AGRONEGÓCIO
Grupo GoGenetic Revoluciona a Biologia Molecular no Agronegócio com Crescimento de 300% em Controle de Qualidade de Bioinsumos
Publicado em
21 de outubro de 2024por
Da Redação
O Grupo GoGenetic, reconhecido como pioneiro na aplicação de biotecnologia no agronegócio brasileiro, comemora um marco significativo em sua trajetória. Desde a sua fundação em 2016, em Curitiba (PR), a startup que visa impulsionar o uso da genética na indústria de bioinsumos, registrou um notável crescimento de 300% nas análises genéticas utilizadas para controle de qualidade em apenas dois anos.
Esse avanço do Grupo GoGenetic reflete o crescente interesse da indústria agrícola pela biotecnologia, impulsionado pela necessidade de desenvolver produtos biológicos mais eficazes e sustentáveis. As análises moleculares, como o RT-PCR — tecnologia amplamente reconhecida pela detecção da COVID-19 — foram essenciais para garantir a presença e a viabilidade de microrganismos nos bioinsumos, consolidando a posição da empresa como líder nesse segmento.
Michele Tadra, CEO do Grupo GoGenetic, ressalta a importância desse pioneirismo: “Fomos os primeiros a desbravar o mercado agro, sendo a primeira empresa focada 100% em análise genética para a indústria. Hoje, nossa expertise se estende ao campo por meio da plataforma GoSolos, promovendo inovação e eficiência para o produtor rural.”
O crescimento do Grupo GoGenetic é ainda mais impressionante quando se considera o aumento significativo de sua equipe, que saltou de quatro cientistas em 2016 para mais de 50 colaboradores em 2024. Essa expansão reflete a crescente demanda por soluções inovadoras no agronegócio, impulsionada pela transição das grandes indústrias químicas em direção ao desenvolvimento de produtos biológicos.
De acordo com Solon Araujo, conselheiro fundador da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), o movimento em direção à tecnologia verde é uma tendência irreversível. “A utilização da biologia molecular está redefinindo o controle de qualidade dos bioinsumos, assegurando maior eficácia e segurança para o agricultor. O investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos biológicos tornou-se essencial para acompanhar essa transformação.”
A expansão do uso de bioinsumos no Brasil está alinhada a uma demanda crescente por alimentos mais saudáveis e sustentáveis, além da necessidade de conservar o solo e reduzir custos. Segundo a Croplife Brasil, o mercado de bioinsumos cresceu 15% na safra 2023/2024, movimentando R$ 5 bilhões. Nos últimos três anos, o setor registrou uma taxa média anual de crescimento de 21%, quatro vezes superior à média global, evidenciando o papel crucial da inovação promovida pelo Grupo GoGenetic.
Michele Tadra enfatiza a importância do controle de qualidade na eficácia dos bioinsumos: “A biologia molecular oferece uma alternativa segura e rápida para o controle de qualidade, acelerando a produção e o uso de bioinsumos na agricultura. Ao aprimorarmos esses processos, desmistificamos a ideia de que os produtos biológicos são menos eficazes que os químicos, garantindo maior confiança e adesão dos produtores.”
O futuro dos bioinsumos no Brasil é promissor, com mais de 400 produtos biológicos registrados no MAPA até o final de 2022. Em 2023, foram registrados 90 novos produtos, e a expectativa é que esse número continue a crescer em 2024, impulsionado pela busca por uma agricultura mais sustentável e livre de aditivos químicos.
Como Funciona a Análise Genética Realizada pelo Grupo GoGenetic?
Os kits de alta precisão utilizados pelo GoGenetic são baseados na tecnologia molecular RT-PCR (qPCR), que amplifica regiões genéticas específicas para detectar microrganismos com maior rapidez e exatidão. Reconhecida como padrão ouro na detecção de patógenos — como demonstrado no combate à COVID-19 — a GoGenetic aplica essa tecnologia de ponta ao controle de qualidade de bioinsumos.
Os kits combinam RT-PCR com contagem em placa (Unidades Formadoras de Colônias, UFC), proporcionando uma correlação precisa entre a presença de microrganismos e sua concentração. Essa padronização exclusiva garante a contagem de células viáveis, excluindo o DNA livre e inativo, assegurando maior confiabilidade nos resultados.
O processo de análise compreende quatro etapas: preparação da amostra, extração de DNA, montagem da placa e interpretação dos dados, onde o número de cópias de DNA é comparado diretamente com a UFC. Além de ser mais rápida, a biologia molecular elimina a subjetividade da contagem em placas tradicionais, que dependem da avaliação humana.
A principal vantagem dos kits do GoGenetic é a agilidade. Enquanto métodos convencionais podem levar de três a 30 dias, o RT-PCR oferece resultados em apenas quatro horas, garantindo maior precisão no controle de qualidade. Isso se traduz em menos perdas, maior eficiência e mais segurança tanto para o solo quanto para a safra.
Com essa inovação, o GoGenetic está transformando o agronegócio brasileiro, acelerando processos produtivos e proporcionando agilidade e confiança tanto para indústrias quanto para agricultores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
8 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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