Mato Grosso

Estação móvel de rádio digital é fundamental para eficiência do combate e segurança de agentes em campo

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A Estação de Rádio Base Móvel (ERB Móvel) da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) tem desempenhado um papel estratégico e essencial nas operações de combate aos incêndios florestais no Pantanal de Mato Grosso. Com tecnologia avançada, o equipamento garante comunicação entre as equipes em campo e os centros de comando, mesmo em áreas sem cobertura das redes convencionais, com um alcance de até 25 km. 

O coordenador de operações Defesa Civil do Estado, sargento BM Hector Oliveira, destaca que o equipamento tem sido fundamental para coordenar ações de forma rápida e segura. 

“A comunicação entre as equipes é importante para enviar e receber informações, como atualizações sobre o andamento da operação, alterações nas condições do ambiente e pedidos de socorro em caso de emergência, assim como o Posto de Comando pode repassar novas coordenadas para onde as equipes precisam se deslocar ou informar a mudança na direção do vento, por exemplo, facilitando o planejamento estratégico e a tomada de decisões, garantindo a segurança dos envolvidos e aumentando a eficiência da operação”, afirma.

O comandante adjunto do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do Corpo de Bombeiros, major BM Felipe Saboia, conta que um exemplo de uso da ERB-Móvel na Operação Pantanal foi na região da Fazenda Cambarazinho e de Porto Conceição. No local, a ERB Móvel foi posicionada em um ponto estratégico, a 10 quilômetros de cada uma das equipes, possibilitando a comunicação entre elas e com o posto de comando.

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“Sem a ERB Móvel, a comunicação entre as equipes ficaria limitada a até 1 quilômetro ou, dependendo do terreno, nem mesmo ultrapassaria 300 metros, e a comunicação é fundamental para a coordenação das ações de combate aos incêndios e para garantir a segurança de todos que estão em campo”, observa.

“A coordenação permite que a comunicação facilite a resposta e a eficácia do planejamento, além de acelerar a tomada de decisões em caso de necessidade de ajustes no plano e no controle dos incêndios. No que diz respeito à segurança, a comunicação via rádio assegura que a solicitação de reforços e apoio no local seja imediata e permite uma resposta rápida em situações que demandem a extração de equipes em risco ou em emergências”, completa.


 

Na Operação Pantanal, a estação possibilita a comunicação entre as equipes de combate na região da Transpantaneira, Poconé e Barão de Melgaço. Por meio do uso de um dispositivo de tráfego de dados, que transmite a comunicação via internet, a ERB Móvel faz com que as conversas de voz alcancem o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) em Cuiabá e qualquer unidade do Corpo de Bombeiros no Estado.

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A estação funciona em uma caminhonete 4×4 com uma antena de 15 metros de altura, conforme explica o superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Santana. 

“A ERB Móvel é um veículo utilizado para viabilizar a comunicação em áreas remotas, onde não há torres ou qualquer tipo de infraestrutura de comunicação disponível. A Secretaria de Segurança Pública, por meio do Ciosp, encaminha o ERB Móvel para garantir essa conectividade em um raio de até 25 km. O veículo é estacionado e funciona como uma antena, proporcionando cobertura tanto para rádio quanto para comunicação digital. Além disso, a estação está equipada com o sistema Starlink, o que permite acesso à internet para todos dentro desse raio de cobertura”, aponta o superintendente.

Desde que começou a operar no Pantanal, no início de julho, até o dia 30 de setembro, a ERB Móvel registrou mais de 6.600 chamadas de rádio digital e 1.008 horas de comunicação durante as operações.

A estação compõe a Rede Digital de Radiocomunicação implantada pelo Governo de Mato Grosso nos 142 municípios do Estado e mais 30 distritos, a partir do investimento de cerca de R$ 90 milhões. A tecnologia coloca o Estado como o mais digital do país, proporcional à extensão territorial.


 

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil cumpre mandados contra quadrilha que atuava com tráfico de drogas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17.6), a Operação Throw para cumprimento de ordens judiciais destinadas à desarticulação de um grupo criminoso que atuava com tráfico interestadual de entorpecentes e vinculado a uma facção criminosa, com atuação na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.

Na operação, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três pessoas jurídicas e do sequestro de cinco veículos automotores de luxo.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos são investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande, reunindo equipes da Denarc e de outras unidades da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria Metropolitana.

Origem da investigação

As investigações iniciaram em 20 de julho de 2023, quando equipes da Denarc cumpriram mandado de busca e apreensão em uma chácara localizada no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, duas pessoas investigadas foram presas, com a apreensão de aproximadamente 100 quilos de maconha enterrados em barris plásticos nos fundos da residência.

A partir das prisões, foi dada continuidade às investigações, que levaram à identificação de outros integrantes da quadrilha. As apurações revelaram ainda um esquema de lavagem de capitais, com emprego de empresas de fachada e pessoas interpostas.

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Durante o curso das investigações, os policiais da Denarc mapearam a estrutura, os vínculos e as práticas da organização, resultando no conjunto probatório que embasou a representação da Polícia Civil pela decretação das medidas cautelares agora cumpridas.

Estrutura do grupo criminoso

O grupo atuava com o tráfico interestadual de drogas, recebendo e enviando entorpecentes para outros estados do país, e realizava remessas semanais de entorpecentes variando entre 5 e 10 quilos por distribuição. A organização possuía liderança definida, co-liderança responsável pelo controle disciplinar e pelos arsenais bélicos, além de criminosos que faziam a contabilidade, logística, guarda de drogas, transporte e distribuição. Os investigados chegaram a combinar a entrega de uma remessa de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá.

Os investigados utilizavam ainda contas bancárias de pessoas próximas e empresas em nome de interpostas pessoas para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico, caracterizando um esquema de lavagem de dinheiro. Foram identificadas três empresas utilizadas como fachada para a movimentação financeira do grupo.

“A deflagração desta operação representa o resultado de um apurado trabalho investigativo que reuniu extenso conjunto de elementos probatórios, evidenciando a participação individualizada de cada investigado no tráfico interestadual de entorpecentes e na organização criminosa. A ação visa interromper a cadeia criminosa e desarticular definitivamente o grupo”, destacou o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz

As diligências prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa, mapear o fluxo financeiro do grupo, apurar eventuais crimes conexos e consolidar o conjunto probatório que embasará as ações penais cabíveis.

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Nome da operação

A denominação Throw faz referência ao termo amplamente utilizado no universo esportivo para designar o ato de desperdiçar uma oportunidade decisiva, lançar fora uma vantagem conquistada ou abandonar a chance de alcançar um resultado melhor.

A escolha do nome simboliza a trajetória dos investigados que, apesar das oportunidades lícitas disponíveis, optaram por ingressar e permanecer na criminalidade, descartando conscientemente caminhos legítimos e socialmente aceitáveis.

O nome traduz a ideia de que determinadas decisões produzem consequências inevitáveis, reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a responsabilização criminal e a preservação da ordem social.

Operação Pharus

A Operação Throw integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Governo MT – MT

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