AGRONEGÓCIO
ConectarAGRO e AgNest Estabelecem Aliança para Impulsionar a Conectividade no Agronegócio
Publicado em
4 de outubro de 2024por
Da Redação
A ConectarAGRO formalizou uma parceria estratégica com o AgNest, uma iniciativa da Embrapa que se destaca como um dos principais agentes no ecossistema de inovação do agronegócio. Com o conceito de “Living Lab”, o AgNest oferece um ambiente propício para a realização de provas de conceito, cocriação e validação de tecnologias agrícolas de maneira integrada e colaborativa. Suas atividades estão organizadas em oito verticais temáticas, que incluem Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e sistemas de produção sustentáveis, todas com foco na promoção da agricultura digital.
A assinatura do contrato ocorreu na semana passada, durante um evento voltado a empresas associadas e parceiros da ConectarAGRO, com a presença de representantes de ambas as instituições, que firmaram o compromisso de atuar em conjunto para avançar a conectividade no agronegócio brasileiro.
Segundo Paula Packer, Chefe Geral da Embrapa Meio Ambiente e Presidente do Conselho Gestor do AgNest, “o AgNest se posiciona como um ator que pavimenta o futuro da agricultura, trabalhando em verticais que sustentam sua missão de viabilizar, de forma holística, a agricultura digital e sustentável. A iniciativa surgiu em 2016, mas começou a se concretizar dentro da Embrapa em 2019, fundamentada nos princípios de cooperação, cocriação e companheirismo. Durante a validação desse ecossistema único, as empresas do conselho gestor apostaram no modelo de parceria público-privada, e a Impactability também se envolveu, assumindo a gestão operacional do AgNest. Atualmente, a fluidez do processo envolve diferentes atores, como o ConectarAGRO, que compartilha a visão de que uma agricultura multifacetada se sustenta pela inovação.”
A ConectarAGRO, que visa promover a conectividade nas áreas rurais do Brasil, firmou com o AgNest uma série de compromissos focados na inovação e na disseminação de tecnologias no campo. Dentre as principais iniciativas previstas, destacam-se treinamentos, workshops e palestras gratuitas, além da promoção do AgNest como centro de avaliação tecnológica para soluções de conectividade rural. Em contrapartida, o AgNest se compromete a compartilhar sua expertise em indicadores de conectividade, potencializando a digitalização no campo e reforçando o papel da ConectarAGRO nessa transformação.
Paola Campiello, presidente da ConectarAGRO, ressaltou: “Esta parceria marca um passo importante na nossa missão de levar conectividade e inovação ao campo. Ao unir a expertise da ConectarAGRO com o know-how tecnológico do AgNest, estamos fortalecendo o ecossistema agrícola e abrindo novas oportunidades para que o agronegócio brasileiro se torne ainda mais competitivo e produtivo, adotando ferramentas digitais. Juntos, poderemos acelerar a adoção de soluções tecnológicas e capacitar o produtor rural por meio da inclusão digital.”
A colaboração entre a ConectarAGRO e o AgNest reforça a importância da conectividade como um elemento essencial para soluções digitais no agronegócio, celebrando a união de esforços para modernizar o setor. Essa aliança representa um avanço significativo na construção de um ecossistema agrícola mais tecnológico e sustentável, promovendo inovação e fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro.
Glaico Gundim, CEO da Impactability, empresa gestora operacional do AgNest, afirmou: “Acreditamos que a conectividade no campo não é apenas importante; é essencial para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro. A iniciativa da ConectarAGRO mede e demonstra a relevância da conectividade no agro, alinhando-se perfeitamente aos projetos do AgNest, o Farm Lab, onde a agricultura digital se torna sustentável. Portanto, essa parceria institucional é totalmente sensata, pois buscamos unir nossas capacidades, processos e áreas de cultivo, orientando a inovação sob a perspectiva do produtor rural. Reconhecemos que a ConectarAGRO também tem muito a contribuir com o crescimento do AgNest.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
Published
6 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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