AGRONEGÓCIO
Sementes de Soja: A Escolha Estratégica que Impulsiona o Agronegócio na Safra 2024/2025
Publicado em
2 de outubro de 2024por
Da Redação
Com a chegada da safra de soja 2024/2025, os produtores rurais brasileiros se deparam com um cenário cada vez mais desafiador, marcado por intensas variações climáticas. Nesse contexto, a escolha adequada das sementes torna-se um fator crucial para o sucesso das lavouras e a maximização do potencial produtivo. Charles Allan Telles, especialista em sementes e coordenador de Produção na SEEDCORP|HO—uma referência em genética e sementes de soja no Brasil—destaca a importância vital do uso de sementes de alta qualidade.
Para Telles, quatro atributos fundamentais devem ser considerados ao adquirir sementes:
- Qualidade fisiológica: avalia a viabilidade das sementes, seu potencial de germinação, vigor e a capacidade de produzir plântulas fortes e uniformes no campo.
- Qualidade física: verifica a pureza, padronização e integridade das sementes, garantindo que estejam livres de contaminantes.
- Qualidade sanitária: analisa a presença de agentes patogênicos que podem ser transmitidos pelas sementes ou reduzir seu potencial produtivo.
- Qualidade genética: considera as características intrínsecas de cada cultivar e as biotecnologias nelas incorporadas.
“Adquirir sementes de alta qualidade e de empresas idôneas não é apenas uma precaução, mas uma estratégia inteligente para garantir uma implantação mais assertiva da lavoura”, afirma Telles. Ele enfatiza que cada semente de soja possui características específicas que se traduzem em unidades produtivas no campo, respondendo pela produtividade e pela tolerância a estresses ambientais, pragas e doenças, o que proporciona ao produtor um “seguro natural”. A utilização de sementes de alta qualidade pode resultar em um aumento de produtividade que varia entre 5% e 20%, um diferencial significativo em um mercado cada vez mais competitivo.
Padrões Rigorosos de Qualidade
A SEEDCORP|HO implementa padrões rigorosos de qualidade em cada etapa do processo produtivo, desde a seleção das sementes matrizes até a entrega ao cliente. O processo inclui monitoramento constante dos campos de multiplicação, análises de pré-colheita, inspeções na recepção das cargas e diversas análises pós-beneficiamento. A empresa conta com dois laboratórios terceirizados, credenciados pelo Ministério da Agricultura, que garantem agilidade, transparência e confiabilidade nos resultados.
Telles também aponta fatores adicionais essenciais para a aquisição e manejo adequado das sementes:
- Adaptabilidade regional: escolher cultivares adaptadas às condições específicas de cada região é fundamental, considerando clima, solo, altitude e grupo de maturação.
- Tratamento de sementes: o tratamento industrial de sementes (TSI) assegura uma maior qualidade, utilizando equipamentos de alta precisão e profissionais qualificados.
- Sistema logístico: a eficiência nos processos de embarque e transporte é vital para manter a qualidade das sementes até o destino final.
- Armazenagem: as sementes devem ser guardadas em condições adequadas, preferencialmente em ambientes com temperatura inferior a 25°C e umidade relativa entre 60% e 70%.
- Checagem pré-semeadura: recomenda-se a realização de testes de canteiro para verificar o potencial de emergência das sementes recebidas.
- Plantabilidade: a correta deposição e distribuição das sementes no solo é crucial para o estabelecimento bem-sucedido da lavoura.
“A ‘plantabilidade’ refere-se à correta deposição e distribuição realizada pela semeadora, assegurando um espaçamento uniforme e a profundidade adequada das sementes, o que permite um contato perfeito entre solo e semente, essencial para a germinação e o desenvolvimento das plântulas”, detalha Telles.
O especialista também alerta para a relevância das condições climáticas, um fator que, embora não esteja sob o controle direto do produtor, pode impactar significativamente o desempenho das sementes. Elementos como umidade, temperatura e aeração do solo são cruciais para a performance das sementes. Diante de todas essas considerações, Telles conclui que “sementes de qualidade não custam, mas valem”, reafirmando a importância estratégica da escolha correta das sementes para o êxito da safra 2024/2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fórum vai debater gargalos e industrialização do agro em Cuiabá
Published
26 minutos agoon
24 de maio de 2026By
Da Redação
O papel do Centro-Oeste como indutor do crescimento econômico nacional e as estratégias para superar os gargalos logísticos, ambientais e tributários do setor produtivo serão os eixos centrais do Fórum Brasil Central. O painel encerra a programação do Summit Pensar Agro, evento que será realizado na próxima sexta-feira (29.05), a partir das 14h, na Arena Central da GreenFarm 2026, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
O Summit traz eixos temáticos que debatem desde a internacionalização de mercados até os cenários jurídico e financeiro do setor. As discussões contam com a curadoria estratégica do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), e foram estruturadas para funcionar como um elo entre a iniciativa privada, o conhecimento técnico e a formulação de políticas públicas de governança da porteira para fora.
“O desenvolvimento do Centro-Oeste atingiu um patamar onde produzir com eficiência já não é o único desafio; precisamos garantir que essa produção seja transformada e escoada com competitividade”, afirma Rezende. “O debate foi desenhado para provocar a discussão sobre a verticalização da produção e a adoção de novas tecnologias de precisão. Queremos mostrar que estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, têm capacidade de ir muito além da exportação de commodities brutas, gerando emprego e agregando valor de forma sustentável dentro das nossas fronteiras regionais”.
