios.

De acordo com a Safras Consultoria, tanto vendedores quanto cooperativas mostraram-se cautelosos no mercado, já que a base de preços dos compradores não acompanhou a queda das bolsas, em função da oferta limitada.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa, com 15% de catação, foi cotado entre R$ 1.490,00 e R$ 1.495,00, em comparação aos R$ 1.520,00 a R$ 1.525,00 registrados na sexta-feira anterior. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura, também com 15% de catação, teve preços entre R$ 1.500,00 e R$ 1.505,00, enquanto anteriormente variava de R$ 1.530,00 a R$ 1.535,00.

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O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, apresentou preços de R$ 1.220,00 a R$ 1.225,00 a saca, comparados a R$ 1.230,00 a R$ 1.235,00 do dia anterior. No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória foi cotado entre R$ 1.385,00 e R$ 1.390,00 a saca, uma queda em relação aos R$ 1.415,00 a R$ 1.420,00 da semana anterior; enquanto o conilon 7/8 ficou em R$ 1.380,00 a R$ 1.385,00, ante R$ 1.410,00 a R$ 1.415,00 anteriormente.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS – SECEX

As exportações brasileiras de café em grão em outubro de 2024, considerando 14 dias úteis, alcançaram 3.056.730 sacas de 60 quilos, com uma média diária de 218.338 sacas e uma receita total de US$ 850,208 milhões, resultando em uma média diária de US$ 60,729 milhões. O preço médio foi de US$ 278,14 por saca.

A receita média diária das exportações de café em grão em outubro representa um aumento de 58,7% em relação à média diária do mesmo mês em 2023, que foi de US$ 38,264 milhões. Além disso, o volume médio diário embarcado aumentou 10,3% comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou uma média de 197.917 sacas diárias. O preço médio, por sua vez, subiu 43,9% em comparação com outubro de 2023, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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NOVA YORK

Os contratos para entrega em dezembro de 2024 registraram uma alta de 1,03% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), sendo cotados a 254,30 centavos de dólar por libra-peso. A posição de dezembro de 2024 fechou na segunda-feira a 250,45 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 5,55 centavos, ou 2,2%.

CÂMBIO

O dólar comercial registra uma leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,6946, enquanto o Dollar Index apresenta uma queda de 0,08%, a 103,93 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

As principais bolsas da Ásia encerraram a sessão de forma mista, com Xangai avançando 0,54% e o Japão registrando uma queda de 1,39%. Na Europa, as principais bolsas operam em baixa, com Paris recuando 0,38%, Frankfurt caindo 0,08% e Londres apresentando uma queda de 0,63%. O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o WTI para novembro negociado a US$ 70,53 o barril, uma valorização de 0,69%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fórum vai debater gargalos e industrialização do agro em Cuiabá

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O papel do Centro-Oeste como indutor do crescimento econômico nacional e as estratégias para superar os gargalos logísticos, ambientais e tributários do setor produtivo serão os eixos centrais do Fórum Brasil Central. O painel encerra a programação do Summit Pensar Agro, evento que será realizado na próxima sexta-feira (29.05), a partir das 14h, na Arena Central da GreenFarm 2026, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

O Summit traz eixos temáticos que debatem desde a internacionalização de mercados até os cenários jurídico e financeiro do setor. As discussões contam com a curadoria estratégica do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), e foram estruturadas para funcionar como um elo entre a iniciativa privada, o conhecimento técnico e a formulação de políticas públicas de governança da porteira para fora.

“O desenvolvimento do Centro-Oeste atingiu um patamar onde produzir com eficiência já não é o único desafio; precisamos garantir que essa produção seja transformada e escoada com competitividade”, afirma Rezende. “O debate foi desenhado para provocar a discussão sobre a verticalização da produção e a adoção de novas tecnologias de precisão. Queremos mostrar que estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, têm capacidade de ir muito além da exportação de commodities brutas, gerando emprego e agregando valor de forma sustentável dentro das nossas fronteiras regionais”.

O presidente do IA ressalta ainda que a previsibilidade jurídica e a infraestrutura logística são fundamentais para dar sustentação aos investimentos privados de longo prazo no campo. “O produtor rural brasileiro entrega produtividade recorde, mas frequentemente esbarra em barreiras regulatórias crônicas e na falta de articulação logística da porteira para fora. Nosso objetivo com o Fórum Brasil Central é alinhar as demandas técnicas do setor produtivo com o planejamento governamental, criando uma rota segura de governança que diminua os custos logísticos e dê segurança institucional para quem investe na agroindústria e na tecnologia de campo.”

As discussões do fórum contam com a curadoria estratégica de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), e foram estruturadas para funcionar como um elo entre a iniciativa privada, o conhecimento técnico e a formulação de políticas públicas. A proposta da curadoria para esta edição é antecipar tendências de mercado e debater soluções de governança capazes de blindar a atividade regional contra a volatilidade global e a insegurança jurídica da porteira para fora.

