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Custos de Produção de Frangos e Suínos Registram Alta em Setembro

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Os custos de produção de frangos de corte e suínos nos principais estados produtores e exportadores do Brasil apresentaram elevação no mês de setembro, conforme apontam estudos da Embrapa Suínos e Aves, disponíveis em sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo chegou a R$ 5,91 em setembro, registrando um leve aumento de 0,06% em comparação ao mês de agosto. Contudo, apesar dessa alta, o custo acumulado no ano apresenta uma queda de 4,79%, enquanto nos últimos 12 meses houve uma elevação de 3,13%. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) atingiu 337,92 pontos. Os principais fatores que contribuíram para esse aumento foram os custos com Funrural, que subiram 5,87%, e com genética, que teve alta de 4,43%. Já os gastos com ração, que representam a maior parte dos custos (72,34%), tiveram uma leve redução de 0,23%.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,61, um aumento de 1,91% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o Índice de Custo de Produção de Frango (ICPFrango) apresenta alta de 4,58%, enquanto nos últimos 12 meses o aumento foi de 9,23%, chegando a 357,01 pontos. A ração se destacou como o principal fator de custo, com um aumento de 0,78%, representando 65,87% do total. Outros componentes que influenciaram o aumento dos custos foram os pintinhos de um dia (+8,15%) e o transporte de frangos (+4,93%).

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Os custos de produção também estão disponíveis para outros estados como Goiás (suínos), Minas Gerais (suínos), Paraná (suínos), Rio Grande do Sul (suínos e frangos de corte) e Santa Catarina (frangos de corte). Santa Catarina e Paraná se destacam nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. Essas informações são essenciais para monitorar a evolução dos custos nessas importantes cadeias produtivas.

Monitoramento e Ferramentas de Gestão

É fundamental que os produtores de aves e suínos acompanhem de perto a evolução de seus custos de produção, utilizando os índices divulgados pela Embrapa como referência para tomar decisões estratégicas.

Para auxiliar na gestão das granjas, a Embrapa oferece o aplicativo “Custo Fácil”, disponível gratuitamente para dispositivos Android na Play Store. O app permite a geração de relatórios dinâmicos, separados por despesas e custos com mão de obra familiar, auxiliando no controle das finanças das granjas.

Além disso, suinocultores e avicultores integrados podem utilizar uma planilha eletrônica de custos, também disponibilizada gratuitamente pela Embrapa no site da CIAS. A ferramenta contribui para a melhor gestão das granjas e para a tomada de decisões informadas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

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Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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