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Cenário Atual da Soja: Estabilidade na Produção e Crescimento nas Exportações

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou as estatísticas mensais referentes ao complexo da soja no Brasil até agosto de 2024. De acordo com os dados apresentados, a produção de soja em grão deve manter-se em 153 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento é projetado para atingir 54,5 milhões de toneladas. A produção de farelo de soja segue estimada em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo, em 11 milhões de toneladas.

Processamento Mensal

No que diz respeito ao processamento, o volume de agosto foi de 4,4 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,6% em relação a julho de 2024 e uma diminuição de 2,1% em comparação com agosto do ano anterior, ajustando-se pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, observa-se uma redução de 0,6% em relação a 2023, também levando em conta o ajuste do percentual amostral.

Exportação

O volume de exportação de soja em grão permanece em 97,8 milhões de toneladas. Em relação ao farelo de soja, houve um leve incremento de 100 mil toneladas, passando de 22 milhões para 22,1 milhões de toneladas. A comercialização internacional do óleo de soja também registrou um aumento de 150 mil toneladas, elevando-se de 1,15 milhão de toneladas para 1,3 milhão de toneladas. As receitas provenientes das exportações dos produtos do complexo soja estão estimadas em US$ 54,1 bilhões para o ano de 2024.

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Importação

Em continuidade à estratégia de suplementação do mercado, a projeção de importação de soja em grão foi ajustada com um pequeno incremento de 70 mil toneladas, podendo atingir 1 milhão de toneladas. A importação de óleo de soja também registrou crescimento, aumentando em 100 mil toneladas e alcançando 150 mil toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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