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Plantio de Soja em Goiatuba Inicia com 2% da Área Sembrada Após Precipitações de 80 Milímetros

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De acordo com o engenheiro agrônomo Alceu Marques Filho, o município vivenciou três chuvas significativas em uma semana, criando condições ideais no solo para o começo das atividades de plantio. Em municípios vizinhos, os índices de precipitação chegaram a aproximadamente 100 milímetros. Até o momento, cerca de 2% da área total prevista de 75 mil hectares foi cultivada.

Alceu enfatiza que as previsões meteorológicas sugerem a continuidade das chuvas em Goiatuba nas próximas duas semanas, o que deverá favorecer a semeadura da oleaginosa até o final de outubro. Caso as condições climáticas se mantenham favoráveis, a expectativa é de que o rendimento médio das lavouras de soja alcance 3.600 quilos por hectare.

Segundo dados do levantamento realizado pela Safras & Mercado, a área destinada ao plantio da safra 2024/25 de soja em Goiás deverá atingir 4,85 milhões de hectares, representando um aumento de 2,1% em comparação aos 4,75 milhões de hectares plantados na safra anterior. Até o dia 11 de outubro, o plantio no estado alcançou 3% da área total, em contraste com 1% na semana anterior e 7% no mesmo período do ano passado. A média histórica dos últimos cinco anos é de 6,9%.

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A produção esperada para a safra de soja 2024/25 é de 18,531 milhões de toneladas, um aumento de 7,1% em relação às 17,298 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24. O rendimento médio das lavouras deve atingir 3.840 quilos por hectare, em comparação aos 3.660 quilos por hectare obtidos no ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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