AGRONEGÓCIO
Valtra impulsiona a agricultura familiar com linhas de crédito para tratores e plantadeiras
Publicado em
16 de outubro de 2024por
Da Redação
A Valtra, renomada marca do setor agrícola, está ampliando sua atuação na agricultura familiar ao disponibilizar tratores e plantadeiras projetados para atender às demandas dos pequenos produtores rurais. Esses agricultores, responsáveis por aproximadamente 70% dos alimentos consumidos no Brasil, agora contam com acesso facilitado a equipamentos modernos por meio de linhas de crédito, como o Pronaf Mais Alimentos, oferecidas via AGCO Finance, banco da própria fabricante.
Soluções inovadoras para o fortalecimento da agricultura familiar
Reconhecendo a relevância da agricultura familiar para a economia nacional, a Valtra oferece soluções que combinam tecnologia, robustez e eficiência. Os tratores e implementos da marca são desenvolvidos para otimizar diversas etapas da produção agrícola, desde o preparo do solo até o manejo de pragas e o transporte da colheita. Entre as opções disponíveis, destacam-se os modelos das Séries A2R, A2S, A3F e A4S, que trazem inovações para garantir produtividade, baixo custo operacional e facilidade de uso.
Cláudio Esteves, diretor comercial da Valtra, reforça o compromisso da marca com os pequenos produtores: “Nosso objetivo é proporcionar as melhores soluções em maquinário agrícola, oferecendo acesso a linhas de crédito como o Pronaf Mais Alimentos, para que os agricultores familiares possam aumentar sua produtividade de maneira eficiente e sustentável.”
Tratores Série A2R e A2S: versatilidade e economia
A Série A2R da Valtra destaca-se por sua versatilidade, com quatro opções de transmissão adaptáveis a diferentes tipos de cultura. Esses tratores, que fazem parte do programa Mais Alimentos, oferecem conforto operacional em longas jornadas de trabalho, sendo uma excelente opção para o cotidiano do pequeno produtor.
Já a Série A2S garante alto desempenho e economia de combustível, graças ao motor AGCO Power que opera em baixas rotações. Disponível em potências de 57 cv e 67 cv, essa linha de tratores oferece simplicidade no manuseio e condições especiais de financiamento com taxas a partir de 5% ao ano.
Séries A3F e A4S: eficiência em espaços reduzidos e grande produtividade
Para culturas que exigem operações em espaços confinados, como café, citros e uvas, a Série A3F oferece o menor raio de giro da categoria e maior capacidade de levante, possibilitando o uso de implementos pesados sem comprometer a agilidade. Além disso, esses tratores proporcionam economia de combustível de até 12%, aumentando a eficiência no campo.
A Série A4S, por sua vez, destaca-se pela capacidade de trabalhar em até 5% mais hectares por hora, aliada a uma economia de combustível de 10%. Com a possibilidade de acoplar o sistema de piloto automático Valtra Guide, o trator garante precisão nas operações e otimização do uso de insumos.
Plantadeiras Compact e HiTech Compact: excelência no plantio
Além dos tratores, a Valtra oferece as plantadeiras Compact e HiTech Compact, que atendem às necessidades dos pequenos produtores com a mesma qualidade presente nas grandes máquinas da marca. Essas plantadeiras garantem excelente plantabilidade, sendo ideais para culturas de verão.
Angelo Isardi Neto, gerente de marketing de produtos da AGCO, afirma que “os tratores das Séries A2R, A2S, A3F e A4S foram projetados para atender às especificidades da agricultura familiar, enquanto as plantadeiras Compact e HiTech Compact oferecem soluções que maximizam a produtividade e a qualidade do plantio.”
Crédito facilitado para pequenos produtores
O AGCO Finance, banco da Valtra, oferece diversas opções de financiamento para pequenos e médios produtores. O Pronaf Mais Alimentos é uma das principais linhas de crédito, com financiamentos de até R$ 450 mil para determinadas atividades agrícolas e taxas de juros a partir de 5% ao ano. Além disso, o Pronaf Linha Espelho, oferecido diretamente pelo AGCO Finance, apresenta as mesmas condições sem depender de recursos do Plano Safra.
Com essas iniciativas, a Valtra consolida seu papel como uma aliada estratégica dos pequenos e médios produtores rurais, promovendo o crescimento sustentável da agricultura familiar no Brasil.
Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Pesquisas preparam agro para mercado de carbono que já gera R$ 556 bilhões por ano
Published
16 horas agoon
28 de setembro de 2026By
Da Redação
Pesquisas realizadas por universidades e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começam a dimensionar quanto o campo brasileiro pode reduzir de emissões e retirar de carbono da atmosfera por meio da recuperação de pastagens, do plantio direto, da rotação de culturas, dos sistemas integrados e do uso de microrganismos. Além do efeito ambiental, os resultados ajudam a construir as bases técnicas para a futura participação dos produtores no mercado de carbono.
As pesquisas ganham cada vez mais importância, dado o tamanho crescente do mercado mundial de carbono. Segundo o Banco Mundial, os sistemas de precificação de carbono geraram mais de R$ 556 bilhões em receitas públicas no mundo em 2025, considerando a conversão pela Ptax mais recente. O resultado reúne a arrecadação com impostos sobre emissões e sistemas regulados de comércio de carbono. Atualmente, 87 instrumentos desse tipo estão em funcionamento e alcançam pouco mais de 29% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Uma dessas pesquisas reuniu cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O estudo conjunto, publicado em 2026 na revista científica Nature Communications, estimou que a conversão de áreas naturais para uso agropecuário retirou aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de carbono dos solos brasileiros.
O volume equivale a cerca de 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. A estimativa foi calculada com base em 4.290 registros reunidos por 372 estudos realizados ao longo de três décadas, com informações dos seis biomas brasileiros.
Os pesquisadores chamam essa diferença de “dívida de carbono”: o espaço existente entre o estoque encontrado na vegetação nativa e o mantido atualmente nas áreas produtivas. Isso não significa que todo o volume possa ser recuperado, mas indica que o manejo pode devolver ao solo parte da matéria orgânica perdida.
Os resultados variam conforme o bioma e o sistema produtivo. No Cerrado, a substituição da monocultura por sistemas integrados apresentou potencial teórico de elevar em 15,3% o estoque de carbono no solo. Na Amazônia, a adoção da rotação ou do consórcio de culturas pode proporcionar incremento de 14,1%.
Parte desse potencial já foi observada em experimentos de campo. Em Sinop, no norte de Mato Grosso, a Embrapa Agrossilvipastoril e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) acompanharam durante quatro anos diferentes combinações de lavoura, pecuária e floresta.
Ao final do período, todos os sistemas avaliados apresentaram remoção de carbono superior às emissões contabilizadas. O melhor resultado foi registrado na integração pecuária-floresta, com saldo de 51,3 toneladas de dióxido de carbono equivalente por hectare. Na integração lavoura-pecuária-floresta, a diferença chegou a 39,5 toneladas por hectare.
Os valores correspondem ao resultado acumulado nos quatro anos, e não a uma taxa anual. As árvores armazenaram carbono nos troncos, galhos e raízes, enquanto as pastagens bem manejadas contribuíram para ampliar a matéria orgânica do solo. O aumento da produtividade também reduziu a emissão calculada por quilo de carne produzido.
Outro acompanhamento da Embrapa foi realizado na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, Goiás. A propriedade começou a adotar sistemas integrados em áreas de pastagens degradadas em 2006, combinando plantio direto, rotação de culturas, braquiária, milho, soja, pecuária e árvores.
Nos primeiros seis anos, o teor de matéria orgânica na camada de até 20 centímetros do solo passou de 1,8% para 2,8%. O aumento correspondeu à incorporação de mais de 11 toneladas de carbono orgânico por hectare.
O resultado ambiental ocorreu junto com o aumento da produção. A produtividade do milho saiu de aproximadamente 80 para 180 sacas por hectare, enquanto a produção de carne passou de duas para até 16 arrobas por hectare. O caso mostra que a recuperação do solo e o aumento do estoque de carbono podem acompanhar a elevação da produtividade.
Na pecuária, a Embrapa Gado de Corte desenvolveu os protocolos Carne Carbono Neutro e Carne Baixo Carbono. O primeiro utiliza árvores plantadas em sistemas integrados para compensar o metano liberado pelos bovinos durante a digestão.