“O desenvolvimento do Centro-Oeste atingiu um patamar onde produzir com eficiência já não é o único desafio; precisamos garantir que essa produção seja transformada e escoada com competitividade”, afirma Isan. “O painel foi desenhado para provocar o debate sobre a verticalização da produção e a adoção de novas tecnologias de precisão. Queremos mostrar que estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, têm capacidade de ir muito além da exportação de commodities brutas, gerando emprego e agregando valor de forma sustentável dentro das nossas fronteiras regionais”.

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Rezende ressalta ainda que a previsibilidade jurídica e a infraestrutura logística são fundamentais para dar sustentação aos investimentos privados de longo prazo no campo. “O produtor rural brasileiro entrega produtividade recorde, mas frequentemente esbarra em barreiras regulatórias crônicas e na falta de articulação logística da porteira para fora. Nosso objetivo com o Fórum Brasil Central é alinhar as demandas técnicas do setor produtivo com o planejamento governamental, criando uma rota segura de governança que diminua os custos logísticos e dê segurança institucional para quem investe na agroindústria e na tecnologia de campo.”

O painel reunirá gestores públicos, economistas e técnicos para mapear as novas fronteiras econômicas do Brasil Central, abrangendo desde a consolidação de polos de fruticultura de alta tecnologia até o adensamento industrial das commodities dentro dos estados produtores.

As projeções de Antônio Queiroz Barreto

Antônio Queiroz Barreto

A consolidação de Brasília e dos municípios que integram a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) como uma nova fronteira de alta performance na fruticultura será detalhada por Antônio Queiroz Barreto, engenheiro agrônomo e subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias do Distrito Federal. Barreto apresentará dados sobre como a região tem diversificado sua matriz produtiva, tradicionalmente baseada em grãos, a partir do uso intensivo de irrigação e aproveitamento das condições de altitude.

O subsecretário demonstrará como a infraestrutura logística da RIDE, associada à proximidade de hubs aeroportuários, posiciona o território de forma estratégica para o atendimento de mercados de alto valor agregado no exterior. O foco de sua exposição será detalhar as políticas de fomento para culturas como maracujá, goiaba, limão e frutas vermelhas, sinalizando que o planejamento visa transformar o cinturão do DF em uma fronteira indutora de renda para produtores integrados.

O mercado aeroagrícola e a eficiência no campo: a análise de Cláudio Júnior Oliveira

Cláudio Oliveira

O economista e diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Cláudio Júnior Oliveira, levará ao fórum um diagnóstico estrutural sobre a frota aeroagrícola brasileira, atualmente a segunda maior do mundo. Oliveira abordará os cenários de curto e longo prazo para o setor, enfatizando a relevância da aviação na aplicação de precisão, no combate a incêndios florestais e na semeadura de pastagens em larga escala.

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O diretor apontará as perspectivas da atividade ligadas à incorporação de novas tecnologias de pulverização de baixa vazão, à coexistência com o mercado de drones pesados e à transição para biocombustíveis na aviação de campo. Sob a ótica econômica, Oliveira demonstrará indicadores que correlacionam o uso da aviação com o ganho de produtividade em culturas de escala, como soja, milho e cana-de-açúcar, mitigando perdas por amassamento de lavouras.

Regularização e metas climáticas em MS: as diretrizes de Daniele Coelho Marques

Daniele Coelho

Daniele Coelho Marques

Os desafios regulatórios e o balanço entre conservação e produção em Mato Grosso do Sul serão detalhados por Daniele Coelho Marques, engenheira agrônoma e consultora técnica da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A especialista apresentará um panorama do cenário agroambiental do estado, com foco no cumprimento das metas do Código Florestal, validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e avanço dos programas de neutralização de carbono.

Marques sinalizará que Mato Grosso do Sul tem se posicionado como laboratório para sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), mas ressaltará a necessidade de dar maior segurança jurídica ao produtor no processo de regularização de áreas. A consultora defenderá que o avanço das restrições e das exigências do mercado internacional deve ser respondido com dados científicos e métricas claras sobre a eficiência ambiental da pecuária e da agricultura sul-mato-grossense.

Industrialização e multiplicação do PIB: as metas de Vanessa Gasch

Vanessa Gasch

A gerente corporativa de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Vanessa Gasch, fechará o painel discutindo o processo de verticalização econômica do maior produtor de grãos do País. A economista apresentará dados sobre o impacto das agroindústrias na retenção de valor dentro do estado, demonstrando que o processamento local de soja, milho e proteína animal multiplica o retorno tributário e a geração de empregos qualificados.

Gasch apresentará o avanço das usinas de etanol de milho e das plantas de esmagamento como exemplos da transição de Mato Grosso de um perfil exportador de matéria-prima bruta para um polo de bioenergia e farelos de alta qualidade. A gerente da Fiemt apontará que os principais gargalos para manter o ritmo de expansão industrial no estado residem na infraestrutura de transporte rodoviário e ferroviário e na estabilidade do fornecimento de energia para o interior das regiões produtoras.

Fonte: Pensar Agro

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