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Reação do Consumo será Fundamental para o Mercado de Feijão

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O mercado de feijão carioca registrou uma semana de atividade lenta, marcada por uma demanda reduzida no varejo, apesar do abastecimento contínuo das regiões produtoras. De acordo com Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, essa situação aumentou a competitividade entre os vendedores e resultou em cotações estáveis.

“Na segunda-feira, observou-se uma leve diminuição nas ofertas devido a vendas pontuais; no entanto, a qualidade dos lotes apresentou problemas, com a baixa umidade dificultando a comercialização. Feijões comerciais (nota 8) foram vendidos a R$ 205,00 por saca, enquanto o padrão extra atingiu R$ 275,00”, relatou Oliveira.

Nas regiões produtoras, conforme o analista, agricultores com maior capital têm optado por reter lotes menores, na expectativa de uma recuperação nos preços. Na terça-feira, houve uma correção nos preços do feijão nota 9,5, com quedas variando de R$ 5,00 a R$ 10,00 por saca, indicando que o mercado continua em uma postura de espera.

“A expectativa é que a alta nos preços do feijão preto favoreça o carioca, com consumidores migrando para essa alternativa, o que pode sustentar preços mais elevados nas próximas semanas”, estimou.

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Feijão Preto

De acordo com Oliveira, o mercado de feijão preto enfrentou novamente uma pressão negativa, com compradores mais otimistas devido aos preços favoráveis. Na Zona Cerealista de São Paulo, os preços caíram abaixo de R$ 400,00 por saca, refletindo um aumento nas ofertas.

“Corretores do Paraná começaram a sondar o mercado, mas as cotações nas regiões produtoras permanecem relativamente estáveis, com produtores mantendo preços elevados, apesar da queda na demanda”, afirmou.

O analista aponta que a demanda enfraquecida foi o principal fator de pressão sobre os preços. O feijão preto nacional de melhor qualidade foi comercializado a R$ 390,00 por saca, enquanto o importado da Argentina ficou em torno de R$ 400,00. Os lotes comerciais variaram entre R$ 350,00 e R$ 360,00 por saca. Mesmo com o aumento das ofertas, a baixa demanda obrigou os vendedores a ajustar os preços.

Apesar da escassez do produto, os preços necessitaram de ajustes para manter o fluxo de vendas. No comércio exterior, o Brasil exportou 179,6 mil toneladas de feijão preto, gerando US$ 167,1 milhões, enquanto importou apenas 27,1 mil toneladas. O preço médio de exportação foi de US$ 832,18 por tonelada, enquanto o de importação alcançou US$ 890,66 por tonelada.

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No Paraná, o plantio da primeira safra 2024/25 avançou, com 55% da área já semeada e 94% das lavouras em boas condições. “As expectativas para o último trimestre de 2024 indicam uma leve recuperação do mercado, impulsionada pela retomada das compras dos consumidores, o que pode melhorar o fluxo no varejo e elevar gradualmente os preços”, concluiu Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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