Experimentos indicaram que cerca de 200 árvores em crescimento por hectare podem armazenar carbono suficiente para neutralizar as emissões anuais de metano entérico de 11 bovinos adultos. Isso não significa, porém, que toda a propriedade seja automaticamente neutra. A conta completa precisa incluir fertilizantes, combustível, energia, manejo do solo e todas as demais fontes relevantes de gases de efeito estufa.
Nas lavouras, outra frente de pesquisa utiliza microrganismos para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados. A fixação biológica de nitrogênio, desenvolvida e aperfeiçoada no país por instituições como a Embrapa Agrobiologia e a Embrapa Soja, permite que bactérias associadas às raízes forneçam às plantas o nutriente retirado do ar.
Na soja, essa tecnologia praticamente elimina a necessidade de aplicação de nitrogênio mineral. A Embrapa estima que a substituição do fertilizante pela ação das bactérias evite a emissão de aproximadamente 12 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A redução ocorre tanto na fabricação e no transporte do insumo quanto pela menor liberação de óxido nitroso no solo.
Essas medições ganham importância com o avanço dos mercados de carbono. Nesse sistema, cada crédito representa, em regra, uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. O ativo pode ser comprado por empresas que precisam cumprir obrigações legais ou que assumiram voluntariamente metas de redução.
O mercado mundial está dividido entre sistemas regulados, nos quais governos estabelecem limites de emissão, e mercados voluntários, formados por negociações realizadas sem obrigação legal. Em 2026, o Banco Mundial contabilizou 87 políticas de precificação de carbono em funcionamento, sete a mais do que no ano anterior. Esses instrumentos alcançavam pouco mais de 29% das emissões globais de gases de efeito estufa.
A quantidade de créditos emitidos no mundo cresceu 8% entre 2024 e 2025, mas os preços médios recuaram. Projetos considerados mais confiáveis, com metodologias robustas e maior segurança sobre a permanência do carbono, continuaram recebendo valores superiores. Isso mostra que não basta afirmar que uma propriedade captura carbono: é necessário provar o resultado.
No Brasil, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) foi criado pela Lei nº 15.042, de 2024. A produção agropecuária primária e a infraestrutura diretamente associada aos imóveis rurais ficaram fora das obrigações impostas pelo mercado regulado.
A exclusão impede que o produtor seja obrigado a entregar cotas por causa das emissões da atividade primária, mas não o afasta das oportunidades econômicas. Projetos rurais poderão gerar créditos de carbono e, quando atenderem aos critérios oficiais, Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões, conhecidos pela sigla CRVE.
Para isso, será necessário adotar uma metodologia reconhecida, estabelecer quanto carbono havia antes do projeto, medir a redução ou a remoção obtida, demonstrar que o resultado não ocorreria sem a iniciativa e passar por verificação independente. Também será preciso garantir que o mesmo benefício ambiental não seja vendido ou contabilizado duas vezes.
O mercado regulado brasileiro ainda está em implantação. A proposta apresentada em 2026 prevê o início gradual do monitoramento, relato e verificação das emissões a partir de 2027, inicialmente em setores industriais e no transporte aéreo. As metodologias aceitas para transformar reduções e remoções em certificados oficiais ainda dependem de regulamentação.
Esse processo explica por que a pesquisa será determinante para a entrada do agro no mercado. Resultados obtidos em uma propriedade não podem ser transferidos automaticamente para outra, mesmo quando os sistemas produtivos parecem semelhantes. O estoque de carbono muda conforme o tipo de solo, o clima, a cultura, a profundidade analisada e o histórico de manejo.
Também é necessário diferenciar estoque, remoção e emissão evitada. Encontrar carbono em uma camada profunda do solo não demonstra, isoladamente, que ele tenha sido retirado da atmosfera pelo manejo atual. A comprovação exige uma linha de base, repetição das coletas ao longo dos anos e o desconto de todas as fontes relevantes de emissão.
A pesquisa brasileira avança justamente nessa direção. O objetivo não é apenas mostrar que o solo, as árvores e os microrganismos armazenam carbono, mas calcular quanto permanece, por quanto tempo e sob quais condições. Quanto mais confiável for essa medição, maior será a possibilidade de transformar o benefício ambiental em produtividade, acesso a mercados e renda adicional para o produtor.
Fonte: Pensar Agro
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