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Ciclo 2024 do ITR registra entrega de quase seis milhões de declarações

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O ciclo de entrega do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) de 2024 foi encerrado de forma satisfatória, destacando-se como um dos períodos mais tranquilos para a coleta de declarações nos últimos anos. Entre 12 de agosto e 30 de setembro, foram recebidas 5.884.675 declarações, um aumento de 20.206 documentos em relação a 2023, representando um crescimento de 0,34%. O primeiro dia do ciclo registrou o maior volume de entregas, com mais de 500 mil declarações.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) foi o responsável por receber, processar e armazenar os dados do ITR para a Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo Fabricio Moreira Almeida, analista de Negócio da área de Soluções de Fiscalização, Atendimento e Serviços do Serpro, o feedback recebido neste ano foi amplamente positivo. “Tivemos mais de meio milhão de declarações no primeiro dia e 284 mil no último, com todo o processo transcorrendo sem intercorrências. O cliente destacou que este foi o ciclo mais tranquilo que já tivemos”, celebrou.

Entre as inovações do ITR 2024, destaca-se a possibilidade de pagamento do imposto via Pix, que simplifica o processo para os contribuintes. Leandro Sicupira Cortes, responsável pelo desenvolvimento da solução no Serpro, ressaltou a importância dessa implementação e a robustez da infraestrutura tecnológica utilizada. “Montamos uma sala de monitoramento na primeira e na última semana de entrega, e não enfrentamos nenhum pico que afetasse a infraestrutura do Serpro, que foi adequadamente dimensionada.”

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Outra melhoria significativa foi a disponibilização, já no dia 1º de outubro, da multa por atraso na declaração, o que proporciona maior agilidade e segurança ao processo para os contribuintes. “Foi a primeira vez que a multa ficou disponível assim que o prazo regulamentar se encerrou”, acrescentou Leandro.

Novidades para 2025: a chegada do ITR web

Leandro Sicupira Cortes também destacou que grandes inovações estão previstas para 2025, com o lançamento do ITR web, uma versão totalmente online da aplicação. Ele explicou que a prioridade atual é o desenvolvimento dessa nova plataforma: “Estamos investindo tempo nessa nova aplicação, utilizando as tecnologias mais modernas do Serpro. No próximo ano, ao declarar, o imóvel já terá as informações cadastrais preenchidas, assim como o cadastro do contribuinte, que só precisará inserir as informações sobre a utilização das áreas do imóvel rural.”

Essa inovação proporcionará uma experiência ainda mais simplificada para os contribuintes, que poderão realizar todo o processo diretamente pela web, sem a necessidade de baixar um programa específico. As expectativas para o próximo ano são altas, e o desafio, segundo Fabricio Moreira Almeida, será garantir um ciclo de entrega tão tranquilo quanto o de 2024: “Esse é o nosso foco para 2025: a evolução do ITR para o ITR web”, afirmou.

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A importância da declaração e o cálculo do imposto

O ITR é um tributo cuja alíquota varia conforme o tamanho e o grau de utilização da propriedade rural, sendo essencial para aqueles que desejam manter a regularização de suas terras. Áreas protegidas ambientalmente, cobertas por florestas ou pequenas glebas rurais sem outros imóveis, bem como terrenos pertencentes a instituições de ensino e assistência social, podem estar isentas do pagamento. “Quem não declara ou não paga o ITR não consegue vender o terreno rural nem obter financiamentos”, alerta Leandro Sicupira.

A apresentação intempestiva da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) deve seguir os mesmos procedimentos da apresentação dentro do prazo, podendo ser realizada por meio do Programa ITR 2024, disponível no site da Receita Federal, ou, opcionalmente, pela internet através do programa Receitanet, ou ainda entregue em uma unidade do órgão, no horário de expediente, gravada em mídia acessível por porta universal (USB).

A multa para aqueles que apresentarem a DITR após o prazo é de 1% ao mês calendário ou fração de atraso, sendo lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido, não podendo ser inferior a R$ 50,00.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Genética bovina pode aumentar produção de leite em até 9,2% e reduzir emissões de metano, aponta estudo

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No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, pesquisas reforçam o papel estratégico da genética no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente, rentável e sustentável. Estudos recentes indicam que a seleção genética pode elevar a produção de leite em até 9,2%, além de reduzir em 12,7% a intensidade das emissões de metano, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais da atividade.

O avanço da genética ocorre em um momento importante para o setor. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o uso de recursos naturais.

Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade

Estudos conduzidos pela Zoetis demonstram que animais geneticamente superiores apresentam maior capacidade produtiva mesmo em condições de estresse térmico, além de melhor eficiência alimentar e menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva.

Os resultados apontaram benefícios expressivos para os sistemas de produção leiteira:

  • Aumento médio de 9,2% na produção de leite;
  • Redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos;
  • Diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano;
  • Redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio associada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, a genética tem ampliado a capacidade dos produtores de tomar decisões mais precisas dentro das propriedades.

“A utilização de informações genéticas permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Isso acelera o melhoramento genético e contribui para a formação de rebanhos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.

Sustentabilidade passa a integrar a seleção genética

Os indicadores ambientais utilizados nas pesquisas foram desenvolvidos a partir do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), reconhecido internacionalmente para avaliação da sustentabilidade na pecuária.

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A metodologia foi incorporada à atualização do Clarifide Dairy Plus, solução genética da Zoetis que utiliza o índice econômico DWP$ (Dairy Wellness Profit Index). A ferramenta considera características ligadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, bem-estar animal e uso racional de antibióticos para avaliar o potencial de rentabilidade dos animais.

Com a atualização mais recente, passaram a ser incorporadas também avaliações relacionadas à eficiência alimentar e à resiliência ao calor, ampliando a capacidade de seleção de animais mais adaptados às condições futuras de produção.

Resiliência ao calor ganha importância na pecuária leiteira

O aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm colocado a adaptação dos rebanhos entre as prioridades da cadeia produtiva do leite.

Nesse contexto, a genética surge como uma ferramenta importante para identificar animais capazes de manter produtividade, fertilidade e saúde mesmo sob condições de estresse térmico.

Os estudos desenvolvidos pela companhia permitem diferenciar indivíduos mais adaptados dentro do mesmo rebanho, utilizando indicadores relacionados à temperatura, umidade e impacto climático sobre a produção.

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Eficiência alimentar reduz custos e impactos ambientais

Outro fator cada vez mais valorizado na pecuária leiteira é a eficiência alimentar. Animais geneticamente mais eficientes conseguem converter melhor os nutrientes consumidos em produção de leite, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos recursos nutricionais.

Além da redução dos custos de produção, essa característica contribui para diminuir a pegada ambiental da atividade, reduzindo a emissão de gases por litro de leite produzido.

Tecnologia genética apoia decisões mais precisas no campo

Para transformar dados em decisões práticas, ferramentas genômicas vêm sendo utilizadas para identificar animais mais produtivos, saudáveis e adaptados às condições de cada sistema produtivo.

Entre as soluções disponíveis está o Clarifide Dairy Plus, plataforma que realiza avaliações genômicas de bovinos das raças Holandesa e Jersey, permitindo identificar fatores de risco genético associados a doenças de importância econômica, além de características relacionadas à produtividade, bem-estar animal, eficiência alimentar e adaptação climática.

Com a integração entre genética, ciência e tecnologia, a tendência é que a pecuária leiteira brasileira avance na construção de sistemas mais competitivos, sustentáveis e preparados para atender às exigências dos mercados e dos consumidores nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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