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Safra 2024/2025 em Alagoas apresenta perspectivas promissoras

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As usinas de Alagoas estão operando em plena capacidade para a safra 2024/2025, que teve início na segunda quinzena de agosto e deverá se prolongar por sete meses, com as últimas unidades industriais concluindo o ciclo em março de 2025. A expectativa é de que sejam processadas cerca de 20 milhões de toneladas de cana, resultando na produção de mais de 1,7 milhão de toneladas de açúcar e mais de 470 milhões de litros de etanol.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e Etanol do Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, expressou otimismo em relação ao setor: “Neste momento, todas as unidades industriais de Alagoas estão plenamente operacionais, produzindo cana, açúcar e etanol para a safra 2024/2025. Há um entusiasmo significativo e um comprometimento dos empresários com a produção e o desenvolvimento do estado.” Nogueira acredita que a safra representa um avanço importante na trajetória de desenvolvimento sustentável da indústria.

Atualmente, Alagoas abriga 15 unidades industriais que produzem açúcar, tanto cristal quanto VHP, além de etanol anidro e hidratado. O estado se destaca como o maior produtor de cana do Nordeste, consolidando-se como um pilar fundamental da economia local e nacional. A atividade de todas as usinas é um indicativo claro do potencial produtivo desta safra.

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Os números são corroborados por dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que posicionam Alagoas como o sétimo maior produtor de etanol do Brasil e o sexto na produção de açúcar. Esses rankings refletem a relevância do setor canavieiro alagoano no cenário nacional, evidenciando sua contribuição significativa para a economia e o abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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