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Conab Reforça Estoques de Milho do Programa de Venda em Balcão em Resposta à Estiagem

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou um reforço de 16 mil toneladas de milho nos estoques do Programa de Venda em Balcão (ProVB), em resposta à estiagem que afetou o país nos últimos meses. Essa ação é parte de uma iniciativa contínua da Conab, que também prevê a contratação de frete para outras 21 mil toneladas do cereal ainda neste ano.

Para facilitar o acesso dos criadores ao milho disponível nos estoques públicos, a Companhia oferece a opção de compra online, permitindo que aqueles que já estão cadastrados realizem suas solicitações diretamente de celulares ou computadores por meio do Balcão Digital. Esta ferramenta possibilita a formalização de pedidos, a emissão da autorização de venda e da Guia de Recolhimento da União (GRU) para pagamentos, além de permitir o agendamento da retirada do milho nas unidades da Companhia.

“O objetivo da Companhia com esta ação é oferecer um serviço público de qualidade, economizando tempo e dinheiro do cidadão e tornando as operações mais simples e ágeis. A iniciativa está alinhada às estratégias de Transformação Digital no Setor Público, visando simplificar a comunicação e a aquisição de produtos, tornando o processo mais eficiente”, afirmou Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab.

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Parcerias com entidades estaduais, municipais e organizações da sociedade civil também estão sendo exploradas para aproximar os criadores da Companhia. “Uma das dificuldades enfrentadas pelos pequenos criadores é a logística, já que muitos precisam se deslocar até a unidade de venda da Conab mais próxima. Colaborações com prefeituras, secretarias ou associações e cooperativas podem ajudar a superar esse desafio, facilitando o acesso ao milho comercializado pela estatal”, destacou Campos.

Atualmente, o Programa dispõe de aproximadamente 69 mil toneladas de milho em seus estoques. Entre janeiro e setembro deste ano, foram comercializadas cerca de 74,5 mil toneladas do cereal, beneficiando mais de 11 mil criadores cadastrados nos estados onde o ProVB é implementado.

O Programa de Venda em Balcão é direcionado a pequenos criadores, incluindo suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores (búfalos), aquicultores e coturnicultores (codornas). Os interessados devem estar detentores da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) ou do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ou ainda, se não possuírem esses documentos, atender aos critérios de enquadramento.

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Para participar do Programa, os criadores devem procurar a Conab e realizar o cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), disponível no portal da Companhia. Após a inscrição, o interessado em adquirir milho deve entrar em contato, por e-mail ou telefone, com a Superintendência da estatal ou a Unidade armazenadora mais próxima, a fim de habilitar a documentação enviada. As informações devem estar atualizadas, permitindo o acesso mensal aos estoques públicos, conforme o tamanho do plantel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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