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Importações de Soja da China em Setembro Alcançam Quase Recorde de 11,37 Milhões de Toneladas

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Dados alfandegários divulgados nesta segunda-feira indicam que a China importou quase um recorde de 11,37 milhões de toneladas de soja em setembro, após as importações terem atingido um patamar recorde no mês anterior. Os comerciantes chineses aumentaram as aquisições nos últimos meses, aproveitando a queda nos preços globais da oleaginosa e antecipando possíveis tensões comerciais com os Estados Unidos, que podem se intensificar caso Donald Trump retorne à presidência após a eleição no próximo mês.

Em agosto, as importações da soja alcançaram um recorde de 12,14 milhões de toneladas. As grandes quantidades desembarcadas em setembro foram 59% superiores às aproximadamente 7,15 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado, conforme cálculos da Reuters com base em dados alfandegários.

Esse desempenho eleva o total de importações de soja na China durante os primeiros nove meses do ano para 81,85 milhões de toneladas, representando um crescimento de 8,1% em relação ao ano anterior, conforme informações da Administração Geral de Alfândegas.

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A China se posiciona como o maior importador de soja do mundo, utilizando a oleaginosa principalmente para a produção de ração animal e óleo de cozinha. Nos Estados Unidos, agricultores e comerciantes estão acumulando os maiores estoques de grãos e soja remanescentes de colheitas anteriores, enquanto iniciam a colheita de duas das maiores safras de soja e milho já registradas.

Em 2023, os agricultores americanos colheram uma safra recorde de milho e grande parte desse volume permanece armazenada, pois os preços dos grãos caíram para os níveis mais baixos desde 2020. Os Estados Unidos, além disso, são o segundo maior fornecedor mundial de soja, atrás apenas do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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