O presidente do IA ressalta ainda que a previsibilidade jurídica e a infraestrutura logística são fundamentais para dar sustentação aos investimentos privados de longo prazo no campo. “O produtor rural brasileiro entrega produtividade recorde, mas frequentemente esbarra em barreiras regulatórias crônicas e na falta de articulação logística da porteira para fora. Nosso objetivo com o Fórum Brasil Central é alinhar as demandas técnicas do setor produtivo com o planejamento governamental, criando uma rota segura de governança que diminua os custos logísticos e dê segurança institucional para quem investe na agroindústria e na tecnologia de campo.”
As discussões do fórum contam com a curadoria estratégica de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), e foram estruturadas para funcionar como um elo entre a iniciativa privada, o conhecimento técnico e a formulação de políticas públicas. A proposta da curadoria para esta edição é antecipar tendências de mercado e debater soluções de governança capazes de blindar a atividade regional contra a volatilidade global e a insegurança jurídica da porteira para fora.
“O desenvolvimento do Centro-Oeste atingiu um patamar onde produzir com eficiência já não é o único desafio; precisamos garantir que essa produção seja transformada e escoada com competitividade”, afirma Isan. “O painel foi desenhado para provocar o debate sobre a verticalização da produção e a adoção de novas tecnologias de precisão. Queremos mostrar que estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, têm capacidade de ir muito além da exportação de commodities brutas, gerando emprego e agregando valor de forma sustentável dentro das nossas fronteiras regionais”.
Rezende ressalta ainda que a previsibilidade jurídica e a infraestrutura logística são fundamentais para dar sustentação aos investimentos privados de longo prazo no campo. “O produtor rural brasileiro entrega produtividade recorde, mas frequentemente esbarra em barreiras regulatórias crônicas e na falta de articulação logística da porteira para fora. Nosso objetivo com o Fórum Brasil Central é alinhar as demandas técnicas do setor produtivo com o planejamento governamental, criando uma rota segura de governança que diminua os custos logísticos e dê segurança institucional para quem investe na agroindústria e na tecnologia de campo.”
O painel reunirá gestores públicos, economistas e técnicos para mapear as novas fronteiras econômicas do Brasil Central, abrangendo desde a consolidação de polos de fruticultura de alta tecnologia até o adensamento industrial das commodities dentro dos estados produtores.
As projeções de Antônio Queiroz Barreto
Antônio Queiroz Barreto
A consolidação de Brasília e dos municípios que integram a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) como uma nova fronteira de alta performance na fruticultura será detalhada por Antônio Queiroz Barreto, engenheiro agrônomo e subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias do Distrito Federal. Barreto apresentará dados sobre como a região tem diversificado sua matriz produtiva, tradicionalmente baseada em grãos, a partir do uso intensivo de irrigação e aproveitamento das condições de altitude.
O subsecretário demonstrará como a infraestrutura logística da RIDE, associada à proximidade de hubs aeroportuários, posiciona o território de forma estratégica para o atendimento de mercados de alto valor agregado no exterior. O foco de sua exposição será detalhar as políticas de fomento para culturas como maracujá, goiaba, limão e frutas vermelhas, sinalizando que o planejamento visa transformar o cinturão do DF em uma fronteira indutora de renda para produtores integrados.
O mercado aeroagrícola e a eficiência no campo: a análise de Cláudio Júnior Oliveira
Cláudio Oliveira
O economista e diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Cláudio Júnior Oliveira, levará ao fórum um diagnóstico estrutural sobre a frota aeroagrícola brasileira, atualmente a segunda maior do mundo. Oliveira abordará os cenários de curto e longo prazo para o setor, enfatizando a relevância da aviação na aplicação de precisão, no combate a incêndios florestais e na semeadura de pastagens em larga escala.
O diretor apontará as perspectivas da atividade ligadas à incorporação de novas tecnologias de pulverização de baixa vazão, à coexistência com o mercado de drones pesados e à transição para biocombustíveis na aviação de campo. Sob a ótica econômica, Oliveira demonstrará indicadores que correlacionam o uso da aviação com o ganho de produtividade em culturas de escala, como soja, milho e cana-de-açúcar, mitigando perdas por amassamento de lavouras.
Regularização e metas climáticas em MS: as diretrizes de Daniele Coelho Marques
Daniele Coelho Marques
Os desafios regulatórios e o balanço entre conservação e produção em Mato Grosso do Sul serão detalhados por Daniele Coelho Marques, engenheira agrônoma e consultora técnica da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A especialista apresentará um panorama do cenário agroambiental do estado, com foco no cumprimento das metas do Código Florestal, validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e avanço dos programas de neutralização de carbono.
Marques sinalizará que Mato Grosso do Sul tem se posicionado como laboratório para sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), mas ressaltará a necessidade de dar maior segurança jurídica ao produtor no processo de regularização de áreas. A consultora defenderá que o avanço das restrições e das exigências do mercado internacional deve ser respondido com dados científicos e métricas claras sobre a eficiência ambiental da pecuária e da agricultura sul-mato-grossense.
Industrialização e multiplicação do PIB: as metas de Vanessa Gasch
Vanessa Gasch
A gerente corporativa de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Vanessa Gasch, fechará o painel discutindo o processo de verticalização econômica do maior produtor de grãos do País. A economista apresentará dados sobre o impacto das agroindústrias na retenção de valor dentro do estado, demonstrando que o processamento local de soja, milho e proteína animal multiplica o retorno tributário e a geração de empregos qualificados.
Gasch apresentará o avanço das usinas de etanol de milho e das plantas de esmagamento como exemplos da transição de Mato Grosso de um perfil exportador de matéria-prima bruta para um polo de bioenergia e farelos de alta qualidade. A gerente da Fiemt apontará que os principais gargalos para manter o ritmo de expansão industrial no estado residem na infraestrutura de transporte rodoviário e ferroviário e na estabilidade do fornecimento de energia para o interior das regiões produtoras.
Fonte: Pensar Agro
Fórum vai debater gargalos e industrialização do agro em Cuiabá
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