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Proposta de Lei Facilita Acesso a Crédito e Seguro para Agricultores Familiares

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Uma nova proposta de lei, o Projeto de Lei 3.684/2024, busca facilitar o acesso a crédito, seguro agrícola e consultoria técnica para pequenos agricultores familiares no Brasil. O projeto, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), estabelece a criação do Programa Nacional de Cooperativas de Crédito e Seguros para Agricultores Familiares, com o objetivo de oferecer suporte econômico e estrutural às cooperativas agrícolas, reconhecendo sua relevância para o desenvolvimento nacional.

De acordo com Mecias, a disponibilização de crédito ajustado às realidades locais é crucial para que os pequenos produtores consigam manter suas atividades. “O Brasil tem enfrentado um período de adversidades climáticas cada vez mais intensas, impactando diretamente a produção agrícola, especialmente dos pequenos agricultores familiares. Eventos como secas prolongadas, inundações e variações de temperatura dificultam o ciclo produtivo e ameaçam a segurança alimentar dessas famílias”, enfatiza o senador.

O projeto prevê a aplicação de juros subsidiados pelo governo, com uma taxa máxima de 2% ao ano, inferior às taxas praticadas pelo mercado. O prazo para o pagamento do crédito variará de três a dez anos, com carência de até dois anos, dependendo do ciclo produtivo. Além disso, a proposta prioriza o atendimento a agricultores mais vulneráveis, como indígenas em regiões isoladas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) e as cooperativas serão encarregados da regulamentação, que incluirá critérios específicos.

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O senador defende que o acesso facilitado ao crédito e ao seguro agrícola permitirá que os agricultores familiares cadastrados no programa superem perdas e invistam em práticas adaptadas às mudanças climáticas. Ele destaca a importância da interação das cooperativas regionais com as particularidades de cada município, argumentando que uma oferta eficiente de crédito deve levar em consideração as necessidades locais.

“As cooperativas têm o potencial de entender melhor as particularidades de cada região, seja em termos climáticos, de solo ou de culturas plantadas, o que facilita a criação de linhas de crédito mais personalizadas”, acrescenta Mecias.

O senador faz uma comparação com a situação nos Estados Unidos, onde as cooperativas agrícolas e de crédito desempenham um papel estratégico na oferta de financiamento acessível aos pequenos agricultores, ajudando a mitigar os impactos de desastres climáticos e incertezas econômicas. Mecias menciona ainda que a Índia e o México implementaram programas de seguros agrícolas subsidiados pelo governo, visando proteger as famílias rurais que frequentemente enfrentam perdas de safra devido a fatores climáticos imprevisíveis.

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O projeto também garante seguros agrícolas que cobrem perdas de safra causadas por eventos climáticos extremos, pragas ou outras circunstâncias que comprometam a produção. Os agricultores cadastrados terão acesso à consultoria técnica agrícola, oferecida por meio das cooperativas em parceria com instituições de pesquisa, com o intuito de auxiliar na adoção de práticas agrícolas mais produtivas e sustentáveis.

Atualmente, o PL 3.684/2024 aguarda encaminhamento para análise das comissões do Senado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago após volatilidade e pressão logística limita rentabilidade no Brasil

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O mercado da soja iniciou a quarta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias em meio à forte volatilidade internacional. Os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, às tensões no Oriente Médio e às condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano, fatores que continuam ditando o comportamento das commodities agrícolas.

Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam perdas entre 5,75 e 6 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/26 era cotado a US$ 12,07 por bushel, com recuo de 2,25 centavos. Já os vencimentos julho e agosto operavam próximos de US$ 12,03 e US$ 12,04 por bushel, respectivamente.

O movimento representa um ajuste técnico após a alta recente, sustentada principalmente pelas expectativas envolvendo possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. Apesar disso, o mercado ainda não observa sinais concretos de avanço da demanda asiática, o que mantém os agentes mais cautelosos.

Além do cenário geopolítico, o clima nos Estados Unidos segue no radar. O plantio da nova safra americana avança em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas relativamente positivas em grande parte do cinturão produtor. O desenvolvimento das lavouras também ocorre de forma satisfatória, fator que reduz espaço para altas mais intensas nas cotações internacionais.

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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da soja avançou de 49% para 67% da área prevista, superando as expectativas do mercado e também o ritmo registrado no mesmo período do ano passado.

No complexo soja, os futuros do farelo também operavam em baixa nesta manhã, acompanhando o milho. Já o óleo de soja apresentava leves ganhos.

Mercado interno tem sustentação, mas logística preocupa

No Brasil, os preços seguem relativamente firmes em algumas regiões, embora os gargalos logísticos e os elevados custos de armazenagem e frete continuem limitando a rentabilidade dos produtores.

No Paraná, a soja no interior era indicada a R$ 123,67 por saca, com leve alta diária de 0,13%, enquanto o porto de Paranaguá registrava R$ 130,57, avanço de 0,66%. Em Ponta Grossa, as indicações chegaram a R$ 128,50 por saca.

A disputa por armazenagem se intensificou no estado diante do avanço da produção de etanol de milho e do início do plantio de trigo, pressionando a logística regional.

No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram recuperação nominal, com Santa Rosa e Passo Fundo cotados a R$ 126,00 por saca e o porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da safra gaúcha para pouco mais de 19 milhões de toneladas — abaixo da projeção inicial de 21,44 milhões — reforçou a percepção de perdas provocadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo.

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O mercado também monitora o risco de paralisações no transporte rodoviário e as incertezas envolvendo o piso mínimo do frete, fatores que elevaram os prêmios de risco no setor.

Em Santa Catarina, a colheita já supera 70% da área cultivada, com preços ao redor de R$ 131,00 no porto de São Francisco do Sul.

Centro-Oeste registra safra recorde, mas enfrenta gargalos

No Centro-Oeste, os números de produção seguem robustos. Mato Grosso do Sul encerrou a safra com volume recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões de toneladas.

Apesar da safra elevada, produtores enfrentam dificuldades relacionadas à capacidade de armazenagem, ao alto custo dos fretes e à pressão sobre a infraestrutura logística, cenário que reduz margens e limita oportunidades de comercialização mais vantajosas.

Segundo a Conab, a colheita brasileira da soja já alcança 98,8% da área cultivada, consolidando a reta final dos trabalhos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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