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Inteligência Artificial na Gestão de Estoques: Uma Resposta à Alta da Inflação Alimentar

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Recentemente, o Brasil enfrentou um aumento nos preços dos alimentos, impulsionado por fatores climáticos como a estiagem e o tempo seco. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado hoje, o segmento de Alimentação e Bebidas registrou uma alta de 0,50% no último mês. Enquanto as hortaliças apresentaram uma queda de 2,19%, as frutas tiveram um aumento significativo de 2,79%, destacando-se o mamão (+10,34%) e a laranja-pera (+10,02%).

Com a variabilidade climática se tornando cada vez mais intensa, afetando especialmente a produção de frutas, legumes e verduras (FLV), o varejo se vê na necessidade de investir em soluções tecnológicas que melhorem a gestão de estoques e reduzam o desperdício de alimentos, que podem se tornar mais escassos. A diminuição da disponibilidade de produtos devido aos efeitos climáticos impacta não apenas a oferta, mas também os custos ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

Nesse contexto, o uso de inteligência artificial (IA) permite prever a demanda de forma mais precisa, possibilitando identificar como a disponibilidade de alimentos influencia os preços para o consumidor. Dessa maneira, os pedidos do varejo podem ser feitos de maneira mais assertiva, ajustando-se conforme as variações de preço. Essa abordagem ajuda a evitar o excesso de estoque nos supermercados, diminuindo as chances de falta de produtos no campo e reduzindo o desperdício na ponta devido a erros de planejamento.

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A empresa Aravita se destaca nesse cenário, utilizando dados internos e externos, como histórico de vendas, indicadores macroeconômicos e condições climáticas, para alimentar algoritmos que recomendam as melhores práticas de compra de FLV pelos supermercados. Esse sistema de previsão de demanda, gestão preditiva de estoque e simulação de cenários de abastecimento permite que os estoques sejam mantidos de forma otimizada, reduzindo o desperdício de alimentos.

Marco Perlman, CEO da Aravita, ressalta a importância das condições climáticas na gestão de alimentos frescos, que afetam a demanda, qualidade, disponibilidade e preço dos produtos. “O monitoramento dos produtos pelos varejistas se torna ainda mais crítico. Ao otimizar as quantidades a serem compradas, conseguimos simultaneamente reduzir o excesso de alguns itens, como frutas, legumes e verduras, que causam desperdício e prejuízo, e a falta de outros, que resulta em perda de vendas”, explica Perlman.

Assim, soluções que aprendem rapidamente e conseguem integrar variáveis complexas se tornam aliadas essenciais para os supermercados, permitindo um controle mais eficiente de seus produtos e assegurando quantidades, qualidade e preços ideais para seus consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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