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Tereos e Koppert Firmam Parceria Inédita para o Desenvolvimento de Insumos Biológicos

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A Tereos, reconhecida como uma das líderes globais na produção de açúcar, etanol e bioenergia, e a Koppert, referência mundial em controle biológico, estabeleceram um acordo inédito de longo prazo para pesquisa e desenvolvimento de insumos biológicos. O contrato, com duração de três anos, reafirma também o fornecimento contínuo de insumos da Koppert para a Tereos, conforme já previsto na atual parceria entre as duas empresas.

Com o novo acordo, a Tereos terá participação no SparcBio (Centro Avançado de Pesquisa em Controle Biológico de São Paulo), mantido pela Koppert, Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e pela Universidade de São Paulo, através da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ/USP, em Piracicaba. Essa participação garantirá à Tereos acesso a novas soluções desenvolvidas no centro.

A assinatura do acordo está alinhada aos investimentos da Tereos em controle biológico e agricultura regenerativa, bem como ao seu compromisso com a descarbonização das operações. Atualmente, a empresa já implementa diversas iniciativas no manejo agrícola e nos tratos culturais que visam aumentar a produtividade, reduzir custos e promover a sustentabilidade.

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“Nas últimas safras, promovemos uma transformação em nosso manejo agrícola, com o objetivo de alcançar o equilíbrio do solo por meio da agricultura regenerativa, aliado a novas tecnologias que favorecem a adoção de produtos biológicos. A expertise da Koppert neste campo contribui de forma excepcional para esse propósito, oferecendo soluções que proporcionam resultados em produtividade e sustentabilidade”, afirma Carlos Simões, diretor de Agricultura e Planejamento da Tereos.

Para Danilo Pedrazzoli, diretor Industrial da Koppert América do Sul, a parceria entre a Koppert e a Tereos é estratégica e representa um avanço significativo para a inovação e o desenvolvimento de novas soluções biológicas para a agricultura. “Desde o início das nossas operações no Brasil, os investimentos da Koppert em pesquisa e desenvolvimento têm sido fundamentais para aumentar a produtividade e a sustentabilidade em larga escala. Nesse contexto, o cultivo da cana-de-açúcar desempenha um papel singular na ampliação dessas práticas produtivas, contribuindo para a manutenção e o equilíbrio dos ecossistemas, além de garantir sistemas alimentares mais seguros e facilitar o acesso a novos mercados.”

Visando a mitigação das emissões de gases de efeito estufa em suas práticas agrícolas, a Tereos intensificou a aplicação de vinhaça localizada e o uso de defensivos biológicos. A empresa também implementa controle biológico contra pragas, tendo realizado, na safra 2023/2024, 100% da liberação de cotésia em todas as suas unidades por meio de drones, uma técnica mais precisa, além de investir em dois robôs com uso de inteligência artificial no combate a plantas daninhas.

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“Estamos adotando tecnologias em nossas práticas agrícolas e realizando pesquisas constantes em inovação no campo. Esta parceria é um marco que abre novas fronteiras para uma agricultura sustentável no Brasil”, conclui Simões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Canola e carinata ganham espaço no Sul e se consolidam como alternativas para aumentar a rentabilidade no inverno

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A agricultura de inverno no Sul do Brasil passa por uma transformação estratégica. Tradicionalmente marcada pela predominância das lavouras de trigo, a paisagem rural começa a incorporar cada vez mais áreas cultivadas com canola e carinata, culturas que vêm se destacando como importantes alternativas para diversificação da produção e proteção da rentabilidade das propriedades.

O movimento não representa uma substituição do trigo, mas uma estratégia de gestão que busca reduzir a dependência de uma única cultura e minimizar os impactos das oscilações de mercado. Em um cenário de margens mais apertadas, custos elevados de produção e volatilidade nos preços dos grãos, produtores têm apostado na diversificação como ferramenta para equilibrar receitas e aumentar a segurança financeira da atividade.

Gestão de risco impulsiona adoção de novas culturas

Segundo o gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen para Brasil e Paraguai, João Vidotto, especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal, a busca por alternativas comerciais ganhou força especialmente entre os agricultores do Rio Grande do Sul.

De acordo com o especialista, a concentração da produção em apenas uma cultura amplia a exposição aos riscos de mercado. Como resposta, muitos produtores passaram a destinar parte da área agrícola para espécies alternativas, criando uma estratégia capaz de compensar eventuais perdas provocadas por quedas nos preços de uma determinada commodity.

“A diversificação funciona como uma proteção financeira. Quando uma cultura enfrenta dificuldades de mercado, outra pode contribuir para sustentar a rentabilidade da propriedade”, explica.

Canola se fortalece como principal opção de diversificação

Entre as culturas de inverno que vêm conquistando espaço, a canola desponta como a principal alternativa ao trigo. Além do potencial econômico, a oleaginosa oferece benefícios agronômicos relevantes para o sistema produtivo.

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Pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que a canola contribui para a rotação de culturas, auxiliando na redução da incidência de doenças radiculares e promovendo melhorias nas condições do solo para a safra seguinte de soja.

Essa característica tem sido um dos principais fatores que impulsionam sua adoção, especialmente em regiões onde a sucessão soja-trigo predomina há décadas.

Carinata abre oportunidades no mercado de combustíveis renováveis

Paralelamente ao avanço da canola, a carinata surge como uma nova alternativa de alto valor agregado para os agricultores do Sul.

A cultura vem ganhando destaque internacional devido ao seu uso na produção de combustível sustentável de aviação (SAF), segmento que registra forte crescimento impulsionado pelas metas globais de descarbonização do transporte aéreo.

Por apresentar rusticidade e adaptação às condições climáticas da região, a carinata tem despertado interesse de produtores e empresas ligadas ao mercado de energias renováveis, abrindo novas oportunidades comerciais para o campo.

Nutrição adequada é decisiva para o sucesso das lavouras

Apesar da rusticidade atribuída à canola, especialistas alertam que o sucesso da cultura depende de um manejo nutricional criterioso.

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Segundo Vidotto, uma das principais particularidades da oleaginosa é sua elevada exigência em boro, micronutriente fundamental para o desenvolvimento vegetativo, a formação das estruturas reprodutivas e o potencial produtivo da lavoura.

“A canola possui uma capacidade de extração de boro significativamente superior à observada em culturas como soja e milho. Por isso, o planejamento nutricional precisa ser ajustado às necessidades específicas da planta”, destaca.

Nesse contexto, estratégias de nutrição foliar voltadas ao fornecimento eficiente do micronutriente tornam-se fundamentais para garantir altos níveis de produtividade e retorno econômico.

Diversificação fortalece sustentabilidade econômica das propriedades

A adoção de culturas alternativas de inverno vem se consolidando como uma importante ferramenta de gestão para os produtores da região Sul. Além de reduzir a dependência do trigo, a estratégia contribui para melhorar a saúde do sistema produtivo, ampliar as opções de comercialização e aumentar a resiliência financeira das propriedades rurais.

Com mercados cada vez mais dinâmicos e exigentes, a combinação entre planejamento agronômico, diversificação de culturas e manejo nutricional adequado tende a ganhar ainda mais relevância nas próximas safras, fortalecendo a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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